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Stellantis ultrapassa 600 mil veículos vendidos na América do Sul em 2026, com quase 504 mil unidades comercializadas no Brasil

Stellantis ultrapassa 600 mil veículos vendidos na América do Sul em 2026, com quase 504 mil unidades comercializadas no Brasil

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Stellantis ultrapassa 600 mil veículos vendidos na América do Sul em 2026, com quase 504 mil unidades comercializadas no Brasil

Escrito por Paulo Nogueira

Publicado em 07/09/2026 às 12:34

Atualizado em 07/09/2026 às 12:43

Economia

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As vendas da Stellantis cruzaram 600 mil veículos na América do Sul em 2026, com o Brasil concentrando quase 504 mil unidades e sustentando uma participação regional de 26,6%, resultado que coloca mais de um carro do grupo a cada quatro novos vendidos no continente.

O marco reúne Fiat, Jeep, Ram, Peugeot, Citroën e Leapmotor. A escala brasileira é decisiva: de cada seis veículos contabilizados pelo conglomerado na região, aproximadamente cinco foram emplacados no país durante os oito primeiros meses do ano.

Os dados constam do balanço comercial publicado pela Stellantis em 4 de setembro. O Brasil respondeu por quase 504 mil unidades, enquanto a Argentina ficou perto de 96 mil veículos.

Juntos, os mercados deram ao grupo 26,6% de participação na América do Sul. O indicador ajuda a medir presença de mercado, mas não representa lucro, produção ou exportação. Trata-se de volume comercializado e emplacado.

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Paulo Nogueira

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Vendas da Stellantis aceleraram no Brasil em agosto

O recorte mensal mostra que o Brasil emplacou mais de 65 mil veículos do grupo em agosto. O volume ficou 7,6% acima do registrado no mesmo mês de 2025, avanço relevante em um mercado sensível a crédito, juros e renda.

Brasil e Argentina somaram mais de 76 mil unidades no mês, crescimento regional de 2% sobre agosto do ano passado. Portanto, o desempenho brasileiro correu mais rápido que o conjunto dos dois maiores mercados da companhia no continente.

A Fiat permaneceu na liderança nacional pelo oitavo mês consecutivo. Foram 48.467 emplacamentos em agosto, equivalentes a 18,4% do mercado. Strada, Argo e Mobi mantiveram a marca presente entre os modelos de maior volume.

A Strada liderou o mês com 13.798 unidades, enquanto o Argo apareceu em quarto lugar, com 8.811. No acumulado do ano, a Fiat chegou a 368.447 veículos e abriu mais de 57 mil unidades sobre a segunda colocada.

Esse resultado importa para a indústria porque volume dilui custos fixos. Uma fábrica precisa pagar estrutura, manutenção, engenharia e fornecedores mesmo quando a linha roda abaixo da capacidade. Quanto mais estável o fluxo, melhor o uso do ativo instalado.

A rede de autopeças também sente o ritmo. Bancos, pneus, chicotes elétricos, vidros, peças plásticas e sistemas eletrônicos chegam de dezenas de fornecedores. Um emplacamento na concessionária começa muito antes dentro da cadeia industrial.

Picapes, vans e novos modelos puxam nichos diferentes

A força do grupo não está concentrada em uma única carroceria. As picapes Fiat somaram 19.763 unidades em agosto entre Strada, Toro e Titano, o equivalente a 45% de participação quando considerados os subsegmentos de caminhonetes informados pela empresa.

Nas vans, a marca vendeu 2.327 unidades, das quais 1.845 eram Fiorino. Esses veículos atendem comércio, entregas e serviços urbanos. Por isso, seu desempenho também funciona como termômetro da renovação de pequenas frotas.

O Fastback atingiu 5.133 unidades e teve o melhor mês de 2026. Já a Jeep emplacou 9.027 unidades entre Renegade, Compass e Commander, além de iniciar as vendas do Avenger para clientes finais em 20 de agosto.

O Avenger acumulou mais de cinco mil vendas nas concessionárias, com entregas e emplacamentos começando em setembro. O número é pedido comercial, não veículo já registrado, distinção importante para acompanhar se a procura vira entrega.

A Ram avançou em outra faixa de preço. Foram 3.369 picapes em agosto, alta de 60,3% sobre o mesmo mês de 2025 e melhor resultado mensal desde novembro de 2023. No ano, a marca somou 21.492 unidades.

Na eletrificação, a Leapmotor passou de mil unidades pelo segundo mês seguido, segundo a Stellantis. É uma escala menor dentro do conglomerado, mas indica como o portfólio tenta ocupar simultaneamente combustão, híbridos e veículos elétricos.

O mercado brasileiro sustenta fábrica e emprego

Para Betim, Goiana e Porto Real, vendas não são apenas estatística comercial. Elas influenciam programação de turno, compra de componentes, transporte de veículos e decisão de investimento. Um mercado doméstico forte dá base para manter produção local.

Também reduz a dependência de exportações, embora os embarques externos continuem importantes para equilibrar capacidade. A Argentina funciona como destino e mercado próprio do grupo, mas responde por volume bem menor que o brasileiro no acumulado divulgado.

Confesso que o dado mais revelador não é o número redondo de 600 mil. É a fatia de 26,6% do mercado sul-americano, porque mostra a distância entre uma coleção ampla de marcas e concorrentes que disputam segmentos específicos.

Essa concentração também aumenta a responsabilidade. Problemas de fornecimento, paradas de fábrica ou desaceleração do crédito podem se espalhar por uma cadeia extensa. Ao mesmo tempo, uma decisão de investimento do grupo alcança fornecedores em vários estados.

O próximo teste será transformar as encomendas de novos modelos em emplacamentos sem perder rentabilidade. Desconto excessivo pode elevar volume e apertar margem; preço alto protege resultado, mas encontra consumidores com financiamento caro.

Por isso, setembro deverá mostrar se agosto foi apenas um pico ou parte de uma trajetória. Entregas do Avenger, desempenho das picapes e continuidade da liderança da Fiat serão sinais visíveis na próxima atualização do mercado.

O marco de 600 mil confirma escala e presença industrial. Contudo, o valor duradouro aparece quando venda, produção local e cadeia de fornecedores crescem juntas, sem depender de um único modelo ou de uma promoção passageira.

Há ainda um componente regional. As marcas compartilham engenharia, plataformas e compras, mas disputam clientes com identidades diferentes. Essa arquitetura permite atender do veículo urbano de entrada à picape premium, aproveitando capacidade fabril sem colocar toda a demanda sobre uma única placa.

Para concessionárias, o volume traz giro de estoque, financiamento, seguro e manutenção. Para o consumidor, amplia oferta, porém não garante preço menor. A relação entre competição, custo de crédito e disponibilidade de cada modelo continuará decidindo quanto desse avanço permanece até dezembro.

Você acha que a Stellantis manterá mais de um quarto do mercado regional com novos concorrentes chegando ao Brasil?

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Fonte

Stellantis


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Paulo Nogueira.

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