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Vocalista do Duran Duran participa de regata internacional, quilha de iate se rompe e Simon Le Bon fica preso com cinco tripulantes dentro do casco virado, respirando fumaça de diesel até mergulhador da Marinha resgatá-los

Vocalista do Duran Duran participa de regata internacional, quilha de iate se rompe e Simon Le Bon fica preso com cinco tripulantes dentro do casco virado, respirando fumaça de diesel até mergulhador da Marinha resgatá-los

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Vocalista do Duran Duran participa de regata internacional, quilha de iate se rompe e Simon Le Bon fica preso com cinco tripulantes dentro do casco virado, respirando fumaça de diesel até mergulhador da Marinha resgatá-los

Escrito por Caio Aviz

Publicado em 09/09/2026 às 18:45

Atualizado em 09/09/2026 às 18:46

Acidentes

Canal

Cena ilustrativa mostra o resgate de Simon Le Bon e outros tripulantes após o iate Drum perder a quilha e virar durante a Fastnet Race de 1985.

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Simon Le Bon disputava a Fastnet Race de 1985 no iate Drum quando a quilha se desprendeu e a embarcação virou perto da costa inglesa. Preso durante aproximadamente 40 minutos em uma pequena bolsa de ar, o cantor precisou mergulhar sob o casco para alcançar o resgate

O que deveria ser uma importante preparação para uma volta ao mundo quase terminou com a morte de Simon Le Bon, vocalista do Duran Duran, e outros cinco tripulantes. Em 11 de agosto de 1985, o cantor participava da tradicional Fastnet Race quando o iate Drum perdeu a quilha e virou repentinamente.

Enquanto parte da tripulação conseguiu subir sobre o casco, Simon e cinco companheiros permaneceram presos dentro da embarcação invertida. Com a água avançando pelo interior do iate, os homens sobreviveram em uma pequena bolsa de ar, respirando uma mistura perigosa de vapores de diesel e gases liberados pelas baterias.

O grupo ficou aproximadamente 40 minutos naquela posição, sem saber se alguém conseguiria alcançá-lo. A saída só começou quando Larry Slater, mergulhador da Marinha britânica, nadou sob o casco e entrou no compartimento inundado para conduzir cada sobrevivente até a superfície.

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Simon Le Bon já era uma estrela mundial quando decidiu disputar a Fastnet Race

Em 1985, Simon Le Bon estava no auge da fama. O Duran Duran havia se transformado em um dos grupos mais populares da década, impulsionado por sucessos internacionais como Rio, Hungry Like the Wolf e The Reflex.

A banda também havia participado do Live Aid em julho daquele ano, apenas algumas semanas antes do acidente. Fora dos palcos, entretanto, o cantor mantinha uma relação antiga com o mar.

Simon frequentava a região costeira de Poole Harbour desde a juventude e continuou interessado em barcos mesmo depois de alcançar o sucesso mundial. A ligação do Duran Duran com o universo náutico também apareceu no videoclipe de Rio, gravado em parte a bordo de uma embarcação no Caribe.

Simon Le Bon e operação ilustrativa de resgate após o iate Drum virar durante a Fastnet Race de 1985.

Seu projeto mais ambicioso era participar da Whitbread Round the World Race, competição de volta ao mundo atualmente conhecida como The Ocean Race. Para isso, Simon e os empresários do grupo, Mike e Paul Berrow, tornaram-se proprietários do Drum, um maxi-iate com aproximadamente 24 metros.

Antes da volta ao mundo, a equipe inscreveu o barco na Fastnet Race, uma das provas oceânicas mais tradicionais e exigentes do Reino Unido.

Falha estrutural fez a quilha se separar do casco durante a regata

A Fastnet Race daquele ano percorria mais de 600 milhas entre a costa sul da Inglaterra, a Fastnet Rock, na Irlanda, e o retorno às águas britânicas.

Em 11 de agosto, quando o Drum navegava perto da costa da Cornualha, ocorreu uma falha estrutural. A quilha se desprendeu do casco, eliminando uma das principais estruturas responsáveis pela estabilidade da embarcação.

Sem o peso que a mantinha equilibrada, a embarcação virou rapidamente. Simon contou posteriormente que estava dormindo no momento em que o acidente aconteceu.

O capotamento dividiu a tripulação. Dezoito pessoas conseguiram alcançar a parte externa e permanecer sobre o casco invertido. Simon e outros cinco homens, porém, ficaram presos no interior.

A água começou a ocupar os compartimentos, obrigando o grupo a se concentrar em uma pequena bolsa de ar. Além do risco de afogamento, havia diesel espalhado pelo interior e gases provenientes das baterias danificadas.

Seis homens ficaram presos em uma bolsa de ar com a água subindo

O ambiente dentro do Drum era escuro, apertado e contaminado. Os seis tripulantes não sabiam quanto tempo a bolsa de ar permaneceria disponível nem se as equipes de salvamento haviam percebido que ainda existiam pessoas no interior do iate.

Simon relatou que o grupo permaneceu naquela situação durante aproximadamente 40 minutos. A água continuava subindo, enquanto os homens respiravam os vapores tóxicos acumulados dentro da embarcação.

Segundo o cantor, foi naquele momento que ele sentiu estar diante da morte. O som de um helicóptero atravessando o casco trouxe a primeira indicação de que o socorro havia chegado.

A operação envolveu um helicóptero Sea King do 771 Naval Air Squadron, unidade de busca e salvamento da Marinha Real britânica. Entretanto, retirar os seis homens exigiria que alguém mergulhasse sob a embarcação e entrasse no espaço inundado.

Mergulhador da Marinha nadou sob o iate e entrou no casco virado

O responsável pela parte mais perigosa da operação foi o mergulhador naval Larry “Scouse” Slater. Ele deixou o helicóptero, alcançou o Drum e nadou por baixo do casco para encontrar os homens presos.

Slater precisou entrar diversas vezes na embarcação. Cada sobrevivente foi orientado individualmente a mergulhar, atravessar a passagem submersa e nadar em direção à luz do lado de fora.

Simon precisou descer ainda mais antes de conseguir subir. Durante a tentativa, a roupa usada sob o equipamento de navegação ficou presa em uma estrutura.

O cantor estava a poucos metros da superfície, mas não podia respirar. Para se libertar, retirou a peça dentro da água e completou o mergulho usando apenas a roupa íntima.

Depois de chegar ao lado externo, Simon foi preso ao cabo do helicóptero e içado. Um dos integrantes da equipe percebeu a situação e perguntou onde estavam suas calças. O episódio produziu uma das imagens mais conhecidas daquele resgate: o vocalista do Duran Duran sendo levado ao helicóptero em roupas íntimas.

Larry Slater recebeu posteriormente a George Medal por sua atuação. Registros preservados pelo British Film Institute mostram entrevistas feitas com o mergulhador e Simon após o acidente.

Acidente provocou insônia, problemas físicos e medo de voltar ao mar

Embora todos os ocupantes tenham sobrevivido, Simon não deixou o acidente para trás imediatamente. Poucos dias depois, surgiram erupções em seu peito e nos braços, uma reação que ele associou ao estresse.

O cantor também enfrentou dificuldades para dormir porque havia sido surpreendido enquanto descansava no instante em que a quilha se soltou. Durante anos, as lembranças permaneceram ligadas à sensação de acordar dentro de um barco que estava virando.

Grande parte do acidente e da operação de salvamento foi filmada. Mesmo assim, Simon evitou assistir às imagens durante mais de três décadas. Ele somente reviu o resgate em 2016, durante a produção de um documentário da BBC sobre o 771 Naval Air Squadron.

Apesar do trauma, o cantor voltou ao Drum. Depois de ser reparado, o iate participou da Whitbread Round the World Race de 1985–1986 e terminou a competição em terceiro lugar considerando o tempo total de percurso.

Vinte anos depois do acidente, Simon também retornou à Fastnet Race a bordo do próprio Drum, em uma participação ligada à arrecadação de recursos para a Royal National Lifeboat Institution.

O vocalista classificou o naufrágio como uma experiência que mudou sua vida. Décadas depois, ainda reconhecia a gravidade do que aconteceu, mas conseguia recordar com humor o momento em que um astro do rock mundial precisou ser içado do oceano usando somente a roupa íntima.

Você conseguiria voltar a navegar depois de permanecer preso dentro de um iate virado, com a água subindo e sem saber se o resgate chegaria a tempo?

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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Caio Aviz.

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