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313 mil barris diários da União em agosto: volume recuou no mês, disparou em um ano e revela por que um único campo concentra 75% da parcela federal de petróleo no pré-sal

313 mil barris diários da União em agosto: volume recuou no mês, disparou em um ano e revela por que um único campo concentra 75% da parcela federal de petróleo no pré-sal

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313 mil barris diários da União em agosto: volume recuou no mês, disparou em um ano e revela por que um único campo concentra 75% da parcela federal de petróleo no pré-sal

Escrito por Alisson Ficher

Publicado em 24/10/2026 às 21:15

Atualizado em 24/10/2026 às 22:20

Petróleo e Gás

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Dos 313 mil barris diários pertencentes à União, 285 mil vieram dos contratos de partilha e 28 mil dos acordos de individualização; o recuo frente a julho ocorreu enquanto a produção total dos contratos avançou 3%, para 1,9 milhão de barris por dia.

A parcela de petróleo pertencente à União chegou a 313 mil barris por dia em agosto, considerando nove contratos de partilha de produção e quatro acordos de individualização da produção (AIPs). O indicador mede o volume ao qual o governo federal tem direito nessas operações, e não a produção total dos campos envolvidos.

O resultado consta do boletim mensal divulgado pela Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA) na segunda-feira (19). Dos 313 mil barris diários, 285 mil vieram dos contratos de partilha, enquanto os AIPs responderam pelos outros 28 mil.

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Na comparação com julho, quando a parcela da União havia alcançado 328 mil barris por dia, o volume total caiu aproximadamente 4,5%. O movimento mensal, porém, não elimina a diferença observada em relação ao mesmo período do ano anterior.

A comparação publicada pelo Poder360 a partir dos dados do boletim indica que o volume de agosto ficou 86,3% acima do registrado em agosto de 2025. As duas variações usam bases diferentes: uma compara meses consecutivos e a outra considera um intervalo de doze meses.

Produção total avançou enquanto parcela da União recuou

O comportamento foi diferente na produção total dos contratos de partilha, que inclui os volumes dos consórcios e da União. Esse conjunto alcançou 1,9 milhão de barris por dia em agosto, resultado 3% superior ao registrado em julho.

A PPSA atribuiu o crescimento à entrada de um novo poço produtor no FPSO Bacalhau e ao retorno da plataforma P-71, em Itapu, depois de uma parada programada de manutenção.

Os dois indicadores, portanto, acompanham recortes diferentes. A produção total dos contratos aumentou entre julho e agosto, enquanto a parte específica destinada à União dentro do conjunto analisado diminuiu no mesmo intervalo.

A comparação dos números mostra que os 285 mil barris diários da União nos contratos de partilha corresponderam a cerca de 15% dos 1,9 milhão de barris produzidos diariamente nesse conjunto. O cálculo usa apenas os dois volumes informados para agosto e não representa uma participação uniforme do governo em cada campo.

Essa diferença de universo também ajuda a evitar uma leitura equivocada dos percentuais apresentados no boletim. O número referente à União acompanha a parcela federal da produção, enquanto o dado de 1,9 milhão de barris reúne a produção dos consórcios e da própria União nos contratos de partilha.

Mero concentra 75% da parcela federal nos contratos

Mero foi o principal componente da parcela da União nos contratos de partilha, com 213,7 mil barris por dia. O volume correspondeu a 75% dos 285 mil barris diários destinados ao governo federal nesse recorte.

O percentual não significa que Mero tenha produzido três quartos do petróleo brasileiro nem que tenha respondido por 75% de toda a produção abrangida pelos contratos acompanhados pela PPSA. A proporção se refere exclusivamente à distribuição da parcela pertencente à União nos contratos de partilha.

A distinção é central para interpretar o dado porque a mesma operação pode ser observada por diferentes medidas. Uma delas acompanha quanto foi produzido pelos consórcios e pela União; outra registra quanto desse volume corresponde à parcela federal prevista no regime de partilha.

Em julho, Mero também aparecia como principal origem da parcela federal nos contratos de partilha, respondendo por 77% dos 301 mil barris diários destinados à União. Em agosto, esse total caiu para 285 mil barris por dia, e a participação de Mero ficou em 75%.

A concentração em Mero, portanto, ocorreu dentro de uma parcela federal menor do que a observada no mês anterior. Ao mesmo tempo, a produção total dos contratos de partilha cresceu, reforçando que os indicadores não devem ser usados como equivalentes.

O boletim também registrou 627 mil metros cúbicos diários de gás natural pertencentes à União em agosto, volume cerca de 11% superior ao de julho. Esse dado complementa o acompanhamento mensal da PPSA, mas não integra o indicador de petróleo destacado na comparação dos 313 mil barris diários.

Os volumes de petróleo e gás registrados no boletim representam direitos da União sobre a produção e não correspondem automaticamente a receita já recebida ou a vendas concluídas. O relatório retrata a produção de agosto, enquanto a comercialização desses volumes ocorre em etapas próprias.

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Fonte

https://www.poder360.com.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

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