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Trabalhadores da manutenção aeronáutica ganham cerca de 200 posições com a chegada dos Embraer E2 à Latam, que estreia em novembro e poderá operar até 74 jatos

Trabalhadores da manutenção aeronáutica ganham cerca de 200 posições com a chegada dos Embraer E2 à Latam, que estreia em novembro e poderá operar até 74 jatos

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Trabalhadores da manutenção aeronáutica ganham cerca de 200 posições com a chegada dos Embraer E2 à Latam, que estreia em novembro e poderá operar até 74 jatos

Escrito por Paulo Nogueira

Publicado em 10/09/2026 às 11:41

Atualizado em 10/09/2026 às 11:45

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Mecânicos de aviação ganham cerca de 200 novas posições na preparação da Latam para receber os Embraer E2, uma frota que começa a operar em novembro e pode chegar a 74 aeronaves entre pedidos firmes e opções.

A chegada de um modelo novo não começa no primeiro voo com passageiros. Antes disso, companhias precisam formar equipes, ajustar ferramentas, abastecer peças e adaptar rotinas de manutenção.

A Latam informou a contratação de aproximadamente 200 mecânicos para atender os jatos E195-E2. Os profissionais ficam distribuídos principalmente entre Curitiba, Brasília e Guarulhos.

De acordo com a reportagem sobre a preparação da frota, os primeiros voos estão previstos para novembro, dentro de uma expansão com aeronaves fabricadas no Brasil.

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As 200 contratações vêm antes da estreia comercial

Mecânicos precisam conhecer sistemas, manuais e procedimentos específicos do avião. Mesmo profissionais experientes passam por qualificação quando a empresa introduz uma família diferente na operação.

Esse trabalho inclui treinamento teórico, prática supervisionada e autorização interna. A companhia também precisa organizar escalas para inspeções de linha, atendimento a panes e liberação das aeronaves.

Novembro é o início previsto da operação, não o começo da preparação. Até lá, equipes e infraestrutura precisam estar prontas para sustentar os primeiros horários publicados.

Curitiba, Brasília e Guarulhos concentram a estrutura

As três bases conectam diferentes regiões e permitem posicionar mão de obra onde o avião deve circular. Guarulhos também funciona como principal centro de conexões da companhia no país.

Uma frota nova exige cobertura fora do hangar principal. Se um jato apresentar falha em outra cidade, a empresa precisa ter suporte local ou deslocar profissionais e componentes.

Quem já esperou manutenção em aeroporto sabe o quanto cada minuto pesa. Para a companhia, atrasos afetam conexões, uso da aeronave, jornada das tripulações e confiança do passageiro.

A introdução de uma aeronave exige treinamento, ferramentas e estoque de peças.

O pedido firme começa com 24 aviões

A encomenda anunciada reúne 24 aeronaves firmes e opções para outras 50. Se todas as opções forem exercidas, a operação poderá alcançar 74 jatos.

Opção de compra não equivale a avião contratado. Ela preserva a possibilidade de expansão sob condições negociadas, enquanto a decisão final depende de demanda, capital e desempenho da frota.

Essa diferença evita inflar o anúncio. Hoje, o compromisso firme cobre 24 unidades; as demais representam flexibilidade para crescer caso a estratégia comercial confirme a necessidade.

Até 14 E2 podem chegar na primeira etapa

A previsão indica até 14 aeronaves entre novembro e março de 2027. O ritmo exige incorporação gradual, porque cada avião passa por recebimento, documentação e entrada controlada na malha.

Nas primeiras semanas, a empresa observa consumo, confiabilidade e tempo de solo. Os dados reais ajudam a ajustar peças de reposição, frequência das inspeções e planejamento das equipes.

Também existe uma curva para pilotos e comissários. Embora o foco anunciado esteja nos mecânicos, a entrada do modelo mobiliza treinamento e planejamento em várias áreas da companhia.

O E195-E2 pode abrir rotas com demanda intermediária

O jato ocupa um espaço entre aeronaves regionais menores e modelos de corredor único maiores. Essa capacidade pode atender mercados que não sustentam um avião grande em todos os horários.

Para o passageiro, isso pode significar voo direto onde antes havia conexão. Para a empresa, a conta depende de ocupação, tarifa média, custo por assento e uso diário.

A aeronave não cria demanda sozinha. Ela oferece uma ferramenta para combinar capacidade e mercado com mais precisão, desde que a rede de destinos esteja bem planejada.

A capacidade do E2 pode apoiar voos diretos em mercados de porte intermediário.

A malha de 67 destinos pode ganhar novas ligações

A Latam atende 67 destinos no Brasil, conforme os dados divulgados. A nova frota amplia as combinações possíveis dentro dessa rede e pode sustentar rotas adicionais.

Novos destinos, porém, dependem de aeroporto adequado, procura constante e horário disponível. Uma rota anunciada precisa sobreviver além da temporada de lançamento para se consolidar.

O E2 pode ainda substituir equipamentos maiores em horários menos movimentados. Essa decisão libera capacidade para outras rotas, mas precisa considerar tripulações e manutenção em cada base.

A Embraer ganha uma vitrine no mercado doméstico

Ver o E195-E2 operar em uma grande companhia brasileira reforça a exposição do modelo. Passageiros, aeroportos e fornecedores passam a conviver com a aeronave em escala regular.

Para a fabricante, a operação entrega dados sobre desempenho em clima, altitude e malha variados. Para a Latam, a proximidade do fabricante pode facilitar diálogo técnico e suporte.

Ainda assim, nacionalidade não substitui disponibilidade. O avião precisa cumprir horários, manter custo competitivo e receber peças no tempo exigido pela operação.

Mecânicos terão responsabilidade direta sobre a pontualidade

Manutenção de linha trabalha sob pressão de tempo, mas não pode abreviar procedimentos. A equipe verifica registros, inspeciona sistemas e decide se a aeronave está segura para retornar ao voo.

As cerca de 200 vagas indicam uma estrutura dedicada à expansão. A distribuição final dos profissionais e os requisitos de cada função devem ser conferidos nos canais de recrutamento da empresa.

O anúncio não garante contratação para qualquer candidato. Formação técnica, licenças, experiência e disponibilidade de base pesam conforme a descrição de cada posição.

O teste começa quando os novos jatos entram na malha

Pedido, treinamento e contratação preparam o terreno. O resultado aparecerá na regularidade dos voos, no aproveitamento das aeronaves e na capacidade de abrir rotas sustentáveis.

Até março de 2027, a empresa pretende avançar rapidamente na primeira fase. Cada nova entrega elevará a necessidade de coordenação entre manutenção, tripulação, aeroporto e planejamento.

Peças sobressalentes terão de acompanhar a curva. Estoque pequeno aumenta risco de aeronave parada; excesso imobiliza capital e ocupa espaço sem gerar voo.

A empresa também deverá comparar o desempenho previsto com o consumo real por rota. Vento, lotação e tempo de solo interferem no resultado.

Passageiros perceberão a mudança por frequência, conforto e pontualidade. É nessa experiência cotidiana que o investimento deixa de ser apenas uma encomenda.

E você, voaria em uma nova rota operada pelo Embraer E2? Conta nos comentários qual cidade deveria receber primeiro esses jatos.

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Fonte

CNN Brasil


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Paulo Nogueira.

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