Vendedora de MS vende mais de 500 salgados a partir de R$ 1 por dia, movimenta ao menos R$ 500 em dois turnos e acelera a retirada no trailer com sistema “pegue e leve”, em que clientes encomendam de 30 a 40 unidades e passam apenas para buscar
Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 15/09/2026 às 15:03
Atualizado em 15/09/2026 às 15:27
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Trailer instalado no bairro Pioneiros, em Campo Grande, funciona pela manhã e à tarde, recebe encomendas pelo WhatsApp e combina produtos baratos com pedidos maiores, permitindo que parte dos clientes defina previamente a quantidade e vá ao local somente para fazer a retirada.
Um trailer instalado no bairro Pioneiros, em Campo Grande, passou a vender cerca de 500 salgados por dia ao combinar produtos de baixo preço, atendimento em dois turnos e encomendas antecipadas para retirada rápida.
A operação é comandada por Josisleine Lopes, de 45 anos, em parceria com Jorge Rodrigues. A reportagem do Campo Grande News informa que esfirras e enroladinhos de salsicha custam R$ 1 e estão entre os itens que mais atraem clientes.
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“É o que mais atrai, é difícil encontrar qualquer coisa por esse preço atualmente”, afirmou Josisleine ao veículo. As unidades são menores, característica associada na reportagem à possibilidade de manter o preço reduzido.
O cardápio também inclui produtos de valores mais altos. Coxinhas e hambúrgueres custam R$ 6, empadas são vendidas a R$ 7 e o estabelecimento oferece ainda bolachas, biscoitos, refrigerantes e café expresso.
Considerando 500 unidades comercializadas pelo menor preço informado, de R$ 1, o volume representa ao menos R$ 500 em vendas brutas. O cálculo indica apenas um piso para essa quantidade, já que parte dos produtos custa mais e não há detalhamento sobre a composição diária das vendas.
Pedidos de 30 a 40 unidades entram na rotina
O trailer funciona das 7h às 11h e das 14h às 18h, cobrindo principalmente os períodos de café da manhã e lanche da tarde. Nesse intervalo, clientes podem comprar para levar ou permanecer no ponto.
Outra parte das vendas ocorre por encomenda. Josisleine recebe pedidos pelo WhatsApp e trabalha com o sistema chamado de “pegue e leve”, em que o consumidor combina previamente a quantidade desejada e passa pelo trailer apenas para buscar.
Há encomendas de 30 a 40 unidades destinadas a festas e reuniões. Nesse formato, uma única retirada pode reunir dezenas de salgados, enquanto as compras menores continuam sendo atendidas diretamente no balcão.
A reportagem compara essa dinâmica a um drive-thru improvisado. Alguns clientes chegam sem pedido prévio, compram poucas unidades ou permanecem para tomar café, enquanto outros aparecem com a encomenda definida e deixam o local logo depois da retirada.
O modelo permite atender demandas de tamanhos diferentes na mesma estrutura. A publicação não informa, porém, qual parcela das cerca de 500 unidades vendidas diariamente corresponde às encomendas maiores e quanto fica concentrado nas compras avulsas.
Essa ausência de detalhamento também impede calcular o faturamento diário real. Os R$ 500 correspondem somente ao menor valor possível para 500 produtos vendidos a R$ 1, sem considerar itens de R$ 6, R$ 7, bebidas ou outros produtos oferecidos no trailer.
Trailer usado virou ponto fixo no Pioneiros
O estabelecimento se chama Dona Joaquina e funciona na Rua Joana D’Arc, no bairro Pioneiros. O negócio foi instalado em frente à casa de Jorge depois que os dois sócios não avançaram na busca por um ponto comercial na Avenida Ana Luísa.
A solução encontrada foi comprar um trailer usado e colocá-lo no endereço. No início, a estrutura era mais simples e ficava exposta ao sol, mas depois recebeu toldo, cobertura e bancos para acomodar os clientes que preferissem consumir no próprio local.
Com as adaptações, o ponto passou a permitir tanto a permanência dos consumidores quanto a retirada rápida. Quem chega com encomenda pronta pode usar o trailer basicamente como local de coleta, sem impedir o atendimento de quem prefere sentar e comer ali.
A divisão das tarefas também faz parte da operação. Jorge é responsável pela produção dos salgados, enquanto Josisleine atua diretamente no negócio, e a parceria foi organizada em partes iguais, com 50% para cada um.
Antes de entrar na atividade, Josisleine trabalhava na secretaria de uma escola municipal por meio de processo seletivo. Ao Campo Grande News, ela relacionou a mudança à busca por maior autonomia e mais tempo com a filha.
Quando a reportagem foi publicada, em fevereiro deste ano, o empreendimento tinha cerca de sete meses. Nesse período, o volume havia alcançado aproximadamente 500 unidades por dia, com registros de jornadas em que as vendas ultrapassavam essa marca.
A quantidade comercializada não permite, sozinha, estimar margem de lucro ou faturamento mensal. Para isso, seriam necessários dados sobre custos de produção, quantidade vendida de cada produto e participação das encomendas na receita total.
A operação descrita pela reportagem mantém simultaneamente atendimento presencial, consumo no local e retirada de pedidos feitos por mensagem. Nos pedidos maiores, clientes podem encomendar 30 a 40 unidades de uma só vez e chegar ao trailer com a compra já definida, reduzindo o tempo necessário para a retirada.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

