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Vestas lança turbina eólica de 7,2 MW com rotor de 182 metros para gerar até 6% mais energia em ventos fracos e elevar em até 3% o valor capturado pela eletricidade

Vestas lança turbina eólica de 7,2 MW com rotor de 182 metros para gerar até 6% mais energia em ventos fracos e elevar em até 3% o valor capturado pela eletricidade

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Vestas lança turbina eólica de 7,2 MW com rotor de 182 metros para gerar até 6% mais energia em ventos fracos e elevar em até 3% o valor capturado pela eletricidade

Escrito por Flavia Marinho

Publicado em 22/09/2026 às 10:21

Atualizado em 22/09/2026 às 10:22

Energia Eólica

Canal

A Vestas ampliou o rotor para 182 metros na nova V182-7.2 MW, mantendo a potência nominal em 7,2 MW. Crédito: Vestas.

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A Vestas manteve 7,2 MW de potência, ampliou o rotor para 182 metros e projeta até 6% mais geração anual, 2% a mais de fator de capacidade e até 3% de ganho no capture price em locais de vento baixo hoje.

A Vestas apresentou uma nova turbina eólica terrestre feita para produzir mais eletricidade justamente quando o vento enfraquece. A V182-7.2 MW mantém a potência nominal em 7,2 MW, mas usa um rotor maior para ampliar a área capturada e deslocar parte da geração para períodos em que a eletricidade tende a valer mais.

O novo modelo faz parte da plataforma EnVentus e foi anunciado pela fabricante dinamarquesa em setembro de 2026. A principal mudança está no rotor: o diâmetro sobe para 182 metros, contra 172 metros na V172-7.2 MW, aumentando em cerca de 12% a área varrida pelas pás.

Segundo a Vestas, esse ganho de área permite extrair mais energia em condições de vento baixo e médio sem elevar a potência nominal da máquina. Dependendo do local, a empresa estima aumento de até 6% na produção anual de energia em comparação com o modelo de rotor menor.

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Rotor de 182 metros tenta capturar energia quando o vento perde força

Em um parque eólico, manter a mesma potência máxima não significa necessariamente produzir a mesma quantidade de energia ao longo do ano. Quando o vento cai, a turbina passa grande parte do tempo operando abaixo de sua capacidade nominal. É nesse intervalo que um rotor maior pode fazer diferença.

Com pás alcançando uma área maior, a V182-7.2 MW consegue interceptar mais energia disponível no ar em velocidades menores. A Vestas afirma que essa característica pode elevar o fator de capacidade em até 2%, dependendo das condições do projeto.

Vista inferior da turbina V182, modelo que amplia o rotor para aumentar a produção em condições de vento baixo e médio. Crédito: Vestas.

O desenho foi direcionado especialmente para regiões com ventos baixos a médios, incluindo mercados nas Américas. A empresa pretende usar a turbina em locais onde a instalação de máquinas maiores em potência não necessariamente entregaria o melhor retorno econômico.

A lógica é diferente de simplesmente buscar mais megawatts. A Vestas está tentando fazer a mesma classe de potência trabalhar por mais tempo em uma faixa produtiva, aumentando o volume anual de eletricidade gerada.

Produzir mais em horas de vento fraco pode aumentar o valor da energia

Outro ponto destacado pela fabricante é o chamado capture price, indicador que mede o preço médio efetivamente recebido pela energia produzida por uma usina em relação ao preço médio do mercado.

Em sistemas com muita geração eólica, horas de vento forte podem concentrar produção de vários parques ao mesmo tempo. Isso aumenta a oferta e pode pressionar os preços para baixo. Quando o vento enfraquece, ocorre o movimento contrário: a geração eólica cai e a eletricidade disponível pode valer mais.

A Vestas estima que a V182-7.2 MW possa melhorar o capture price em até 3% ao deslocar uma parte maior de sua produção para períodos de vento mais baixo. O resultado depende do mercado elétrico, do perfil do local e da presença de outras fontes de geração.

Esse efeito econômico ajuda a explicar por que a fabricante enfatiza não apenas o volume total de energia, mas o momento em que ela é produzida. Uma turbina capaz de manter geração mais alta fora dos picos de vento pode aumentar a receita de um parque sem alterar sua potência nominal instalada.

Turbinas da plataforma EnVentus em ambiente de clima frio, uma das condições previstas para aplicações da família de equipamentos. Crédito: Vestas.

Protótipo é previsto para 2027 e produção em série para 2028

A V182-7.2 MW ainda está em fase de lançamento. A Vestas prevê a instalação do primeiro protótipo em 2027, com produção em série planejada para 2028.

A máquina mantém elementos da plataforma EnVentus, estratégia que permite aproveitar componentes, sistemas de controle e experiência operacional já acumulados em outros modelos da família. A fabricante também afirma que o novo rotor foi desenvolvido para diferentes condições ambientais.

Imagens divulgadas pela Vestas mostram configurações da plataforma EnVentus em paisagens abertas e em ambientes de clima frio. O objetivo comercial é ampliar o número de locais em que a plataforma pode alcançar boa produção mesmo sem depender de regimes de vento muito intensos.

A nova turbina chega em um momento em que fabricantes de equipamentos eólicos buscam reduzir o custo da eletricidade sem depender apenas de máquinas cada vez mais potentes. Aumentar o rotor, melhorar o fator de capacidade e aproveitar melhor períodos de vento fraco são caminhos para elevar o rendimento de um projeto existente.

Para países com grande expansão eólica, inclusive nas Américas, a proposta pode ganhar relevância em áreas onde o recurso de vento é mais moderado. O desempenho real, porém, ainda dependerá dos testes do protótipo e das condições específicas de cada parque.

A Vestas está apostando que uma turbina de 7,2 MW pode valer mais não por atingir uma potência maior, mas por produzir melhor fora dos momentos de vento forte. Se a estratégia entregar os ganhos projetados, o rotor de 182 metros pode abrir novas áreas para projetos onshore e melhorar a economia de parques em regiões antes menos atraentes.

Se essa mudança na lógica da geração eólica chamou sua atenção, compartilhe a matéria e deixe sua opinião nos comentários.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Flavia Marinho.

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