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Zelador é contratado para proteger uísques raríssimos de 1912 escondidos havia décadas em uma mansão, mas 52 garrafas avaliadas em mais de R$ 523 mil aparecem completamente vazias e, após sete meses de exames, polícia encontra DNA da saliva dele nos recipientes e o acusa de ter bebido a coleção histórica

Zelador é contratado para proteger uísques raríssimos de 1912 escondidos havia décadas em uma mansão, mas 52 garrafas avaliadas em mais de R$ 523 mil aparecem completamente vazias e, após sete meses de exames, polícia encontra DNA da saliva dele nos recipientes e o acusa de ter bebido a coleção histórica

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Zelador é contratado para proteger uísques raríssimos de 1912 escondidos havia décadas em uma mansão, mas 52 garrafas avaliadas em mais de R$ 523 mil aparecem completamente vazias e, após sete meses de exames, polícia encontra DNA da saliva dele nos recipientes e o acusa de ter bebido a coleção histórica

Escrito por Carla Teles

Publicado em 05/09/2026 às 12:12

Atualizado em 05/09/2026 às 12:15

Curiosidades

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Em mansão, zelador é acusado após garrafas de uísque histórico aparecerem vazias e polícia identificar DNA de saliva nos recipientes.

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O zelador John Saunders morava no porão de uma mansão histórica na Pensilvânia e deveria guardar uísques Old Farm Pure Rye; em março de 2012, 52 garrafas apareceram vazias e, após sete meses de testes, a polícia afirmou encontrar DNA de saliva dele nos recipientes, avaliados em US$ 102,4 mil.

O zelador John Saunders, então com 62 anos, foi acusado de ter consumido dezenas de garrafas de uísque histórico que deveria proteger no South Broadway Manor, uma mansão transformada em pousada na região de Pittsburgh, na Pensilvânia. O caso começou a ser investigado após a proprietária Patricia Hill descobrir, em março de 2012, que 52 garrafas estavam completamente vazias.

As bebidas eram exemplares de Old Farm Pure Rye produzidos em 1912, antes da Lei Seca dos Estados Unidos, e haviam permanecido escondidas durante décadas na propriedade. Depois de cerca de sete meses de exames, a polícia afirmou ter identificado DNA da saliva de Saunders nas garrafas vazias e apresentou acusações criminais contra ele em 2013. Saunders negou ter consumido o uísque.

Uísques haviam permanecido escondidos sob uma escada

Imagem: WTAE

A coleção foi descoberta depois que Patricia Hill comprou a propriedade histórica e iniciou trabalhos de reforma. Segundo o chefe de polícia Barry Pritts, as garrafas haviam sido escondidas sob uma escada que posteriormente foi fechada, permanecendo fora de vista enquanto o imóvel passava por diferentes famílias.

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O uísque estava relacionado à West Overton Distilling Co., antiga destilaria da região. As fontes indicam que a bebida foi produzida em 1912, enquanto um relato posterior registra que teria sido engarrafada em 1917. Tratava-se, portanto, de uma coleção anterior à Lei Seca norte-americana.

Mansão havia pertencido ao industrial JP Brennan

A propriedade originalmente pertenceu ao empresário de Pittsburgh JP Brennan. Depois de passar por outros proprietários, a mansão acabou adquirida por Patricia Hill, que decidiu transformá-la em uma pousada histórica.

Foi durante esse processo que as garrafas reapareceram. Segundo um chef ligado ao estabelecimento ouvido pela imprensa local, acreditava-se que exemplares daquela coleção histórica tivessem sido consumidos por figuras como Henry Frick e Andrew Carnegie no início do século XX.

Zelador morava justamente no porão onde bebidas eram guardadas

Enquanto os andares principais da propriedade eram reformados, as bebidas ficaram armazenadas no porão. John Saunders também vivia nessa parte do imóvel e exercia a função de zelador residente.

De acordo com a polícia, entre suas responsabilidades estava cuidar da propriedade e manter os uísques em segurança. O chefe Barry Pritts resumiu posteriormente a situação dizendo que colocar a coleção sob aquela guarda teria se revelado um erro.

Proprietária encontrou 52 garrafas completamente vazias

Em março de 2012, Patricia Hill decidiu verificar a coleção e descobriu que 52 garrafas haviam sido esvaziadas. Segundo a investigação, o desaparecimento do conteúdo teria ocorrido ao longo de aproximadamente um ano.

As fontes consultadas divergem sobre a quantidade total de garrafas originalmente encontrada na propriedade, mas convergem no ponto central do caso: 52 recipientes que deveriam conter o uísque histórico foram encontrados vazios.

Cada garrafa podia valer mais de US$ 2 mil

O preço transformava o desaparecimento em uma perda muito acima do valor de uma bebida comum. Uma avaliação citada posteriormente apontou que cada garrafa poderia valer mais de US$ 2 mil.

Um especialista ouvido pela WTAE calculou o valor do uísque desaparecido em aproximadamente US$ 102,4 mil, cifra equivalente a mais de R$ 523 mil na conversão utilizada para esta matéria. A polícia chegou a solicitar restituição pelo valor integral estimado de varejo.

Valor exato ainda seria discutido por especialistas

Apesar da estimativa superior a US$ 100 mil, o preço definitivo das bebidas não estava completamente resolvido no processo.

Durante uma audiência, advogados concordaram que seriam necessários novos depoimentos de especialistas e outras provas para determinar o valor exato de venda do uísque. Isso significa que a cifra de US$ 102,4 mil era uma avaliação apresentada no caso, não uma sentença definitiva sobre o preço.

Zelador negou ter bebido coleção histórica

Saunders negou a acusação de que teria consumido as bebidas. A investigação, porém, avançou para uma análise incomum: a polícia submeteu as garrafas vazias a exames em busca de material genético.

O objetivo era verificar se existia ligação entre os recipientes e o zelador que vivia no porão. A análise não foi rápida e, segundo a ABC News, os testes se estenderam por cerca de sete meses.

Polícia afirmou encontrar DNA de saliva nas garrafas

Depois desse período, investigadores disseram ter encontrado DNA da saliva de Saunders nos recipientes. O resultado foi apresentado pela polícia como elemento que sustentava a acusação contra ele.

O chefe Barry Pritts afirmou que o material genético encontrado correspondia a Saunders. Com base na investigação, o zelador foi acusado de furto qualificado e receptação, embora ainda tivesse direito a contestar as provas no processo judicial.

DNA não significava condenação automática

A presença de material genético era uma evidência apresentada pela acusação, mas não substituía o julgamento. Saunders continuava negando ter bebido o uísque.

Depois de uma audiência preliminar em 2013, um juiz determinou que o caso poderia avançar. O processo ainda teria de discutir tanto a responsabilidade criminal quanto aspectos da avaliação financeira da coleção.

Proprietária disse ter ficado decepcionada

Patricia Hill afirmou à imprensa local que conhecia Saunders havia décadas e demonstrou decepção com o rumo do caso.

Para ela, a investigação representava também uma ruptura pessoal. A situação envolvia não apenas uma coleção rara, mas uma relação de confiança entre a proprietária e alguém encarregado justamente de cuidar do patrimônio.

Bebidas tinham sobrevivido por quase um século

Antes de desaparecerem, os uísques haviam atravessado sucessivas mudanças na propriedade e décadas de transformações no mercado de bebidas norte-americano.

Produzidos em 1912, eles pertenciam a um período anterior à Lei Seca, que entraria em vigor anos depois. O valor histórico vinha justamente da combinação entre idade, procedência, raridade e preservação das garrafas.

Caso teve um desfecho inesperado antes do julgamento

Em 2013, Saunders foi encaminhado para julgamento depois da audiência preliminar. O processo, entretanto, nunca chegou a um desfecho judicial sobre a acusação.

Segundo reportagem publicada em agosto de 2014 pelo Morning Journal, John Saunders morreu em 21 de julho daquele ano, aos 63 anos. Com sua morte, as acusações criminais foram encerradas.

Zelador morreu e processo foi encerrado sem sentença

A morte significa que não houve condenação nem absolvição definitiva sobre o episódio. A acusação policial permaneceu registrada, mas Saunders não chegou a enfrentar o julgamento que decidiria juridicamente sua responsabilidade.

Esse detalhe é essencial para interpretar corretamente a história: a polícia disse ter encontrado DNA dele nas garrafas e o acusou de consumir a coleção, mas o caso terminou antes de uma decisão final do tribunal.

Zelador deveria proteger uísques, mas 52 garrafas acabaram vazias

O episódio começou com uma coleção histórica escondida por décadas em uma mansão da Pensilvânia e chegou à polícia depois que 52 recipientes apareceram sem o conteúdo. O zelador que morava no porão negou ter bebido as garrafas, enquanto investigadores disseram que exames realizados durante sete meses localizaram seu DNA de saliva nos recipientes.

Avaliado em cerca de US$ 102,4 mil, o uísque nunca teve seu desaparecimento julgado definitivamente porque Saunders morreu antes do julgamento. O que mais chama sua atenção nessa história: uma coleção de 1912 sobreviver escondida durante décadas ou o fato de exames de DNA terem sido usados para investigar quem teria bebido as garrafas? Conte nos comentários.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Carla Teles.

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