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Uma confeiteira de 24 anos grava um vídeo chorando porque vendeu poucos doces no próprio festival, e o perfil dela salta de 4.800 para mais de 230 mil seguidores em um dia

Uma confeiteira de 24 anos grava um vídeo chorando porque vendeu poucos doces no próprio festival, e o perfil dela salta de 4.800 para mais de 230 mil seguidores em um dia

6 min de leitura

Uma confeiteira de 24 anos grava um vídeo chorando porque vendeu poucos doces no próprio festival, e o perfil dela salta de 4.800 para mais de 230 mil seguidores em um dia

Escrito por Bruno Teles

Publicado em 21/09/2026 às 05:03

Atualizado em 21/09/2026 às 05:04

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Moradora do bairro Maria Helena, na região de Venda Nova, em Belo Horizonte (MG), a confeiteira organiza a segunda edição do próprio festival de doces num sábado de poucas vendas, e decide gravar um apelo que muda o resto da tarde inteira

No fim da tarde de sábado, 19 de setembro de 2026, a confeiteira Graziele Fernandes Fagundes, de 24 anos, ligou a câmera do celular com a mesa ainda cheia de bolos e docinhos, segundo o g1. Era a segunda edição do festival que ela mesma organizava em frente à própria casa.

Poucos minutos depois, o vídeo dela já circulava por dezenas de perfis diferentes, informa o g1. Do outro lado da tela, moradores de Belo Horizonte e de outras cidades de Minas Gerais viam uma mulher chorando ao lado da própria produção de doces, pedindo para que alguém aparecesse.

A confeiteira que também trabalha como faxineira no bairro Maria Helena

Graziele mora no bairro Maria Helena, na região de Venda Nova, em Belo Horizonte, com os dois filhos, Milena, de 8 anos, e Gabriel, de 3. Ela é confeiteira, mas parte do sustento da casa também vem da faxina, serviço que presta em paralelo à cozinha, segundo o g1.

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A manchete do g1 que registrou o caso da confeiteira de Belo Horizonte. Foto: Reprodução/g1 Minas Gerais

Antes da pandemia, por volta de 2020, ela já vendia doces e chup-chup pelas ruas do próprio bairro. Com o fechamento do comércio naquele período, as vendas praticamente pararam, segundo o g1, e foi aí que Graziele passou a trabalhar como faxineira para sustentar a casa.

O primeiro festival de doces terminou em sucesso no dia 5 de setembro de 2026

Há cerca de um ano, em 2025, Graziele passou a cuidar dos dois filhos sozinha no dia a dia, segundo relata o g1. No primeiro semestre de 2026, decidiu retomar a confeitaria: fez um curso profissionalizante e voltou a receber encomendas de bolos e brigadeiros.

A ideia do festival de doces veio de vídeos que ela via na internet, contou a confeiteira. Juntou o dinheiro da faxina para comprar os ingredientes e organizou a primeira edição em 5 de setembro de 2026, na própria rua onde mora.

O resultado agradou. “Gostei, foi um sonho realizado só de colocar os doces à venda”, disse Graziele ao g1 Minas Gerais sobre aquela primeira tentativa, que teve ajuda de um influenciador local, segundo apurou o Tempo.

Na segunda edição da confeiteira, a banca ficou parada até o fim da tarde de sábado

Animada com o primeiro resultado, Graziele investiu de novo o dinheiro que tinha guardado, segundo o Tempo. Preparou bolos e cerca de 400 docinhos ao longo da semana, entre brigadeiros e pipoca gourmet coberta, para a segunda edição do festival.

O evento, batizado por ela de Festival de Brigadeiros, aconteceu de novo na rua Euclides Ferreira Cunha, no bairro Maria Helena, conforme detalha o Tempo.

O vídeo gravado com a mesa cheia de bolos e docinhos sem vender

O problema é que, até o fim da tarde de sábado, quase nada tinha sido vendido, mostra o Tempo: a mesa continuava com a mesma quantidade de doces do início do dia. Foi nesse momento que Graziele decidiu gravar o próprio apelo em vídeo.

A manchete do Tempo, com mais detalhes do caso e do salto de visualizações. Foto: Reprodução/O Tempo

Chorando, ela mostrou a mesa ainda cheia de produtos e disse que tinha feito tudo com cuidado. “Eu fiz os bolos e doces com muito carinho. Se vocês puderem, venham”, registrou ela, segundo o relato do Tempo sobre aquele vídeo.

Fiz com muito carinho e dedicação e vou ficar muito feliz”, completou, na mesma gravação, de acordo com o Tempo. A ideia era que quem visse o vídeo fizesse o pedido por aplicativo de entrega, já que boa parte do público que passa pela rua não tinha aparecido naquele sábado.

O que estava por trás do pedido de ajuda da confeiteira

O apelo tinha um motivo além do prejuízo daquele sábado. Segundo o Tempo, Graziele vem juntando dinheiro havia meses para custear uma consulta neuropsicológica particular, etapa necessária para fechar um laudo médico da filha mais velha, Milena.

Ela contou à reportagem que esse tipo de consulta é cara, e que o retorno de cada festival ajuda a pagar essa despesa da família. Era esse fundo, somado ao próprio negócio de doces, que ficou ameaçado pela banca parada naquele sábado, segundo o Tempo.

O vídeo viraliza e passa de 15 milhões de visualizações em um dia

O apelo pegou, e a virada veio rápido, mostra o g1. Ainda no sábado à noite, mensagens começaram a chegar no celular de Graziele, e mais gente passou a aparecer pessoalmente na banca da rua Euclides Ferreira Cunha.

“De repente começou a chegar um tanto de mensagens no celular. Também começou a chegar mais gente pessoalmente. Vendeu tudo”, comemorou a confeiteira, de acordo com o g1.

Até a tarde de domingo, 20 de setembro de 2026, o vídeo já somava 15,3 milhões de visualizações, conforme apurou o Tempo.

Casos parecidos de confeiteiras que viralizam por causa de fila e disputa por doce já apareceram em outras cidades brasileiras em 2026. É o caso do vídeo abaixo, sobre uma doceira de Cariacica (ES) que viu clientes encararem até três horas de fila por um pedaço de bolo.

Assista o vídeo

O perfil da confeiteira salta de 4.800 para mais de 230 mil seguidores

O salto de audiência também apareceu nos números do próprio perfil de Graziele. Em menos de 24 horas, a conta dela saltou de 4.800 para mais de 230 mil seguidores, informa o g1, crescimento de quase 50 vezes o público que ela tinha antes daquele sábado.

Entre quem ajudou a espalhar o vídeo está o influenciador Renato Sotti, de 38 anos, que não conhecia Graziele até aquele fim de semana, segundo o g1. Ele viu a publicação navegando pelas redes e chamou os próprios seguidores para ir até o endereço do festival ainda naquela noite.

“Tocou o meu coração e decidi comprar o bolo dela”, contou Renato ao g1. Nos comentários da própria página de Graziele, o efeito se repetiu: “Comprei e posso dizer: é maravilhoso! Provado e aprovado! Que Deus abençoe seu trabalho e que você venda tudinho!”, escreveu uma seguidora, também citada pelo g1.

Terceira edição do festival já está marcada para o próximo sábado

Com a mesa esvaziada ainda no sábado à noite, Graziele confirmou ao g1 que vai repetir o festival de doces pela terceira vez, agora em 26 de setembro de 2026. A expectativa, depois do salto de seguidores, é de um público bem maior do que o das duas primeiras edições.

Graziele Fernandes Fagundes, de 24 anos, em foto do próprio arquivo pessoal. Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal

A expectativa também é de mais gente comentando e comprando pelas redes. Boa parte do movimento deste fim de semana começou por um vídeo e por mensagens de desconhecidos, não pela vizinhança que costuma passar na rua.

Veja abaixo outro caso recente de venda de bolo que viralizou nas redes, desta vez em Goiânia:

Assista o vídeo

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Confeiteira


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Bruno Teles.

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