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Uma cadela pastor-australiana de quatro anos chamada Chardonnay saltou sobre as costas de 56 pessoas enfileiradas no gramado de um estádio de beisebol no Canadá e cravou o recorde mundial em 16 segundos, usando pouco mais de um quarto do minuto que o regulamento do Guinness permite para a prova

Uma cadela pastor-australiana de quatro anos chamada Chardonnay saltou sobre as costas de 56 pessoas enfileiradas no gramado de um estádio de beisebol no Canadá e cravou o recorde mundial em 16 segundos, usando pouco mais de um quarto do minuto que o regulamento do Guinness permite para a prova

6 min de leitura

Uma cadela pastor-australiana de quatro anos chamada Chardonnay saltou sobre as costas de 56 pessoas enfileiradas no gramado de um estádio de beisebol no Canadá e cravou o recorde mundial em 16 segundos, usando pouco mais de um quarto do minuto que o regulamento do Guinness permite para a prova

Escrito por Jefferson Augusto

Publicado em 04/09/2026 às 18:26

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Cão saltando sobre as costas de uma fila de pessoas agachadas no gramado de um estádio. Imagem ilustrativa gerada por IA.

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O regulamento dá um minuto inteiro. Ela devolveu o recorde em dezesseis segundos e ainda sobrou tempo.

Existe um recorde mundial para o número de saltos que um cão consegue dar entre pessoas em um minuto. Ele acaba de mudar de dono num campo de beisebol no Canadá, segundo a agência UPI.

Chardonnay, pastor-australiana de quatro anos, cruzou as costas de 56 torcedores alinhados em fila reta no gramado do estádio do Edmonton Riverhawks, em Alberta. O regulamento dá sessenta segundos para a prova. Ela terminou em 16, conforme a mesma agência.

O que o recorde mede de verdade

A marca não é de altura nem de distância. É de quantidade dentro de um tempo fechado, o que muda completamente o tipo de treino exigido do animal.

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Um cão que salta alto e para não serve. O que serve é o que mantém ritmo, pisa curto e não perde o eixo entre um apoio e o seguinte, porque a fila só funciona se ele nunca hesitar.

Dezesseis segundos contra sessenta

A diferença entre o tempo usado e o tempo disponível é o dado mais interessante da história. Ela gastou pouco mais de um quarto do minuto, segundo o relato da prova.

Na média, isso dá cerca de três saltos e meio por segundo ao longo de toda a fila. É cadência de corrida, não de salto isolado, e explica por que a adestradora já fala em tentar de novo. Marcas em que o cronômetro é o adversário aparecem também em gente, como no caso já noticiado do menino de cinco anos que identificou 46 espécies de dinossauro em um minuto.

Cinquenta e seis pessoas numa fila reta

A fila é a parte do recorde que ninguém repara e que decide tudo. As pessoas ficam agachadas, lado a lado, com as costas na mesma altura e sem espaço entre uma e outra.

Se alguém abaixa demais, o cão erra o apoio. Se alguém levanta, ele tropeça. Montar essa fila com dezenas de voluntários que não se conhecem é metade do trabalho da tentativa.

A fila inteira tem quase trinta metros

Uma pessoa agachada ocupa em torno de meio metro de largura, de ombro a ombro. Cinquenta e seis pessoas encostadas umas nas outras formam, por essa conta, uma fila de quase trinta metros, e é esse o percurso que o animal teve de cobrir sem sair de cima das costas.

Cruzados quase trinta metros no tempo registrado na prova, sobra uma velocidade média de pouco menos de dois metros por segundo. É trote firme, não é disparada em linha reta, e faz sentido que seja assim: cada passada precisa cair num ponto específico, e velocidade demais jogaria o cão para fora da fila.

Por que pastor-australiano

A raça foi criada para trabalhar gado em terreno irregular, o que exige mudar de direção em cima da própria passada e ler o que está à frente sem parar de correr.

É esse pacote, e não o tamanho, que aparece em provas de agilidade e de truque. Inteligência de raça costuma ser confundida com obediência, mas o que pesa aqui é a leitura de terreno. Capacidade cognitiva de cão já rendeu estudo científico, como no caso já noticiado da border collie brasileira que reconhece mais de duzentas palavras.

Como se ensina um cão a pisar em gente

O ponto de partida, segundo o relato da adestradora Jennifer Fraser, foi ensinar a cadela a saltar nas costas dela mesma. O repertório cresceu a partir daí.

É o caminho usual: primeiro uma pessoa parada e conhecida, depois duas, depois uma fila curta de gente familiar, e só no fim uma fila longa de estranhos com barulho de estádio em volta.

Por que ninguém sai machucado

Um pastor-australiano adulto pesa em torno de vinte quilos e distribui esse peso em quatro apoios que tocam o chão por frações de segundo.

Como o animal está em corrida, cada pessoa recebe um toque curto no meio das costas, na região mais firme. O risco existe se alguém se mexe, e por isso a instrução é ficar imóvel até o cão passar.

A homologação demora mais que a prova

A tentativa aconteceu em 14 de junho, durante um jogo do time, e só virou notícia no fim de agosto, segundo a UPI. São quase três meses entre a corrida e o anúncio.

Esse intervalo é regra, não exceção. Recorde não vale no dia em que acontece: vale quando a organização recebe vídeo, cronometragem, contagem e declaração de testemunhas e confirma que o regulamento foi cumprido.

Por que a tentativa foi num jogo de beisebol

O time que sediou a prova é o Edmonton Riverhawks, uma equipe universitária de verão. Tentativa de recorde no intervalo de jogo é atração barata que enche arquibancada.

Do lado de quem tenta, o estádio resolve dois problemas de uma vez: dá o número de voluntários que a prova exige e entrega um gramado plano, nivelado e do tamanho necessário.

O que a dona diz

Jennifer Fraser, que é adestradora, afirmou que já pensa em bater o próprio recorde. A frase dá a dimensão do que ela considera possível com o mesmo animal.

Segundo ela, saltar sobre costas é apenas uma entre as várias habilidades da cadela. É o tipo de comentário que separa treino de exibição: a marca é subproduto de uma rotina que já existia.

Recorde de bicho é um gênero à parte

Boa parte das marcas homologadas com animais mede característica física, e não desempenho: o mais longo, o mais alto, o mais pesado. Nessas, o bicho não faz nada além de existir.

Esta é diferente porque exige execução, treino e cronômetro. Marcas de característica física aparecem com frequência, como no caso já noticiado do coelho de 1,29 metro reconhecido como o mais longo do mundo.

O que a organização exige numa prova assim

Uma tentativa homologável precisa de regra escrita antes da corrida, contagem independente, cronometragem visível e registro em vídeo contínuo, sem corte, do começo ao fim.

É por isso que tentativa caseira quase nunca vira recorde. Não basta fazer, é preciso provar que foi feito exatamente como o regulamento manda.

O que vem depois de uma marca dessas

Recorde homologado não paga nada por si. O que ele rende é convite, e é assim que uma marca dessas costuma virar rotina de agenda: intervalo de jogo, feira agropecuária, abertura de temporada, evento de escola. O animal passa a trabalhar, e o trabalho é exatamente o exercício que ele já sabia fazer.

Para quem treina, o efeito é outro. A marca funciona como cartão de visita de um método, num mercado em que quase toda a divulgação depende de vídeo curto e de boca a boca. É por isso que a adestradora fala em repetir a tentativa em vez de guardar o título e parar por ali.

O que não foi divulgado

Não há informação sobre a marca anterior, sobre quantas tentativas foram necessárias no dia nem sobre há quanto tempo a cadela treinava especificamente esse exercício.

Também não foi divulgado se algum voluntário saiu da fila durante a corrida, o que costuma ser motivo de invalidação em provas desse tipo.

Como terminou

A cadela cruzou a fila inteira, o cronômetro parou em 16 segundos e a marca de saltos entre pessoas em um minuto ficou com ela, conforme o registro divulgado da tentativa.

O regulamento existia para dar um minuto de tempo. Ela devolveu o recorde antes de o primeiro terço acabar.

Fonte

UPI, Talented dog jumps across backs of 56 people to break world record


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Jefferson Augusto.

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