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Vidro mais fino que um fio de cabelo faz tela dobrável de 7,6 polegadas do iPhone Duo se curvar repetidamente sem quebrar, graças a plástico resistente e adesivos especiais
Escrito por Viviane Alves
Publicado em 12/09/2026 às 12:52
Atualizado em 12/09/2026 às 12:53
Ciência e Tecnologia
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iPhone Duo combina vidro ultrafino, plástico transparente e adesivos especiais para criar uma tela flexível capaz de suportar repetidos movimentos de abertura e fechamento.
Em 9 de setembro de 2026, a Apple apresentou o iPhone Duo, primeiro smartphone dobrável da companhia, equipado com uma tela interna de 7,6 polegadas. O aparelho chamou atenção não apenas pelo formato, mas pela engenharia usada para permitir que uma superfície de vidro se curve repetidamente sem se partir durante o movimento de abertura e fechamento.
O funcionamento da tela depende de uma combinação de materiais muito finos, polímeros resistentes e adesivos especiais. Em vez de existir uma única tecnologia responsável pela flexibilidade, o display reúne diferentes camadas que trabalham juntas para suportar deformações, distribuir tensões e preservar a estrutura da tela ao longo dos ciclos de dobra.
Vidro ultrafino do iPhone Duo teria menos de 30 micrômetros e seria mais fino que um fio de cabelo
O vidro utilizado em telas flexíveis funciona de maneira diferente de uma lâmina convencional principalmente por causa da espessura. O material é classificado pelos cientistas como um sólido amorfo, porque se comporta como sólido, embora seus átomos não estejam organizados em uma estrutura cristalina rígida.
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Quando uma placa espessa de vidro é dobrada, a parte externa da curva fica submetida a uma tensão elevada. Essa força pode provocar trincas e levar à ruptura do material. Quando a espessura diminui drasticamente, porém, a tensão produzida durante a curvatura também se torna menor.
Segundo o The New York Times, em reportagem publicada em 10 de setembro de 2026, a camada de vidro ultrafina usada no iPhone Duo teria menos de 30 micrômetros. Um fio de cabelo humano mede, em média, entre 50 e 100 micrômetros, o que torna o vidro usado na tela consideravelmente mais fino.
Espessura reduzida muda o comportamento do vidro durante a dobra da tela
John A. Rogers, professor de ciência e engenharia de materiais da Northwestern University, explicou ao The New York Times que a espessura de um material influencia diretamente sua rigidez à flexão. Quanto mais fina a estrutura, menor tende a ser a resistência ao movimento de dobra.
Rogers compara esse comportamento à diferença entre madeira e papel. Um pedaço de madeira é rígido e difícil de curvar, enquanto uma folha de papel pode ser dobrada facilmente, embora tenha origem em fibras de madeira. A mesma lógica pode ser aplicada ao vidro quando ele é produzido em camadas extremamente finas.
Essa redução da espessura permite que o material acompanhe a curvatura da tela com menor concentração de tensão. O vidro continua sendo vidro, mas passa a se comportar de maneira muito diferente quando sua espessura chega à escala de poucas dezenas de micrômetros.
Composição química do vidro também influencia a capacidade de suportar flexões repetidas
A flexibilidade não depende apenas da espessura. A composição química do vidro também pode alterar seu comportamento durante a dobra e ajudar a produzir estruturas mais adequadas para telas flexíveis.
O vidro convencional é produzido principalmente a partir de dióxido de silício, composto associado à areia derretida. Outras formulações podem envolver trióxido de boro, utilizado principalmente em vidros de laboratório por apresentar baixa expansão e contração diante de mudanças de temperatura.
A estrutura atômica desses materiais é amorfa, e testes laboratoriais indicam que camadas muito finas podem apresentar maior capacidade de flexão. A escolha da composição, portanto, trabalha em conjunto com a espessura para reduzir o risco de ruptura durante o movimento.
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Viviane Alves
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Tela dobrável do iPhone Duo depende de várias camadas trabalhando juntas
O vidro ultrafino representa apenas uma das partes da tela. Outra camada é formada por um plástico altamente transparente e resistente, desenvolvido para suportar centenas de milhares de ciclos de dobra sem ficar turvo ou sofrer deformações permanentes.
As diferentes camadas também precisam permanecer unidas durante todo o movimento. Se fossem conectadas de maneira completamente rígida, a tensão acumulada durante cada dobra poderia comprometer a estrutura do conjunto e aumentar o risco de danos ao display.
Por isso, a tela utiliza adesivos opticamente transparentes. Esses materiais possuem características viscosas e elásticas, funcionando de maneira semelhante a um gel colocado entre as diferentes camadas do painel.
Adesivos especiais permitem que as camadas se movimentem sem se separar durante a dobra
Os adesivos mantêm as partes da tela firmemente unidas, mas permitem pequenos movimentos entre elas quando o painel é dobrado. Esse deslocamento ajuda a distribuir a tensão gerada na região da curvatura e evita que toda a força fique concentrada em um único ponto.
A capacidade de dobrar o display, portanto, não depende de transformar um vidro comum em um material totalmente flexível. O resultado surge da combinação entre espessura extremamente reduzida, composição adequada, plástico resistente e adesivos capazes de acompanhar o movimento.
A tela do iPhone Duo mostra como ciência dos materiais e microengenharia podem alterar o comportamento de estruturas normalmente associadas à rigidez. Ao reunir vidro com menos de 30 micrômetros, polímeros transparentes e adesivos especiais, o conjunto consegue acompanhar repetidas dobras sem depender de uma única solução tecnológica.
O que mais chama sua atenção no iPhone Duo: o vidro ultrafino com menos de 30 micrômetros ou a combinação de plástico e adesivos que permite dobrar a tela repetidamente? Deixe sua opinião!
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Viviane Alves.

