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Toyota Projeto 150D 2027 terá base do Corolla Cross, motor 2.5 flex híbrido, carroceria monobloco e porte de picape intermediária para rivalizar com Toro, Maverick e Ram Rampage no Brasil

Toyota Projeto 150D 2027 terá base do Corolla Cross, motor 2.5 flex híbrido, carroceria monobloco e porte de picape intermediária para rivalizar com Toro, Maverick e Ram Rampage no Brasil

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Toyota Projeto 150D 2027 terá base do Corolla Cross, motor 2.5 flex híbrido, carroceria monobloco e porte de picape intermediária para rivalizar com Toro, Maverick e Ram Rampage no Brasil

Escrito por Valdemar Medeiros

Publicado em 22/09/2026 às 23:24

Atualizado em 22/09/2026 às 23:50

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Toyota Projeto 150D – imagem meramente ilustrativa

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Toyota Projeto 150D chega em 2027 com base TNGA do Corolla Cross, sistema híbrido, tração E-Four e produção nacional em Sorocaba.

A Toyota prepara para 2027 sua primeira picape intermediária monobloco produzida no Brasil, conhecida durante o desenvolvimento pelo código Projeto 150D. A caminhonete será fabricada em Sorocaba, terá arquitetura derivada da família Corolla Cross e chegará para ocupar justamente o enorme espaço existente entre os SUVs da marca e a Hilux, enfrentando Fiat Toro, Ford Maverick e Ram Rampage.

Segundo apuração da Quatro Rodas, as versões superiores do Projeto 150D estão sendo desenvolvidas com sistema híbrido flex, tração integral elétrica E-Four e configuração capaz de combinar motor 2.5 a combustão com propulsores elétricos, em uma evolução da tecnologia usada pela Toyota em modelos como o RAV4. Outras apurações mais recentes também apontam para uma variante híbrida plug-in flex em desenvolvimento, enquanto a ficha técnica definitiva ainda será fechada antes da estreia comercial.

Projeto 150D será a picape que faltava entre Corolla Cross e Hilux

Hoje, a Toyota possui uma distância enorme entre seus automóveis e SUVs monobloco e a Hilux, picape média tradicional construída sobre chassi separado e direcionada também a trabalho pesado.

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O Projeto 150D nasce justamente para ocupar esse espaço. Em vez de enfrentar Ranger, S10, Hilux e Dakota diretamente, sua arquitetura e dimensões serão pensadas para disputar o segmento criado no Brasil por modelos como Fiat Toro, posteriormente ocupado também pela Ram Rampage e pela Ford Maverick.

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Isso significa cabine dupla para cinco ocupantes, caçamba integrada à carroceria e comportamento mais próximo ao de um SUV do que ao de uma caminhonete tradicional.

A Toyota pretende reunir dirigibilidade, conforto e eletrificação em um produto que continuará oferecendo a praticidade de uma picape, mas sem depender do pesado chassi de longarinas utilizado pela Hilux.

Plataforma TNGA aproxima a nova picape do Corolla Cross

A base será uma variação da Toyota New Global Architecture, a TNGA, utilizada na família Corolla. As apurações indicam uma relação especialmente próxima com o Corolla Cross produzido no Brasil.

Essa escolha muda completamente a filosofia em relação à Hilux.

Em uma picape tradicional, cabine e caçamba ficam apoiadas sobre uma estrutura independente formada pelo chassi. Na futura 150D, a carroceria e a estrutura formarão essencialmente um único conjunto monobloco.

Foto: Plataforma da Toyota – Divulgação

O resultado tende a proporcionar menor massa, centro de gravidade mais favorável e comportamento em curvas mais próximo ao de um automóvel.

Também permite aproveitar componentes já nacionalizados ou desenvolvidos para o Corolla Cross, reduzindo a complexidade industrial e facilitando a produção dentro de Sorocaba.

Toyota vai alongar a plataforma para abrir espaço para a caçamba

Apesar do parentesco com o Corolla Cross, não bastará simplesmente cortar a traseira do SUV e colocar uma caçamba no lugar.

A engenharia deverá aumentar a distância entre os eixos, criando espaço suficiente para manter uma cabine de cinco lugares e acrescentar o compartimento de carga.

Os protótipos já flagrados no interior de São Paulo mostram proporções claramente mais longas que as do Corolla Cross, além de traseira completamente redesenhada.

A parte dianteira também terá identidade própria. Embora alguns elementos de estamparia e arquitetura sejam compartilhados, grade e para-choques terão desenho mais robusto para afastar a picape da aparência de um SUV simplesmente adaptado.

Na traseira, a tampa será convencional, abrindo para baixo, enquanto as lanternas deverão avançar pela região da caçamba nas configurações mais sofisticadas.

Conceito EPU mostrou uma Toyota de 5,07 metros

A dimensão final do Projeto 150D ainda não foi publicada pela fabricante, mas um bom indicativo do território pretendido apareceu no Toyota EPU Concept, apresentado no Japan Mobility Show de 2023.

O protótipo mede 5,07 metros de comprimento e possui impressionantes 3,35 metros entre os eixos.

Para comparação, a Ford Maverick vendida atualmente no Brasil mede 5,096 metros e possui 3,077 metros entre os eixos. A Fiat Toro tem aproximadamente 4,95 metros de comprimento.

A nova picape pode chegar com visual semelhante a Toyota Stout/Divulgação

Isso coloca a futura Toyota no coração do segmento intermediário, sem chegar aos mais de 5,3 metros típicos das picapes médias tradicionais.

O conceito EPU era elétrico, e não representa necessariamente o desenho final da 150D, mas demonstrou claramente que a Toyota estuda há anos uma caminhonete monobloco menor que a Hilux.

Sistema híbrido será uma das armas contra Toro e Rampage

A eletrificação deverá ser um dos principais diferenciais do Projeto 150D.

A Quatro Rodas publicou que configurações superiores são desenvolvidas com motor 2.5 flex associado ao sistema híbrido da marca e até três máquinas elétricas, arquitetura capaz de viabilizar tração nas quatro rodas sem um cardã convencional.

O princípio é semelhante ao usado pela Toyota em modelos AWD eletrificados: o motor a combustão e os componentes elétricos dianteiros movimentam o eixo frontal, enquanto um motor elétrico independente pode atuar diretamente atrás.

Esse desenho permite transformar a distribuição de torque em uma tarefa eletrônica.

A Toyota já utiliza um 2.5 híbrido com AWD elétrico no atual RAV4. No SUV vendido no Brasil, o conjunto combina motor 2.5 de ciclo Atkinson com motores elétricos e entrega até 239 cv de potência combinada na geração 2026.

E-Four dispensa cardã para movimentar o eixo traseiro

No sistema E-Four, o eixo traseiro recebe seu próprio motor elétrico. Não é necessário transmitir mecanicamente a força desde a dianteira por meio de um longo eixo cardã.

A solução ajuda a reduzir elementos mecânicos e oferece liberdade para distribuir torque conforme aderência, aceleração e condições do terreno.

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Em utilização normal, o carro pode privilegiar eficiência. Quando o sistema identifica necessidade de maior tração, o propulsor elétrico traseiro pode participar imediatamente.

Esse conceito também combina particularmente bem com uma picape monobloco, na qual espaço sob a carroceria precisa ser dividido entre bateria, escapamento, suspensão e estrutura da caçamba.

Além da eficiência, a tração integral pode ser importante para colocar o Projeto 150D diretamente contra versões AWD da Ford Maverick e configurações 4×4 da Ram Rampage.

Sistema híbrido plug-in flex também está em desenvolvimento

A configuração mecânica definitiva ainda passa por evolução. Apurações posteriores às primeiras informações do Projeto 150D apontam que a Toyota trabalha também com uma solução híbrida plug-in flex, capaz de receber recarga externa.

Uma das configurações em avaliação combina um motor 2.0 com propulsão elétrica dianteira e motor elétrico traseiro. No sistema internacional usado como referência, a potência combinada pode alcançar 223 cv.

A existência de diferentes conjuntos durante o desenvolvimento é compatível com a estratégia da Toyota de trabalhar com múltiplas tecnologias de eletrificação.

A própria marca afirma oficialmente que sua estratégia inclui híbridos convencionais, híbridos flex e sistemas plug-in, adaptados às características de cada mercado.

Para o Brasil, a presença do etanol adiciona uma característica especialmente importante: mesmo quando o motor a combustão entrar em funcionamento, poderá utilizar biocombustível.

Versões mais baratas podem usar o 2.0 flex de até 176 cv

A picape não deverá depender apenas das versões eletrificadas.

Informações de bastidores apontam que as configurações de entrada poderão utilizar o 2.0 Dynamic Force flex já conhecido da família Corolla Cross, acompanhado da transmissão Direct Shift CVT.

Esse motor chega a 176 cv com etanol e 169 cv com gasolina, além de cerca de 21,4 kgfm de torque.

O câmbio CVT possui uma engrenagem física de primeira marcha, utilizada principalmente nas arrancadas. Depois disso, o sistema passa a utilizar a relação continuamente variável.

Em uma picape, essa engrenagem inicial pode ser particularmente útil porque reduz parte do esforço da correia em saídas com carga.

Uma gama formada por versões 2.0 flex e configurações híbridas também permitiria à Toyota cobrir uma faixa de preços muito mais ampla.

Sorocaba será o centro industrial da nova estratégia

A produção nacional está ligada diretamente à transformação da operação da Toyota no Brasil.

A montadora anunciou oficialmente um ciclo de R$ 11 bilhões em investimentos até 2030, destinado à expansão da produção e à introdução de novos modelos híbridos flex.

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A nova estrutura de Sorocaba faz parte desse plano. A Toyota confirmou que a ampliação da unidade permitirá produzir dois novos modelos híbridos flex, além de aumentar capacidade industrial e concentração tecnológica no complexo paulista.

A picape 150D deverá sair justamente dessa planta.

O BNDES ainda aprovou R$ 500 milhões em crédito para máquinas, equipamentos e serviços tecnológicos destinados a novos projetos ligados a veículos híbridos flex em Sorocaba.

Isso coloca a futura caminhonete dentro de um dos maiores ciclos de investimento da história da Toyota brasileira.

Produção local também envolverá baterias e maior conteúdo nacional

A Toyota anunciou que Sorocaba terá montagem local de baterias para seus híbridos, ampliando a participação da cadeia brasileira nos componentes da eletrificação.

O objetivo é reduzir dependência externa, aumentar conteúdo nacional e criar escala para diferentes veículos eletrificados.

Essa estrutura poderá beneficiar diretamente a picape, especialmente se as configurações híbridas ocuparem uma parcela relevante das vendas.

A Toyota já produz híbridos flex no Brasil desde 2019, quando introduziu o Corolla eletrificado capaz de utilizar etanol. Mais recentemente, expandiu a estratégia para Corolla Cross e Yaris Cross.

A 150D levará essa experiência para um segmento que ainda possui poucas alternativas eletrificadas.

Fiat Toro é a referência que a Toyota precisa enfrentar

O alvo mais evidente é a Fiat Toro. A picape da Stellantis consolidou no Brasil a fórmula de carroceria monobloco, cabine dupla, conforto próximo ao de SUV e caçamba suficiente para usos cotidianos e profissionais.

Atualmente, a Toro oferece 937 litros de volume de caçamba e capacidade de carga que pode variar de 750 a 1.000 kg, dependendo da configuração.

Ela também já possui versões eletrificadas com sistema híbrido leve, além de opções turbodiesel e diferentes configurações de tração.

Para a Toyota, superar a Toro não dependerá apenas de consumo. Espaço interno, capacidade de carga, tamanho da caçamba, robustez da suspensão e preço serão decisivos.

Ford Maverick já mostra como uma híbrida pode funcionar nesse segmento

Outra concorrente estratégica é a Ford Maverick Hybrid. A picape utiliza motor 2.5 de ciclo Atkinson associado ao sistema elétrico, gera 194 cv de potência combinada e, na configuração brasileira atual, possui tração AWD inteligente.

São 943 litros de volume na caçamba, capacidade de carga de 584 kg e comprimento de 5,096 metros.

Isso significa que a Toyota não chegará sozinha ao território das picapes híbridas intermediárias.

A diferença estará principalmente na possibilidade de a marca japonesa combinar eletrificação com combustível flex e, dependendo da configuração final, sistema plug-in.

Ram Rampage coloca até 272 cv na disputa

Na extremidade de desempenho está a Ram Rampage, outra concorrente construída em monobloco e desenvolvida com forte participação da engenharia brasileira.

Sua versão 2.0 Turbo Flex entrega 272 cv e 400 Nm, enquanto o novo 2.2 turbodiesel alcança 200 cv e 450 Nm.

A caçamba comporta 980 litros, e a carroceria mede 5,028 metros de comprimento.

Portanto, o Projeto 150D precisará equilibrar desempenho e eficiência.

Mesmo que a futura Toyota não busque superar os 272 cv da Rampage a combustão, o torque imediato dos motores elétricos e a tração E-Four podem proporcionar uma resposta bastante diferente, especialmente em arrancadas e superfícies escorregadias.

Preço deve ficar entre Toro e Hilux

Apurações da Quatro Rodas indicam uma faixa estimada de R$ 180 mil a R$ 240 mil, dependendo da motorização e do nível de equipamentos.

Esse posicionamento seria estratégico.

As versões de entrada poderiam disputar diretamente compradores da Toro, enquanto as híbridas mais sofisticadas avançariam sobre Ford Maverick e Ram Rampage.

Ao mesmo tempo, a Toyota preservaria espaço acima da nova picape para a Hilux, que continuará sendo uma caminhonete maior e de arquitetura voltada a usos mais severos.

A diferenciação seria semelhante à existente em outras marcas que mantêm picapes monobloco e médias tradicionais simultaneamente.

Projeto 150D já circula com carroceria definitiva no Brasil

A nova picape deixou de existir apenas em projeções.

Em junho de 2026, um protótipo camuflado com carroceria definitiva foi flagrado na Rodovia Castelo Branco, em São Paulo, próximo da região de Sorocaba.

As imagens revelaram cabine dupla, caçamba proporcionalmente curta e diversos elementos ligados ao Corolla Cross.

Também mostraram que o desenvolvimento já se encontra em estágio avançado.

A expectativa publicada por diferentes veículos especializados é de estreia comercial durante 2027, com o primeiro trimestre ou primeiro semestre aparecendo como janela mais recorrente.

Projeto 150D pode transformar a posição da Toyota entre as picapes

A Toyota já possui uma imagem fortemente ligada a caminhonetes por causa da Hilux, mas o Projeto 150D representa uma abordagem completamente diferente.

Em vez de chassi separado, motor diesel e foco prioritário em robustez para trabalho pesado, a nova picape utilizará construção monobloco, arquitetura TNGA e uma gama voltada também à eletrificação.

As informações apuradas durante o desenvolvimento apontam para versões 2.0 flex e configurações superiores híbridas, com a tração integral elétrica E-Four como uma das tecnologias mais importantes da futura gama. A Quatro Rodas também aponta um sistema baseado no 2.5 flex eletrificado nas versões de topo, enquanto outras apurações registram uma solução plug-in baseada no 2.0 ainda em desenvolvimento.

Quando chegar às concessionárias em 2027, a Toyota terá pela primeira vez no país uma picape concebida exatamente para o espaço ocupado por Fiat Toro, Ford Maverick e Ram Rampage, combinando caçamba, cabine dupla e porte intermediário com uma tecnologia de tração e eletrificação que pode se tornar seu principal diferencial no segmento.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Valdemar Medeiros.

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