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Wilson Sons prepara expansão de estaleiro no Porto de Santos para dobrar produção de rebocadores, saltando de quatro para oito rebocadores por ano

Wilson Sons prepara expansão de estaleiro no Porto de Santos para dobrar produção de rebocadores, saltando de quatro para oito rebocadores por ano

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Wilson Sons prepara expansão de estaleiro no Porto de Santos para dobrar produção de rebocadores, saltando de quatro para oito rebocadores por ano

Escrito por Andriely Medeiros de Araújo

Publicado em 26/09/2026 às 08:27

Atualizado em 26/09/2026 às 08:30

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Wilson Sons ocupa linha de produção até 2029, prepara nova área ao lado do estaleiro no Porto de Santos e quer saltar de quatro para oito rebocadores por ano. Fonte: Wilson Sons.

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Wilson Sons ocupa linha de produção até 2029, prepara nova área ao lado do estaleiro no Porto de Santos e quer saltar de quatro para oito rebocadores por ano.

A Wilson Sons prepara uma expansão de sua estrutura naval em Guarujá, no litoral de São Paulo, que poderá dobrar a capacidade anual de construção de rebocadores da companhia. O projeto prevê ocupar uma área vizinha ao atual estaleiro, instalado na Margem Esquerda do Porto de Santos, onde a empresa já mantém uma linha de produção comprometida pelos próximos anos. Se o planejamento avançar como previsto, a fabricação poderá passar dos atuais quatro para até oito rebocadores por ano.

A ampliação ocorre em um momento de forte demanda interna. A companhia tem mais 14 rebocadores programados para entrega até 2029, enquanto a estrutura atual também precisa atender serviços de manutenção, modernização e aumento de potência da frota. Hoje, cerca de 360 profissionais trabalham no complexo, distribuídos entre atividades administrativas e funções diretamente ligadas à produção naval.

Nova área pode dobrar capacidade da Wilson Sons

O plano da Wilson Sons envolve uma área ainda sem edificações ao lado das instalações atuais. A companhia já firmou contrato de locação do terreno e iniciou os procedimentos necessários para obter o licenciamento ambiental junto à Companhia Ambiental do Estado de São Paulo, a Cetesb.

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Segundo o diretor-executivo do estaleiro, Adalberto Luiz Renaux Souza, a proposta foi apresentada à companhia ambiental no fim de julho. A avaliação inicial da empresa é de que o processo poderá seguir um caminho mais simples, sem necessidade de um Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental, o EIA-Rima.

A futura estrutura foi planejada para eliminar alguns dos principais limites físicos da operação atual. Entre as mudanças previstas estão:

Atualmente, o complexo dispõe de aproximadamente 78 metros de cais. Com a expansão, a Wilson Sons estima acrescentar outros 72 metros, aumentando significativamente a área disponível para operações ligadas à construção, manutenção e atendimento das embarcações.

Estaleiro já tem produção comprometida até 2029

A necessidade de ampliar o complexo está diretamente ligada ao volume de trabalho contratado dentro da própria companhia. A atual estrutura do estaleiro já tem sua programação ocupada para atender a frota da Wilson Sons nos próximos anos, o que praticamente elimina espaço para novas encomendas de outros armadores.

A empresa opera 83 rebocadores distribuídos pelo Brasil, dos quais sete estão atualmente ligados às operações do Porto de Santos. O estaleiro funciona ainda como ponto de apoio técnico e local de atracação para parte dessa frota.

Mesmo com a prioridade voltada às próprias embarcações, existe uma exceção: um contrato já firmado para serviços de manutenção em rebocadores da Vale continua sendo executado.

Em 2026, a movimentação permanece intensa. Até o momento informado pela companhia, 13 docagens haviam sido realizadas para diferentes tipos de intervenção. Parte desses trabalhos pode ocorrer simultaneamente graças ao dique seco existente na unidade, considerado único no Estado de São Paulo.

Na construção naval, três rebocadores já foram entregues ao longo do ano. Uma quarta unidade está no dique, enquanto outras duas avançam nas oficinas. A expectativa é manter a média histórica de aproximadamente quatro novas embarcações concluídas por ano até que a expansão permita elevar esse ritmo.

Wilson Sons ocupa linha de produção até 2029, prepara nova área ao lado do estaleiro no Porto de Santos e quer saltar de quatro para oito rebocadores por ano. Fonte: Wilson Sons.

Rebocadores combinam aço brasileiro e projeto internacional

Embora os navios sejam montados no litoral paulista, a cadeia de produção envolve fornecedores nacionais e parceiros estrangeiros. Os projetos utilizados pela Wilson Sons são desenvolvidos em parceria com o grupo holandês Damen Shipyards, relacionamento que permite à companhia brasileira acessar projetos, especificações e conjuntos de equipamentos adquiridos em escala internacional.

O pacote técnico inclui modelos tridimensionais, informações de engenharia e especificações de componentes utilizados nas diferentes etapas da construção. Parte dos equipamentos de maior porte vem do exterior, enquanto itens estratégicos são adquiridos no mercado brasileiro.

O aço empregado no casco, por exemplo, é comprado de uma siderúrgica nacional. Antes de chegar ao estaleiro, o material passa por uma empresa parceira em Santos, responsável por tratamentos de superfície, pintura e corte das chapas conforme o plano definido para cada embarcação.

As peças chegam posteriormente ao complexo já preparadas para entrar na sequência de montagem. A lógica permite que blocos e diferentes seções do rebocador sejam gradualmente unidos até a formação da estrutura completa.

Outro fornecedor de longa data é a brasileira WEG, de Jaraguá do Sul, em Santa Catarina. A fabricante fornece painéis elétricos utilizados nas embarcações da Wilson Sons há cerca de três décadas.

Falta de mão de obra especializada desafia expansão

A ampliação física não é o único desafio para elevar a produção. A Wilson Sons também precisa aumentar a disponibilidade de profissionais especializados em construção naval na Baixada Santista.

Diferentemente de regiões com tradição mais recente e concentrada nessa atividade, como Itajaí, em Santa Catarina, e o Rio de Janeiro, Santos não possui uma oferta tão ampla de trabalhadores já preparados para determinadas funções industriais do setor naval.

A solução encontrada pela empresa tem sido formar profissionais dentro da própria operação. Em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial, o Senai, trabalhadores recebem treinamento técnico durante a semana nas instalações da companhia.

Os cursos ajudam a preparar soldadores, montadores, caldeireiros e profissionais de outras áreas exigidas no processo produtivo. A formação, porém, não fica restrita à necessidade da empresa, já que a certificação emitida pelo Senai pode ser utilizada pelo trabalhador em outras oportunidades no mercado.

Wilson Sons estuda rebocador elétrico ou movido a etanol

Ao mesmo tempo em que tenta elevar a quantidade de embarcações construídas, a companhia também avalia alternativas para reduzir emissões da frota. Estudos já realizados pela Wilson Sons consideram a possibilidade de desenvolver um rebocador elétrico ou equipado para utilizar etanol.

O biocombustível aparece como uma possibilidade ligada à disponibilidade brasileira, enquanto outras soluções utilizadas internacionalmente ainda enfrentam limitações de oferta local.

A companhia já possui experiência operacional com combustíveis renováveis. No Porto do Açu, no Rio de Janeiro, três rebocadores operam utilizando biodiesel e HVO, sigla em inglês para óleo vegetal hidrotratado. Segundo a empresa, os testes e a operação comercial mantiveram o desempenho técnico das embarcações ao mesmo tempo em que permitiram reduzir emissões.

Fonte

SINAVAL


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Andriely Medeiros de Araújo.

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