Ícone do site Portal Estado do Acre Notícias

Tomate dispara 20,76% em setembro e pressiona alimentação no IPCA-15, que sobe 0,70%, enquanto arroz e carnes ficam mais caros e café moído recua no Brasil

Tomate dispara 20,76% em setembro e pressiona alimentação no IPCA-15, que sobe 0,70%, enquanto arroz e carnes ficam mais caros e café moído recua no Brasil

Faça um comentário

5 min de leitura

Tomate dispara 20,76% em setembro e pressiona alimentação no IPCA-15, que sobe 0,70%, enquanto arroz e carnes ficam mais caros e café moído recua no Brasil

Escrito por Carla Teles

Publicado em 25/09/2026 às 13:24

Atualizado em 25/09/2026 às 13:40

Economia

Canal

IPCA-15 sobe 0,70% em setembro: tomate, arroz e carnes ficam mais caros, enquanto café moído recua 1,36% no Brasil.

Seja o primeiro a reagir!

Prefira o CPG no Google

IPCA-15 de setembro acelera com alta do tomate, arroz e carnes, enquanto café moído recua e alimentação volta a pressionar preços ao consumidor no Brasil.

O IPCA-15 voltou ao terreno positivo em setembro de 2026 e avançou 0,70%, após queda de 0,40% em agosto. A alta foi acompanhada por pressão nos alimentos consumidos em casa, com o tomate subindo 20,76%, o arroz avançando 2,39% e as carnes ficando 1,30% mais caras, enquanto o café moído recuou 1,36%.

Segundo informações publicadas pelo ND Mais em 25 de setembro de 2026, com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA-15 acumula alta de 3,82% no ano e de 4,47% em 12 meses. A leitura anterior em 12 meses era de 4,24%, indicando aceleração nessa comparação.

Tomate sobe 20,76% e lidera altas entre alimentos pesquisados

Imagem: Divulgação.

Dentro do grupo Alimentação e bebidas, que avançou 0,40% em setembro depois de recuar 0,57% em agosto, a alimentação no domicílio subiu 0,38%. O destaque ficou com o tomate, que registrou aumento de 20,76% e foi um dos produtos que mais chamaram atenção no IPCA-15 do mês. A mudança ocorreu justamente em um período em que o grupo voltou a apresentar variação positiva após o recuo observado no mês anterior.

ARTIGO CONTINUA ABAIXO

Veja também

O movimento não ficou restrito ao tomate. O arroz teve alta de 2,39%, enquanto as carnes avançaram 1,30%. Esses aumentos ajudaram a pressionar a alimentação dentro de casa, embora outros itens tenham seguido direção oposta e reduzido parte dessa pressão sobre o orçamento das famílias. O resultado mostra que o comportamento dos alimentos foi bastante desigual dentro da mesma leitura mensal.

Café moído, feijão-carioca e cebola ficam mais baratos

Imagem: Divulgação.

Enquanto alguns alimentos subiram, outros registraram queda em setembro. O café moído recuou 1,36%, o feijão-carioca caiu 6,33% e a cebola ficou 4,41% mais barata. Os movimentos mostram que o IPCA-15 não refletiu uma alta uniforme entre todos os produtos alimentícios pesquisados e que itens de consumo recorrente seguiram trajetórias distintas no período.

A diferença entre os itens também ajuda a explicar por que o grupo Alimentação e bebidas avançou 0,40%, mesmo com algumas quedas relevantes. A composição do índice considera o comportamento de vários produtos e serviços, de modo que altas expressivas em determinados alimentos podem coexistir com recuos em outros dentro do mesmo período. Para o consumidor, isso significa que o impacto percebido pode variar conforme a composição das compras de cada família.

Alimentação fora de casa também registra avanço em setembro

A alimentação fora do domicílio teve alta de 0,44% em setembro. A refeição passou de uma variação de 0,25% em agosto para 0,38% em setembro, enquanto o lanche subiu 0,44%, abaixo dos 0,75% registrados no mês anterior. Assim, os dois componentes continuaram em alta, mas com comportamentos diferentes na comparação mensal.

Esse movimento reforça a pressão do grupo de alimentos sobre o IPCA-15, mas com ritmos distintos conforme o tipo de consumo. A refeição acelerou de um mês para o outro, enquanto o lanche continuou subindo, porém em intensidade menor, mostrando que os preços fora de casa também tiveram participação no resultado. A combinação entre alimentação no domicílio e fora dele ajudou a devolver o grupo ao campo positivo em setembro.

Todos os nove grupos pesquisados pelo IBGE tiveram alta

Os nove grupos de produtos e serviços considerados pelo IBGE apresentaram alta em setembro. Além de Alimentação e bebidas, também avançaram Habitação, Artigos de residência, Vestuário, Transportes, Saúde e cuidados pessoais, Despesas pessoais, Educação e Comunicação. Esse comportamento amplo diferencia setembro de um cenário em que a pressão ficaria concentrada em poucos segmentos.

Despesas pessoais registrou alta de 0,96%, a segunda maior entre os grupos, influenciada principalmente pelo cigarro, que subiu 14%. Educação teve a menor variação, de 0,03%. Em 12 meses, Despesas pessoais acumula 6,04%, Educação 5,96% e Saúde e cuidados pessoais 5,76%, segundo os dados apresentados. As diferenças entre os grupos ajudam a mostrar quais componentes tiveram maior peso no período acumulado.

Goiânia registra maior variação entre as áreas pesquisadas

As 11 áreas acompanhadas pelo IBGE tiveram alta no IPCA-15 de setembro. Goiânia apresentou a maior variação, de 0,95%, influenciada pela alta do cigarro e da energia elétrica residencial. Belo Horizonte avançou 0,79%, Rio de Janeiro 0,77% e São Paulo 0,73%, todos acima da menor variação regional registrada no mês.

Na outra ponta, Recife teve alta de 0,44%. Na região, quedas nos preços das frutas e da gasolina ajudaram a conter o resultado. As diferenças regionais mostram que a inflação medida pelo indicador não se distribui da mesma maneira pelo país, mesmo quando todas as áreas apresentam avanço. A composição local dos preços influencia o resultado observado em cada uma das regiões acompanhadas.

IPCA-15 acumula 3,82% no ano e 4,47% em 12 meses

Com o resultado de setembro, o IPCA-15 passou a acumular 3,82% em 2026. Em 12 meses, a alta chegou a 4,47%, acima dos 4,24% observados na leitura anterior. O resultado de 0,70% em setembro também representa uma mudança relevante em relação à queda de 0,40% registrada em agosto, reforçando a retomada das pressões no período mais recente.

O indicador é calculado com preços coletados entre 15 de agosto e 15 de setembro de 2026, comparados aos valores registrados entre 16 de julho e 14 de agosto. Ele considera famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos e utiliza a mesma metodologia do IPCA, mas com diferenças no período de coleta e na abrangência geográfica. Por isso, o IPCA-15 funciona como uma leitura antecipada do comportamento dos preços ao consumidor.

Alta dos alimentos volta ao centro da atenção no orçamento das famílias

A leitura de setembro mostra uma combinação de altas e quedas dentro da alimentação, com destaque para a forte elevação do tomate e para os avanços do arroz e das carnes. Ao mesmo tempo, café moído, feijão-carioca e cebola recuaram. O IPCA-15 de 0,70% foi formado por movimentos espalhados entre todos os grupos pesquisados, e não apenas pelos alimentos, embora o comportamento da alimentação tenha sido um dos destaques do mês.

O resultado reforça a importância de acompanhar a composição do índice mês a mês, já que produtos básicos podem variar em direções diferentes e afetar o orçamento de formas distintas. Entre tomate, arroz, carnes e café, qual desses preços mais pesa hoje nas suas compras do dia a dia? Deixe sua experiência nos comentários.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Carla Teles.

Sair da versão mobile