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Universitário quebra o pulso andando de skate, chama um Uber por medo do custo da ambulância e motorista não apenas o leva de graça ao hospital, mas deixa de aceitar corridas por 6 horas para ficar ao lado dele

Universitário quebra o pulso andando de skate, chama um Uber por medo do custo da ambulância e motorista não apenas o leva de graça ao hospital, mas deixa de aceitar corridas por 6 horas para ficar ao lado dele

6 min de leitura

Universitário quebra o pulso andando de skate, chama um Uber por medo do custo da ambulância e motorista não apenas o leva de graça ao hospital, mas deixa de aceitar corridas por 6 horas para ficar ao lado dele

Escrito por Noel Budeguer

Publicado em 08/09/2026 às 16:38

Curiosidades

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Acidente que deveria terminar em uma simples corrida até o pronto-socorro colocou dois desconhecidos frente a frente e deu início a uma amizade que atravessou anos

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Acidente que deveria terminar em uma simples corrida até o pronto-socorro colocou dois desconhecidos frente a frente e deu início a uma amizade que atravessou anos

Uma queda de skate, uma fratura no pulso e a preocupação com quanto custaria chamar uma ambulância fizeram o universitário Joey Romano recorrer a uma alternativa aparentemente comum: pedir um Uber para procurar atendimento médico. O motorista que apareceu, porém, acabaria fazendo muito mais do que simplesmente levá-lo até o destino.

O caso aconteceu em Austin, no Texas, em 2018, e voltou a ganhar repercussão depois que Joey Romano e o motorista Beni Lukumu relembraram a história em entrevista ao TODAY. O que começou como uma corrida solicitada pelo aplicativo terminou com cerca de seis horas de companhia no hospital e uma amizade que ainda existia sete anos depois.

Joey Romano sofreu o acidente enquanto andava de skate perto da universidade

Na época, Joey estudava na Universidade do Texas em Austin. Ele estava andando de skate quando precisou desviar para evitar um carro, perdeu o controle e caiu em uma vala.

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A queda deixou o jovem com fortes dores e uma fratura no pulso. Além do problema físico, havia uma preocupação imediata: ele estava sozinho e não sabia quanto teria de pagar caso chamasse uma ambulância.

Joey contou posteriormente que sua cobertura de saúde não era das melhores e que o possível custo do transporte de emergência pesou na decisão que tomou naquele momento.

Com medo da conta da ambulância, universitário abriu o aplicativo e pediu um Uber

Beni Lukumu posa ao lado de Joey Romano durante atendimento no hospital, após decidir permanecer por cerca de seis horas com o universitário ferido | Foto: Reprodução/Joey Romano

Mesmo machucado, Joey decidiu não chamar uma ambulância. Em vez disso, abriu o aplicativo da Uber e solicitou uma corrida para conseguir atendimento médico.

Foi então que Beni Lukumu aceitou a chamada.

Quando chegou ao local, Beni percebeu rapidamente que não estava diante de um passageiro comum. Joey estava no chão, sentindo muita dor e com dificuldade para se movimentar.

O motorista ajudou o universitário a entrar no veículo e reclinou o banco do passageiro para que ele pudesse viajar de maneira mais confortável e evitar movimentos desnecessários no braço machucado.

Primeira parada foi em uma unidade de atendimento, mas lesão exigia hospital

A corrida inicialmente não tinha como destino um grande hospital. Beni levou Joey primeiro a uma unidade de atendimento de urgência.

Depois de examinarem o jovem, os profissionais perceberam que a lesão precisava de uma estrutura hospitalar mais completa e orientaram que ele procurasse um pronto-socorro.

Naquele momento, Beni poderia simplesmente ter encerrado a corrida e seguido trabalhando.

Ele decidiu fazer exatamente o contrário.

Motorista colocou o jovem novamente no carro e o levou até o hospital sem cobrar a corrida

Beni ajudou Joey mais uma vez a entrar no veículo e iniciou um novo deslocamento, agora em direção ao hospital.

Segundo os relatos posteriores sobre o episódio, o motorista decidiu não cobrar pelo transporte.

Mas o gesto que transformaria aquela corrida em uma história lembrada anos depois ainda estava por acontecer.

Ao descobrir que Joey não tinha alguém próximo disponível para permanecer com ele, Beni resolveu entrar no hospital junto com o universitário.

Beni descobriu que o passageiro estava praticamente sozinho e decidiu permanecer ao seu lado

Grande parte da família de Joey vivia fora da região, o que dificultava a chegada rápida de alguém ao hospital.

Para Beni, aquela situação tinha um significado particular. Ele havia emigrado do Congo para os Estados Unidos aos 25 anos e conhecia a sensação de estar distante da própria família.

Em vez de deixar Joey sozinho na emergência, o motorista decidiu permanecer ao seu lado enquanto os médicos realizavam os procedimentos necessários.

Joey Romano durante o atendimento no hospital após fraturar o pulso em um acidente de skate; universitário decidiu chamar um Uber por medo do custo de uma ambulância | Foto: Reprodução/Joey Romano

Corrida de Uber se transformou em seis horas de espera dentro do hospital

Beni ajudou Joey durante o registro no pronto-socorro e ficou no hospital por aproximadamente seis horas, período que teria se estendido das 14h até perto das 20h.

Durante todo esse tempo, ele deixou de aceitar novas corridas e abriu mão do dinheiro que poderia ter recebido trabalhando naquela tarde.

Joey estava com fortes dores e recebeu morfina por via intravenosa. Mesmo sob efeito da medicação, ele disse posteriormente que se lembrava claramente da presença tranquila de Beni durante aquelas horas.

O universitário descreveu a sensação como se estivesse acompanhado por alguém que conhecia havia muito tempo, embora os dois tivessem se encontrado poucas horas antes.

Motorista permaneceu no local até a avó de Joey chegar de Houston

Enquanto Joey era atendido, sua avó iniciou o deslocamento desde Houston para buscá-lo.

Beni permaneceu no hospital até que ela chegasse.

Ao descobrir que aquele motorista havia deixado de trabalhar durante horas para acompanhar o neto, a mulher tentou oferecer dinheiro para compensar o tempo e as corridas perdidas.

Beni recusou o pagamento.

Em vez de aceitar o dinheiro, acabou concordando em participar de uma refeição com Joey e a avó.

O encontro, que poderia ter sido apenas uma despedida depois de uma tarde incomum, acabou se tornando o início de uma relação muito mais duradoura.

Gesto aconteceu durante um período difícil da vida do universitário

Anos depois, Joey explicou que a atitude de Beni teve um impacto muito maior do que o motorista poderia imaginar naquele momento.

O jovem havia passado por um período emocionalmente difícil depois da morte do irmão mais novo, Johnny, que morreu de leucemia aos 10 anos, em 2008.

A perda fez Joey se fechar emocionalmente e mudar sua maneira de se relacionar com outras pessoas.

Foi justamente nesse contexto que um completo desconhecido apareceu, interrompeu o próprio trabalho e passou horas dentro de um hospital simplesmente para garantir que ele não ficasse sozinho.

Joey disse que a atitude de um desconhecido mudou sua maneira de enxergar outras pessoas

Ao recordar o episódio, Joey afirmou que aquele gesto o ajudou a perceber novamente que ainda existiam pessoas dispostas a fazer o bem sem esperar qualquer coisa em troca.

Para ele, não se tratava apenas de alguém que havia oferecido uma corrida gratuita.

Beni havia sacrificado várias horas do próprio dia por uma pessoa que nunca tinha visto antes e poderia facilmente nunca encontrar novamente.

A experiência acabou influenciando a forma como Joey passou a enxergar outras pessoas e também a maneira como procurava agir quando encontrava alguém precisando de ajuda.

Sete anos depois do acidente, motorista e passageiro continuavam mantendo contato

A história não terminou quando Joey deixou o hospital.

Quando os dois voltaram a falar publicamente sobre o episódio em 2025, aproximadamente sete anos já haviam passado desde aquela tarde em Austin.

Mesmo seguindo caminhos diferentes, Joey Romano e Beni Lukumu continuavam amigos.

Eles já não se encontravam com frequência, mas mantinham contato e conversavam algumas vezes ao longo do ano para saber como o outro estava.

Na época da entrevista, Joey tinha 29 anos e trabalhava no setor de energias renováveis. Beni, por sua vez, havia seguido carreira no setor de seguros em Austin e também desenvolvia atividades como cantor de gospel.

Foto publicada ainda em 2018 ajudou a registrar o início da amizade

Pouco depois do acidente, Joey publicou uma fotografia ao lado de Beni nas redes sociais.

Na postagem, explicou que aquele era o motorista de Uber que o havia levado para receber atendimento e decidido permanecer com ele porque sua família estava longe.

A imagem passou a circular em páginas dedicadas a histórias positivas e voltou a aparecer na internet em diferentes momentos ao longo dos anos.

O que para Beni começou como uma corrida recebida pelo aplicativo acabou se tornando uma amizade construída a partir de algumas horas em um hospital e de uma decisão simples: não deixar um desconhecido enfrentar sozinho um dos momentos mais difíceis daquele dia.

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motorista de Uber ajuda universitário ferido


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Noel Budeguer.

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