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UCB Power e Jinko ESS fecham acordo para nacionalizar baterias de grande porte e projetam capacidade de até 4,5 GWh por ano em Minas Gerais

UCB Power e Jinko ESS fecham acordo para nacionalizar baterias de grande porte e projetam capacidade de até 4,5 GWh por ano em Minas Gerais

5 min de leitura

UCB Power e Jinko ESS fecham acordo para nacionalizar baterias de grande porte e projetam capacidade de até 4,5 GWh por ano em Minas Gerais

Escrito por Paulo Nogueira

Publicado em 01/09/2026 às 10:06

Atualizado em 01/09/2026 às 10:10

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As baterias UCB Power e Jinko poderão ser montadas e nacionalizadas no Brasil com capacidade anual entre 1,5 e 4,5 GWh, conforme o número de turnos, numa parceria criada para disputar os leilões de armazenamento e entregar sistemas de grande porte a partir de Minas Gerais.

A UCB Power e a Jinko ESS assinaram um memorando para produzir localmente sistemas de armazenamento de energia em baterias. O acordo chega antes dos leilões previstos para dezembro e coloca a fábrica de Extrema, em Minas Gerais, no centro da estratégia.

A capacidade inicial estimada é de 1,5 GWh por ano em um turno. Com a ampliação da jornada industrial, o volume pode chegar a 4,5 GWh anuais. Portanto, o número máximo depende da utilização efetiva de três turnos.

O memorando não representa contrato de fornecimento já conquistado. Ele organiza a cooperação técnica e industrial para que as empresas apresentem propostas nos certames, atendendo às diferenças entre o leilão com conteúdo local e o destinado a equipamentos importados.

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Os sistemas BESS agrupam baterias, controle térmico e proteção em módulos instalados próximos à rede.

Baterias UCB Power e Jinko miram conteúdo local

O produto-base da Jinko ESS usa contêiner com 6,25 MWh de capacidade. Dentro dele ficam células, módulos, sistemas de refrigeração, proteção elétrica e controle. Vários contêineres podem ser combinados para formar uma instalação maior, conforme a potência e a duração exigidas.

Segundo a reportagem especializada do eixos, a parceria prevê montagem e avanço progressivo do conteúdo nacional. A UCB aporta estrutura industrial e conhecimento do mercado brasileiro; a Jinko fornece tecnologia e plataforma de armazenamento.

A fábrica de Extrema é o ponto indicado para a primeira etapa. Uma unidade em Manaus também aparece como possibilidade futura, dependendo de contratos e escala. Assim, a geografia industrial ainda pode crescer, mas a base concreta do acordo está em Minas Gerais.

As primeiras unidades poderiam sair cerca de oito meses após a assinatura dos contratos. Esse intervalo cobre engenharia de aplicação, suprimento, montagem, testes e entrega. Como os projetos vencedores devem operar em agosto de 2028, o cronograma industrial precisa acompanhar as etapas dos leilões.

A gente costuma enxergar uma bateria como equipamento único. Em escala elétrica, porém, ela funciona como uma usina modular: recebe energia, armazena por determinado período e devolve potência quando o sistema precisa, sempre limitada pela capacidade e pelo comando contratado.

Um contêiner reúne os componentes necessários para operar o armazenamento de energia em grande escala.

Leilões podem transformar projeto em produção

O governo desenhou dois certames para dezembro. Um deles considera conteúdo local; o outro admite baterias importadas. Essa separação cria competição entre soluções prontas do exterior e propostas que incorporam fabricação, montagem e serviços no país.

Para a UCB e a Jinko, vencer contratos é o gatilho que transforma capacidade potencial em linha ativa. Sem pedidos, 4,5 GWh permanece teto técnico. Com demanda, a empresa pode organizar turnos, fornecedores e treinamento para alcançar o volume necessário.

O armazenamento de energia ganha espaço porque a geração elétrica e o consumo nem sempre acontecem na mesma hora. Baterias podem deslocar energia, responder rapidamente e apoiar a estabilidade, desde que o projeto seja integrado às regras da rede.

A nacionalização também precisa ser medida com clareza. Montagem local é um começo, mas conteúdo brasileiro pode envolver gabinetes, integração, software, serviços, engenharia e componentes. O percentual e as etapas dependerão das exigências dos leilões e dos compromissos assumidos nos contratos.

Projetos de maior capacidade combinam vários módulos em áreas conectadas ao sistema elétrico.

Para Minas Gerais, a oportunidade é adicionar escala a uma indústria que já produz soluções de bateria. Uma fábrica com três turnos movimenta operação, qualidade, logística e manutenção, embora o memorando não informe quantidade de empregos ou investimento específico para essa expansão.

Para a Jinko, a parceria oferece uma porta local num mercado regulado e competitivo. Em vez de apenas enviar contêineres, a empresa passa a ter uma contraparte brasileira capaz de adaptar, montar e atender os equipamentos durante a vida dos projetos.

Os riscos continuam claros. Os leilões podem mudar condições, concorrentes podem oferecer preços menores e os projetos precisam provar segurança e desempenho. Além disso, baterias exigem controle térmico, prevenção de incêndio e acompanhamento contínuo, elementos que pesam tanto quanto a capacidade nominal.

O acordo de 31 de agosto estabelece intenção, tecnologia e capacidade. O próximo marco verificável será a contratação. Só então será possível saber qual parcela dos até 4,5 GWh anuais sairá da fábrica e quanto conteúdo será incorporado no Brasil.

Entre a assinatura e a entrega existe uma etapa de engenharia que costuma definir o desempenho do projeto. O sistema precisa ser dimensionado para o serviço contratado, conectado à rede, integrado ao centro de operação e programado para carregar e descarregar nos momentos corretos. Potência, duração, ciclos e garantia formam uma combinação específica; comparar propostas apenas pelo volume total de energia pode esconder diferenças relevantes.

A cadeia local também será testada pela assistência ao longo da vida útil. Baterias perdem capacidade gradualmente e exigem diagnóstico, reposição de módulos e atualização dos sistemas de controle. Se a parceria trouxer essas competências para a fábrica e para equipes brasileiras, o conteúdo nacional poderá ir além da montagem inicial e criar uma base de serviço para projetos espalhados pelo país.

Outra questão será o destino dos equipamentos ao final de uso. Contratos de grande escala precisam prever rastreabilidade, reaproveitamento e reciclagem, evitando que a expansão do armazenamento transfira um problema para o futuro. Segurança, manutenção e gestão do ciclo de vida serão tão importantes quanto a capacidade anunciada para conquistar confiança de operadores e reguladores em projetos conectados à rede nacional.

Você acredita que fabricar baterias no Brasil pode reduzir custos e acelerar o armazenamento de energia na rede?

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Fontes

eixos — UCB Power e Jinko ESS assinam acordo

Agência iNFRA — acordo mira leilão de baterias


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Paulo Nogueira.

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