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40 mil toneladas de diesel russo seguem rumo aos EUA em carga que pode ser a primeira entregue desde 2023; volume soma 300 mil barris, só 7% do consumo diário americano, e porto final ainda não está confirmado

40 mil toneladas de diesel russo seguem rumo aos EUA em carga que pode ser a primeira entregue desde 2023; volume soma 300 mil barris, só 7% do consumo diário americano, e porto final ainda não está confirmado

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40 mil toneladas de diesel russo seguem rumo aos EUA em carga que pode ser a primeira entregue desde 2023; volume soma 300 mil barris, só 7% do consumo diário americano, e porto final ainda não está confirmado

Escrito por Alisson Ficher

Publicado em 24/10/2026 às 20:36

Atualizado em 24/10/2026 às 20:37

Petróleo e Gás

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O navio chegou a indicar Nova York no rastreamento marítimo, mas o destino foi alterado durante a viagem. A carga continua vinculada ao acordo para fornecimento aos Estados Unidos, enquanto o local de descarga e a conclusão da primeira entrega permanecem pendentes de confirmação.

Um navio-tanque carregado com diesel russo segue viagem após deixar o porto de Primorsk, no mar Báltico, dentro do acordo de fornecimento anunciado pelos governos de Donald Trump e Vladimir Putin. O carregamento tem cerca de 40 mil toneladas, mas ainda não há porto americano de descarga confirmado.

Dados da empresa de inteligência marítima Kpler indicavam inicialmente Nova York como destino e estimavam chegada em 7 de novembro. Depois da partida, porém, a informação transmitida pelo sistema de identificação automática da embarcação foi modificada.

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O Wall Street Journal informou que o Agioi Fanendes passou a exibir a indicação “for orders”, sem um porto final declarado. A Eastern Mediterranean Maritime, responsável pela gestão comercial do navio, também informou ao jornal que o destino de descarga ainda não estava definido.

Com a mudança, Nova York deixou de poder ser tratada como destino confirmado. A indicação anterior permanece como referência do acompanhamento marítimo, mas não comprova que a carga será efetivamente descarregada naquele porto.

Carga representa cerca de 7% do consumo diário

A Associated Press informou que o Kremlin anunciou a partida da primeira carga de diesel destinada aos Estados Unidos no âmbito do acordo. O vice-primeiro-ministro russo Alexander Novak declarou que o carregamento teria aproximadamente 40 mil toneladas.

O volume corresponde a cerca de 300 mil barris. Na comparação publicada pela agência, essa quantidade equivale a aproximadamente 7% dos quase 4 milhões de barris de diesel consumidos diariamente pela economia americana.

A proporção mostra o tamanho limitado de uma única remessa diante da demanda nacional. Especialistas em energia ouvidos pela AP consideraram improvável que esse carregamento, isoladamente, provoque uma redução perceptível dos preços pagos por consumidores e empresas.

Se o combustível for descarregado nos Estados Unidos, a Kpler considera que essa poderá ser a primeira carga de diesel russo recebida pelo país desde julho de 2023. Até a conclusão da viagem, porém, o acompanhamento do navio não equivale a uma confirmação de importação finalizada.

A identidade do comprador e do vendedor não havia sido divulgada. Também permaneciam sem confirmação o porto onde o combustível será entregue e o volume que efetivamente será descarregado para entrada no mercado americano.

Trump afirmou que a Rússia forneceria mais de 300 mil toneladas de diesel de forma imediata, com volumes adicionais nos meses seguintes. A viagem do Agioi Fanendes, entretanto, comprova apenas a movimentação desta primeira carga e não confirma que embarques posteriores já tenham sido realizados.

Retomada ocorre após restrições adotadas desde 2022

A remessa ocorre após uma mudança temporária na política americana para produtos petrolíferos russos. Os Estados Unidos haviam proibido importações desse tipo depois da invasão da Ucrânia pela Rússia, em 2022.

A possibilidade de retomada recebeu críticas de parlamentares americanos dos dois partidos e provocou reação da Ucrânia, que defende a manutenção da pressão econômica sobre Moscou. Para Kyiv, receitas obtidas com exportações de energia ajudam a sustentar a economia russa durante a guerra.

O acordo foi apresentado pelo governo Trump como uma forma de ampliar o fornecimento de diesel em um período de pressão sobre os preços dos combustíveis. A AP registrou, porém, que especialistas ouvidos pela agência não esperam efeito relevante nos preços a partir de uma única carga.

A capacidade russa de manter embarques regulares também depende da disponibilidade de combustível para exportação. Refinarias do país sofreram ataques ucranianos ao longo do conflito, enquanto a produção e a distribuição enfrentaram interrupções e episódios de escassez no mercado interno, embora as faltas relatadas anteriormente tenham diminuído.

Autoridades russas indicaram que novas entregas poderão ocorrer nos próximos meses. Essa previsão ainda não equivale a novos carregamentos confirmados e permanece separada da operação já identificada no Agioi Fanendes.

A estimativa inicial de chegada em 7 de novembro estava associada à indicação de Nova York no rastreamento. Depois da alteração do destino declarado pelo navio, a confirmação do porto de descarga e do volume efetivamente entregue passa a ser o próximo dado necessário para verificar a conclusão da remessa nos Estados Unidos.

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https://apnews.com/articl


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

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