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US$ 9 viram uma briga por US$ 118 milhões depois que funcionários de uma padaria reinvestem prêmio de bolão no sorteio seguinte, acertam a fortuna e deixam três colegas fora da divisão; eles vão à Justiça alegando que ajudaram a gerar o dinheiro usado para comprar o bilhete milionário

US$ 9 viram uma briga por US$ 118 milhões depois que funcionários de uma padaria reinvestem prêmio de bolão no sorteio seguinte, acertam a fortuna e deixam três colegas fora da divisão; eles vão à Justiça alegando que ajudaram a gerar o dinheiro usado para comprar o bilhete milionário

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US$ 9 viram uma briga por US$ 118 milhões depois que funcionários de uma padaria reinvestem prêmio de bolão no sorteio seguinte, acertam a fortuna e deixam três colegas fora da divisão; eles vão à Justiça alegando que ajudaram a gerar o dinheiro usado para comprar o bilhete milionário

Escrito por Carla Teles

Publicado em 02/09/2026 às 15:18

Atualizado em 02/09/2026 às 15:19

Curiosidades

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Um bolão vira disputa judicial após bilhete premiado; prêmio de loteria de US$ 118 milhões faz a Loteria de Illinois aguardar decisão.

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O bolão mantido desde 2011 por trabalhadores da Pita Pan Old World Bakery, em Chicago Heights, ganhou US$ 9 em 1º de maio de 2012. O valor foi reinvestido no sorteio de 4 de maio, quando bilhete rendeu US$ 118 milhões e desencadeou uma disputa judicial entre colegas de trabalho.

Um bolão organizado entre funcionários de uma padaria nos Estados Unidos transformou um prêmio de apenas US$ 9 em uma disputa sobre uma fortuna de US$ 118 milhões. O caso ocorreu na Pita Pan Old World Bakery, em Chicago Heights, no estado de Illinois, depois que participantes reutilizaram o pequeno valor obtido em um sorteio para comprar bilhetes para a rodada seguinte.

O novo bilhete acertou o prêmio milionário em 4 de maio de 2012. O problema surgiu quando três funcionários, José Franco, Marco Medina e J. Santos Bello, afirmaram que deveriam participar da divisão mesmo sem terem colocado dinheiro adicional especificamente naquela compra. O argumento deles era que haviam contribuído para o bolão anterior, cujo prêmio de US$ 9 ajudou a financiar justamente o bilhete que depois ganhou US$ 118 milhões.

Bolão funcionava entre funcionários da padaria desde 2011

Segundo Michael LaMonica, advogado que representava José Franco e Marco Medina, o grupo de trabalhadores mantinha o bolão desde 2011. Normalmente, a arrecadação entre os participantes era realizada às segundas e quintas-feiras para financiar as apostas seguintes.

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Paulo Nogueira

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Franco e Medina alegaram ter contribuído para a aposta referente ao sorteio de 1º de maio de 2012. O bilhete daquele grupo não trouxe uma fortuna, mas rendeu US$ 9, dinheiro que posteriormente foi reaproveitado na compra de uma nova aposta.

Esse pequeno prêmio se tornaria o ponto central de toda a disputa. Embora o valor fosse mínimo diante dos US$ 118 milhões conquistados poucos dias depois, os três requerentes sustentavam que o dinheiro representava uma ligação financeira entre a rodada da qual participaram e o bilhete vencedor.

A discussão, portanto, não se limitava a identificar quem entregou dinheiro diretamente para a última aposta. Ela envolvia determinar se o prêmio obtido coletivamente pelo bolão continuava pertencendo ao grupo original quando foi reinvestido.

Auditoria na padaria mudou o dia em que dinheiro seria recolhido

Imagem: Divulgação

A rotina de arrecadação sofreu uma alteração justamente antes do sorteio milionário. De acordo com o relato do advogado à ABC News, uma auditoria estava sendo realizada na Pita Pan Old World Bakery, e o responsável por recolher as contribuições modificou o dia habitual de cobrança.

Em vez do procedimento que o grupo costumava seguir, a arrecadação ocorreu em uma quarta-feira. Franco e Medina afirmaram que ninguém lhes pediu uma contribuição adicional para aquela rodada e que, se tivessem sido procurados, teriam participado normalmente.

Eles sustentavam, portanto, que não decidiram abandonar o bolão antes da aposta milionária. Na versão apresentada pelos autores da ação, simplesmente não receberam a solicitação para colocar o dinheiro que normalmente entregariam.

A ABC News informou que Mario Juarez seria o responsável pela coleta dos valores do grupo, enquanto Tony Koumalis e Doug Lein seriam organizadores do bolão. Na data da reportagem, os citados como réus ainda não haviam apresentado resposta às acusações e não tinham representação jurídica informada pela emissora.

US$ 9 foram usados antes de bilhete render US$ 118 milhões

O bilhete associado ao sorteio de 1º de maio havia rendido US$ 9. Segundo a narrativa apresentada pelos funcionários que entraram na Justiça, esse dinheiro foi então reinvestido no sorteio realizado em 4 de maio de 2012.

Foi nessa segunda rodada que surgiu o resultado capaz de mudar completamente a dimensão da história. O bilhete comprado para o sorteio de 4 de maio ganhou US$ 118 milhões na loteria estadual de Illinois.

Para Franco e Medina, havia uma sequência direta entre as duas apostas: eles haviam participado do bolão que produziu os US$ 9, e esses US$ 9 haviam sido utilizados para financiar a aposta seguinte. Por essa razão, defendiam que não poderiam ser simplesmente excluídos do novo prêmio.

J. Santos Bello também apresentou uma reivindicação. Ele era representado pelo advogado Steven J. Seidman. Segundo a ABC News, sua queixa relatava essencialmente a mesma sequência de acontecimentos, embora Bello não quisesse comentar publicamente o processo naquele momento.

Três funcionários recorreram à Justiça para tentar participar da divisão

O conflito deixou de ser apenas uma discussão entre colegas quando os três trabalhadores buscaram o Judiciário. Franco e Medina alegaram que existia um entendimento anterior entre os integrantes do bolão para que eventuais ganhos fossem divididos igualmente.

A tese apresentada por seus representantes era de que o direito deles não dependeria apenas de terem entregue dinheiro adicional para a rodada de 4 de maio. O ponto central seria a origem de parte dos recursos utilizados na compra do bilhete vencedor.

Se o prêmio de US$ 9 pertencia ao grupo anterior e foi reinvestido, os autores queriam que a Justiça definisse se todos os participantes daquele grupo mantinham participação no dinheiro resultante da nova aposta.

Era justamente essa relação que tornava o caso menos simples do que uma situação em que alguém simplesmente deixa de participar de uma rodada. Na versão dos três funcionários, parte do dinheiro da aposta milionária havia sido produzida por um bilhete financiado por eles.

Advogado defendia que ganhos do grupo deveriam ser divididos igualmente

Michael LaMonica argumentou à ABC News que bolões poderiam ser tratados juridicamente como empreendimentos conjuntos, nos quais os participantes compartilham tanto as apostas quanto os resultados.

O advogado também citou disputas semelhantes examinadas anteriormente por tribunais de Nova Jersey e Ohio, afirmando que decisões nesses casos haviam reconhecido divisões iguais entre integrantes de grupos.

Isso, porém, representava a argumentação jurídica apresentada pelo representante de dois dos funcionários, e não uma decisão já aplicada ao processo de Illinois.

Na data da reportagem, 22 de maio de 2012, ainda caberia ao sistema judicial avaliar as versões apresentadas e determinar quem efetivamente teria direito ao prêmio. A ABC News também informou que os réus não haviam respondido às acusações até aquele momento.

Loteria de Illinois ainda não havia entregue os US$ 118 milhões

Enquanto os funcionários discutiam quem deveria receber o dinheiro, a própria fortuna permanecia sem distribuição. Mike Lang, porta-voz da Loteria de Illinois, informou à ABC News que os vencedores ainda não haviam apresentado o bilhete premiado.

Além disso, nenhum dos US$ 118 milhões havia sido pago pela loteria quando a reportagem foi publicada.

Segundo Lang, diante de disputas sobre a propriedade ou divisão de um prêmio, a política da instituição era aguardar a resolução da controvérsia antes de efetuar o pagamento.

Isso poderia prolongar consideravelmente o caminho até o dinheiro. O porta-voz explicou que o prazo dependeria da velocidade com que a questão fosse resolvida judicialmente e que situações dessa natureza poderiam levar meses.

Caso colocava em discussão quem realmente fazia parte do bolão vencedor

A diferença entre um prêmio de US$ 9 e outro de US$ 118 milhões transformou uma rotina aparentemente simples entre colegas de trabalho em um conflito judicial de enorme valor.

De um lado estavam funcionários associados ao bilhete vencedor. Do outro, três colegas afirmando que o dinheiro utilizado na nova aposta não surgiu do zero, mas de um prêmio anterior obtido pelo grupo do qual também participavam.

A pergunta fundamental era se a participação no bolão terminava quando uma pessoa não fazia novo pagamento ou se continuava quando dinheiro pertencente à rodada anterior era automaticamente reinvestido.

A fonte não informa uma decisão definitiva para a disputa. Na reportagem publicada em maio de 2012, havia possibilidade de negociação entre as partes e, caso nenhum acordo fosse alcançado, o processo seguiria para análise judicial.

O caso da Pita Pan Old World Bakery mostra como apenas US$ 9 reinvestidos em um bolão foram suficientes para criar uma discussão sobre quem poderia reivindicar participação em um prêmio de US$ 118 milhões.

Franco, Medina e Bello defendiam que sua contribuição para a rodada anterior ajudou a gerar o dinheiro usado na aposta vencedora. Seus colegas ainda não haviam respondido judicialmente quando a ABC News publicou a reportagem, e a Loteria de Illinois mantinha o prêmio bloqueado enquanto a disputa permanecesse sem solução.

E você, dividiria os US$ 118 milhões com os três colegas porque eles participaram do bolão que gerou os US$ 9 reinvestidos ou consideraria vencedor apenas quem participou diretamente da última rodada? Conte nos comentários qual lado desse impasse faz mais sentido para você.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Carla Teles.

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