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Tijolos com os dias contados: mãe de 9 filhos recebe casa de 27 m² feita com 2 toneladas de plástico reciclado e erguida em apenas 15 horas em São Paulo

Tijolos com os dias contados: mãe de 9 filhos recebe casa de 27 m² feita com 2 toneladas de plástico reciclado e erguida em apenas 15 horas em São Paulo

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Tijolos com os dias contados: mãe de 9 filhos recebe casa de 27 m² feita com 2 toneladas de plástico reciclado e erguida em apenas 15 horas em São Paulo

Escrito por Alisson Ficher

Publicado em 09/09/2026 às 08:31

Atualizado em 09/09/2026 às 08:53

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Projeto da TETO Brasil em Carapicuíba adotou blocos de plástico reciclado montados por encaixe e incorporou energia solar, captação de água da chuva e tratamento de esgoto. A experiência começou com uma unidade piloto e depois foi repetida na mesma comunidade.

Blocos produzidos com plástico reciclado substituíram parte dos materiais convencionais na construção de uma moradia social em Carapicuíba, na Região Metropolitana de São Paulo. O sistema de encaixe permitiu montar as paredes com menos etapas e reduzir a geração de entulho durante a obra.

A primeira unidade foi destinada a Rejane Alves de Souza, então com 45 anos, mãe de nove filhos e avó de 12 netos. A residência integra o projeto Moradia Semente Eco Sustentável, desenvolvido pela TETO Brasil com empresas e organizações parceiras.

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A construção ocorreu em 2023 na comunidade Porto de Areia, onde a TETO já mantinha atuação social. A primeira casa utilizou componentes correspondentes ao reaproveitamento de cerca de duas toneladas de resíduos plásticos e teve a estrutura montada em aproximadamente 15 horas.

A Fuplastic participou do projeto como responsável pelos blocos empregados nas paredes, enquanto Amanco Wavin e Biosaneamento contribuíram com outras soluções da residência. O modelo foi concebido para substituir estruturas precárias por uma casa com instalações e ambientes básicos de moradia.

Como funcionam os blocos de plástico reciclado

Casa de plástico reciclado em Carapicuíba foi erguida em 15 horas com duas toneladas de resíduos e soluções de energia e saneamento.

O sistema utiliza peças produzidas com plástico reaproveitado que são encaixadas durante a montagem das paredes. Essa característica simplifica parte do processo construtivo e permite que a estrutura avance sem depender exclusivamente das etapas tradicionais associadas a paredes de alvenaria.

Na unidade destinada a Rejane, os cerca de 27 m² foram distribuídos entre sala integrada à cozinha, um quarto e um banheiro. A casa também recebeu portas, janelas e instalações elétricas e hidráulicas necessárias para o uso cotidiano da família.

O aproveitamento de resíduos não ficou restrito às paredes. O telhado foi produzido com material reciclável proveniente de embalagens como caixas de leite, suco e creme dental, ampliando a utilização de materiais recuperados em diferentes componentes da residência.

A casa também recebeu placas para geração de energia solar e estrutura destinada à captação de água da chuva. Materiais fornecidos pela Amanco Wavin foram utilizados nas instalações de água fria e esgoto, no escoamento de águas pluviais e em componentes da instalação elétrica.

No saneamento, a Biosaneamento instalou um sistema formado por biodigestor e vala de infiltração do efluente. Dessa forma, o projeto reuniu na mesma residência soluções para reaproveitamento de plástico, geração de energia, aproveitamento de água e tratamento do esgoto.

A história da beneficiária também fazia parte do contexto apresentado pela TETO. A organização informou que Rejane havia chegado à comunidade depois de perder o emprego em decorrência de problemas de saúde e a identificou como moradora da primeira unidade do projeto construída no país.

Casa de plástico reciclado em Carapicuíba foi erguida em 15 horas com duas toneladas de resíduos e soluções de energia e saneamento.

Experiência foi repetida em Porto de Areia

A casa inicial funcionou como unidade piloto, mas a metodologia voltou a ser utilizada na própria comunidade. Em julho de 2024, a organização informou a entrega de outras duas moradias construídas com o mesmo sistema, destinadas a Thayse Maria e Arivancleide Santos de Oliveira.

Com essas entregas, o número de unidades confirmadas pela TETO em Porto de Areia chegou a três naquele momento. A nova etapa manteve a participação da Fuplastic na tecnologia dos blocos e contou com recursos do Fundo Comunitário do Airbnb.

O comunicado sobre as duas novas moradias também registrou a possibilidade de participação das famílias na montagem. Por causa do sistema de encaixe, moradores podiam colaborar na colocação dos blocos durante parte do processo construtivo.

A continuidade permite separar o que efetivamente havia sido entregue das metas divulgadas pelos responsáveis. Na apresentação da primeira unidade, em 2023, o projeto mencionava a possibilidade de alcançar até mil moradias, número tratado como objetivo de expansão e não como quantidade já contratada ou construída.

Casa de plástico reciclado em Carapicuíba foi erguida em 15 horas com duas toneladas de resíduos e soluções de energia e saneamento.

No ano seguinte, a TETO informou uma meta mais imediata para Porto de Areia: entregar outras seis casas semelhantes durante 2024. O dado confirmado naquele comunicado, porém, permanecia em três moradias concluídas com a metodologia até julho daquele ano.

A proposta das unidades seguintes mantinha o uso dos blocos de plástico reciclado e a aplicação da tecnologia na mesma comunidade onde a experiência começou. As seis casas adicionais apareciam como uma meta anunciada pela organização para 2024, e não como entregas já concluídas no comunicado consultado.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

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