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Três semanas depois de descobrir petróleo no primeiro poço da Foz do Amazonas, a Petrobras ganhou do Ibama sinal verde para furar mais três, Manga, Crotalus e Morpho Extensão, numa das áreas mais sensíveis da costa brasileira, com o MPF cobrando explicações e produção possível em até 7 anos

Três semanas depois de descobrir petróleo no primeiro poço da Foz do Amazonas, a Petrobras ganhou do Ibama sinal verde para furar mais três, Manga, Crotalus e Morpho Extensão, numa das áreas mais sensíveis da costa brasileira, com o MPF cobrando explicações e produção possível em até 7 anos

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Três semanas depois de descobrir petróleo no primeiro poço da Foz do Amazonas, a Petrobras ganhou do Ibama sinal verde para furar mais três, Manga, Crotalus e Morpho Extensão, numa das áreas mais sensíveis da costa brasileira, com o MPF cobrando explicações e produção possível em até 7 anos

Escrito por Bruno Teles

Publicado em 04/09/2026 às 17:40

Petróleo e Gás

Canal

Ibama retificou a Licença nº 1684 e liberou a Petrobras a perfurar Manga, Crotalus e Morpho Extensão na Foz do Amazonas. MPF cobra explicações e produção pode vir em até 7 anos.

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O Ibama retificou a Licença de Operação nº 1684 e liberou a Petrobras a perfurar Manga, Crotalus e Morpho Extensão no bloco FZA-M-59, na Bacia da Foz do Amazonas. A decisão de Jair Schmitt, de 3 de setembro de 2026, exige cronograma em 30 dias, enquanto o MPF questiona divergências

O Ibama autorizou a Petrobras a perfurar mais três poços exploratórios na Bacia da Foz do Amazonas, região ambientalmente sensível ao largo da costa amazônica brasileira. A liberação veio por meio da retificação da Licença de Operação nº 1684, assinada na quinta-feira, 3 de setembro, pelo presidente do órgão, Jair Schmitt, e abre caminho para os poços Manga, Crotalus e Morpho Extensão.

As informações foram publicadas pelo g1 em 4 de setembro de 2026, em texto da Redação g1, em São Paulo, com base em comunicado enviado pela Petrobras ao portal e na cobrança feita pelo Ministério Público Federal ao Ibama dias antes.

Licença de Operação nº 1684 foi retificada para incluir os três poços

Em comunicado ao g1, a Petrobras confirmou que o Ibama “emitiu a retificação da Licença de Operação nº 1684”. Essa licença é a que autoriza as atividades de exploração de petróleo na região da Foz do Amazonas.

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A retificação não cria uma licença nova, mas amplia o alcance da que já existia. Com o ajuste, a estatal passa a ter autorização para seguir a campanha exploratória além do poço que já vinha sendo perfurado.

Morpho vem primeiro; depois, Manga, Crotalus e Morpho Extensão

“Após a autorização do órgão ambiental, a companhia iniciará o planejamento das ações para a continuidade das atividades exploratórias no bloco, com a conclusão da perfuração do poço Morpho e, posteriormente, a perfuração dos poços Manga (fruta), Crotalus e Morpho Extensão”, diz a Petrobras no comunicado.

A sequência descrita pela empresa tem duas fases: terminar o Morpho e só então abrir os três novos poços. O nome Manga, segundo a própria estatal, remete à fruta.

Decisão de Jair Schmitt exige cronograma atualizado em 30 dias

A decisão foi assinada na quinta-feira, dia 3, pelo presidente do Ibama, Jair Schmitt. O documento exige que a Petrobras apresente ao órgão um cronograma atualizado do projeto de perfuração no prazo de 30 dias após o recebimento da licença.

O prazo é a primeira obrigação prática imposta pela autorização. Sem esse cronograma, o Ibama não terá a versão atualizada do planejamento da campanha no bloco.

Pedido foi protocolado em agosto, após indícios de petróleo no bloco 59

A Petrobras havia protocolado o pedido de perfuração junto ao Ibama em agosto. O anúncio da autorização reforça a ofensiva da estatal na Foz do Amazonas, onde já foram encontrados indícios de petróleo no primeiro poço perfurado no bloco 59.

Segundo o g1, a descoberta no primeiro poço foi noticiada em 14 de agosto, e o pedido para explorar mais três poços, em 17 de agosto. A autorização do Ibama, em 3 de setembro, veio cerca de três semanas depois do achado.

Novos poços vão dizer se a descoberta é comercialmente viável

Os novos poços são fundamentais para determinar se a recente descoberta de petróleo pela Petrobras na região é comercialmente viável, de acordo com o g1.

A diferença entre achar petróleo e produzir petróleo passa exatamente por essa etapa. Os indícios do primeiro poço mostram que há óleo; as perfurações seguintes servem para avaliar se a quantidade e as condições justificam a produção.

Produção no local pode começar em até 7 anos

A previsão é que a produção de petróleo no local possa começar em até 7 anos, conforme o g1.

O horizonte é uma projeção, não um cronograma fechado. Ele depende do resultado dos poços Manga, Crotalus e Morpho Extensão e de todas as etapas de licenciamento que ainda viriam depois da fase exploratória.

MPF cobra do Ibama explicações por divergências no licenciamento

O Ministério Público Federal (MPF) cobra que o Ibama esclareça divergências nas informações prestadas sobre o licenciamento para a perfuração de poços no bloco FZA-M-59. A cobrança foi encaminhada ao presidente do órgão, Jair Schmitt.

O MPF identificou diferenças entre o que representantes do Ibama disseram em audiência na Justiça Federal e o que consta nos documentos administrativos do processo. A cobrança, segundo o g1, foi noticiada em 2 de setembro, dois dias antes da autorização.

Em audiência de abril de 2025, Ibama falou em atividade pontual de seis meses

Em audiência realizada em abril do ano passado, representantes do Ibama afirmaram que a atividade seria pontual, com duração de cerca de seis meses.

Essa foi a versão apresentada à Justiça Federal, e é o ponto de partida da comparação feita pelo MPF.

Resposta posterior ao MPF previu quatro poços entre 2025 e 2029

Em resposta posterior ao MPF, porém, o Ibama informou que o projeto prevê uma campanha de perfuração de quatro poços, com atividades entre 2025 e 2029.

A distância entre as duas versões é de seis meses para cerca de quatro anos. Para o MPF, a divergência compromete a transparência do processo e dificulta a avaliação dos possíveis impactos ambientais da atividade.

Impactos acumulados sobre fauna, pesca artesanal e comunidades tradicionais

O MPF também aponta que uma operação que se estende por vários anos pode provocar impactos acumulados. Entre os possíveis efeitos citados estão impactos sobre a fauna marinha, a pesca artesanal e o modo de vida de comunidades tradicionais.

O órgão quer que o Ibama explique por que apresentou versões diferentes sobre a duração e o planejamento da perfuração. O g1 não informa se o Ibama já respondeu à cobrança.

Planejamento na Petrobras, cronograma no Ibama e resposta pendente ao MPF

Com a licença retificada em mãos, a Petrobras afirma que iniciará o planejamento das ações para concluir o Morpho e abrir Manga, Crotalus e Morpho Extensão. Nos 30 dias seguintes ao recebimento da licença, a estatal terá de entregar ao Ibama o cronograma atualizado.

Em paralelo, segue em aberto a explicação cobrada pelo MPF sobre as versões divergentes do licenciamento no bloco FZA-M-59. A reportagem do g1, de 4 de setembro de 2026, não registra prazo para essa resposta.

Na sua opinião, o Ibama deveria ter respondido à cobrança do MPF antes de autorizar os três novos poços na Foz do Amazonas, ou a avaliação da viabilidade comercial da descoberta justifica seguir com a perfuração enquanto as explicações são apresentadas? Deixe sua opinião nos comentários.

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Ibama autoriza Petrobras a perfurar três poços na Foz do Amazonas


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Bruno Teles.

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