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Taxista atende corrida de idoso de 85 anos que dizia ter sido deixado de lado pelos cinco filhos, percebe que o passageiro precisava de ajuda e passa quase 10 anos levando almoço e jantar, dando banho e cuidando dele quase todos os dias, até o homem adotá-lo como filho e deixar uma herança de 13 terrenos avaliada em R$ 8,2 milhões

Taxista atende corrida de idoso de 85 anos que dizia ter sido deixado de lado pelos cinco filhos, percebe que o passageiro precisava de ajuda e passa quase 10 anos levando almoço e jantar, dando banho e cuidando dele quase todos os dias, até o homem adotá-lo como filho e deixar uma herança de 13 terrenos avaliada em R$ 8,2 milhões

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Taxista atende corrida de idoso de 85 anos que dizia ter sido deixado de lado pelos cinco filhos, percebe que o passageiro precisava de ajuda e passa quase 10 anos levando almoço e jantar, dando banho e cuidando dele quase todos os dias, até o homem adotá-lo como filho e deixar uma herança de 13 terrenos avaliada em R$ 8,2 milhões

Escrito por Ana Alice

Publicado em 10/09/2026 às 16:28

Curiosidades

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Taxista cuidou de idoso por quase 10 anos e acabou envolvido em herança de 13 terrenos avaliados em cerca de US$ 1,6 milhão em Taiwan. – Imagem: Ilustrativa

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Uma corrida de táxi aparentemente comum acabou ligando duas vidas por quase uma década e, anos depois, levou uma história de cuidado, adoção e patrimônio milionário até os tribunais de Taiwan.

Uma corrida de táxi normalmente termina assim que o passageiro chega ao destino.

No caso de um motorista de Taiwan identificado apenas pelo sobrenome Ting, porém, um encontro aparentemente comum se transformou em uma relação que atravessou anos, chegou aos tribunais e terminou envolvendo 13 terrenos avaliados, na época, em cerca de NT$ 50 milhões, aproximadamente US$ 1,66 milhão pelo câmbio citado na reportagem original.

A história veio a público em fevereiro de 2014 e continua curiosa justamente porque o patrimônio não teria sido resultado de um acordo comercial ou de uma relação familiar que já existia.

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Ting e o idoso, identificado pelo sobrenome Chen, não eram parentes quando se conheceram.

Tudo começou dentro do táxi, durante uma conversa entre motorista e passageiro, segundo o Taipei Times.

Uma corrida de táxi que mudou a relação entre os dois

Durante o trajeto, segundo o relato posteriormente dado por Ting, Chen falou sobre a própria família e disse que se sentia deixado de lado pelos cinco filhos.

O motorista afirmou ter ficado sensibilizado com a situação.

O que poderia ter terminado como uma conversa entre duas pessoas que provavelmente nunca mais se encontrariam acabou tomando outro rumo.

Nos anos seguintes, Ting passou a visitar o passageiro com frequência.

Segundo ele, as visitas ocorriam quase diariamente e incluíam tarefas que iam muito além de conversar ou fazer companhia.

“Eu me senti tão mal por ele que, pelos 10 anos seguintes, visitei sua casa quase todos os dias. Eu cuidava do almoço e do jantar e dava banho nele”, declarou o taxista ao relatar o caso, conforme registrado pelo Taipei Times.

A convivência mudou a relação entre os dois.

Com o passar do tempo, Chen decidiu que não queria que Ting fosse apenas o motorista que havia conhecido por acaso.

O idoso manifestou a intenção de adotá-lo como filho.

Imagem ilustrativa representa a rotina de cuidados criada após a corrida de táxi que aproximou Ting e Chen. – Imagem: Arte com IA

A adoção veio depois da primeira transferência de terrenos

A sequência dos acontecimentos mostra que a decisão sobre os bens começou antes mesmo da formalização dessa relação familiar.

Em 2009, Chen transferiu nove dos 13 terrenos para Ting como doação. A adoção ocorreu no ano seguinte, em 2010, segundo o relato publicado na época.

A maior parte dessas nove propriedades correspondia a terrenos agrícolas no distrito de Shulin, em Nova Taipei.

Juntos, eles somavam cerca de 205 ping, uma unidade de área usada em Taiwan, equivalentes a aproximadamente 676,5 metros quadrados.

Os outros quatro lotes tornariam a história bem mais complicada.

Chen também pretendia transferi-los ao filho adotivo, segundo Ting.

Essas propriedades ficavam no distrito de Sansia, também em Nova Taipei, e somavam cerca de 245 ping.

Antes de concluir a operação, porém, ainda havia questões relacionadas à propriedade de construções existentes nesses terrenos que precisavam ser resolvidas.

Chen morreu em 2012, antes que toda a transferência fosse concluída.

Foi nesse momento que uma história de cuidado e patrimônio passou a ser também uma disputa judicial.

Imagem ilustrativa representa a relação entre Ting e Chen durante o processo de adoção e transferência dos terrenos. – Imagem: Arte com IA

Filha de Chen levou a transferência dos terrenos à Justiça

A filha mais velha de Chen contestou a transferência dos quatro terrenos restantes.

Ela argumentou que o pai poderia estar alcoolizado quando assinou documentos relacionados à entrega das propriedades ao taxista e tentou impedir que os imóveis fossem definitivamente registrados em nome de Ting.

O tribunal, no entanto, analisou as circunstâncias em que Chen havia manifestado sua vontade.

Um dos elementos considerados foi o relato de um tabelião que participou do procedimento.

De acordo com a reportagem, o tabelião chegou a perguntar diretamente ao idoso por que ele desejava entregar as terras ao filho adotivo, em vez de deixá-las para seus próprios filhos.

A resposta atribuída a Chen se tornaria um ponto importante para a decisão judicial.

“Meus filhos nunca cuidaram de mim, mas Ting sempre esteve ao meu lado”, respondeu Chen, segundo o registro apresentado no processo e reproduzido pelo Taipei Times.

Com base nas provas analisadas, o Tribunal Distrital de Nova Taipei entendeu que Chen havia decidido doar as propriedades por vontade própria.

A Justiça então determinou que a filha transferisse os quatro terrenos restantes para Ting.

Família apresentou uma versão diferente sobre os cuidados com o idoso

A disputa, porém, revelou que havia duas versões muito diferentes sobre o relacionamento de Chen com os filhos.

Enquanto Ting dizia que o idoso se sentia abandonado, a filha mais velha negava que a família tivesse deixado o pai sem assistência.

Ela afirmou que Chen morava com o filho mais novo em Sansia e que os demais irmãos se revezavam nos cuidados.

Disse ainda que se deslocava diariamente de Tucheng para ajudar o pai, inclusive durante o banho.

Ting apresentou outra explicação.

Segundo o taxista, o filho mais novo de Chen tinha problemas de saúde e não conseguia cuidar sozinho do pai.

Por esse motivo, ele teria começado a frequentar a casa e ajudar nas tarefas do dia a dia.

A alegação de que Chen poderia ter sido influenciado pelo álcool também foi rejeitada pelo motorista.

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Ting afirmou que nunca obrigou o pai adotivo a beber ou a fazer qualquer coisa contra a própria vontade.

Na época em que o caso foi divulgado, a filha anunciou que recorreria da decisão para tentar preservar os bens da família.

As reportagens acessíveis sobre o episódio registram essa intenção, mas não apresentam de forma segura o resultado definitivo de eventual recurso posterior.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Ana Alice.

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