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A 2,3 mil metros de profundidade, bp encontra indícios de petróleo em primeiro poço no pré-sal da Bacia de Santos e avança na exploração do bloco Tupinambá

A 2,3 mil metros de profundidade, bp encontra indícios de petróleo em primeiro poço no pré-sal da Bacia de Santos e avança na exploração do bloco Tupinambá

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A 2,3 mil metros de profundidade, bp encontra indícios de petróleo em primeiro poço no pré-sal da Bacia de Santos e avança na exploração do bloco Tupinambá

Escrito por Ruth Rodrigues

Publicado em 16/10/2026 às 18:40

Atualizado em 16/10/2026 às 19:33

Petróleo e Gás

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bp identifica indícios de petróleo no primeiro poço do bloco Tupinambá, no pré-sal da Bacia de Santos, enquanto Shell negocia participação de 50%. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil.

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bp identifica indícios de petróleo no primeiro poço do bloco Tupinambá, no pré-sal da Bacia de Santos, enquanto Shell negocia participação de 50%.

A bp identificou indícios de petróleo no primeiro poço exploratório do bloco Tupinambá, situado no pré-sal da Bacia de Santos. A ocorrência foi comunicada à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) na quarta-feira, 14 de outubro de 2026, conforme informações divulgadas pela Agência iNFRA. O registro envolve o poço 1-BP-14-SPS, perfurado em uma região com aproximadamente 2,3 mil metros de lâmina d’água.

O resultado representa um primeiro sinal da presença de petróleo na área, mas ainda não permite determinar o potencial comercial do reservatório. A exploração continua sujeita a avaliações técnicas, enquanto a companhia também aguarda a conclusão de um acordo que poderá dividir a participação no bloco com a Shell.

Shell negocia participação de 50% no bloco explorado pela bp

Enquanto conduz os trabalhos de perfuração, a bp também busca concretizar uma mudança na composição societária de Tupinambá. Em 2 de setembro de 2026, a Shell anunciou a assinatura de um acordo para adquirir metade da participação no ativo, atualmente pertencente integralmente à companhia britânica.

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Se a transação for concluída, bp e Shell passarão a deter 50% cada uma, mas a responsabilidade pela operação continuará com a bp. O negócio, entretanto, ainda depende das aprovações regulatórias e do cumprimento das demais condições previstas para sua efetivação.

A negociação foi anunciada antes do registro dos indícios de petróleo. Dessa forma, a possível entrada da Shell não deve ser confundida com uma decisão tomada após o resultado da perfuração, tampouco significa que já exista uma descoberta comercial confirmada.

O que os indícios encontrados no poço Tupinambá representam?

A comunicação encaminhada à ANP sinaliza que houve identificação de petróleo durante a investigação do subsolo. Entretanto, encontrar hidrocarbonetos não significa, necessariamente, que o volume existente seja suficiente para justificar um futuro projeto de produção.

Para compreender melhor as características da área investigada, o programa exploratório prevê um teste de formação de curta duração. Esse procedimento permite examinar um intervalo específico do poço, recolher fluidos e obter medições de pressão e vazão relacionadas à formação geológica.

Essas informações poderão contribuir para a avaliação do reservatório e para o planejamento das próximas atividades. Até o momento, os dados apresentados na fonte não permitem estabelecer estimativas de reservas, volumes recuperáveis ou capacidade de produção comercial em Tupinambá.

Ibama autorizou campanha que poderá chegar a três poços

O primeiro poço começou a ser perfurado em 8 de setembro de 2026, depois que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) concedeu a licença ambiental, no dia 4 daquele mês.

A autorização não exige que todas as perfurações previstas sejam executadas. A continuidade do programa dependerá dos resultados obtidos nas atividades iniciais, permitindo que as decisões seguintes considerem as informações levantadas no próprio bloco.

bp identifica indícios de petróleo no primeiro poço do bloco Tupinambá, no pré-sal da Bacia de Santos, enquanto Shell negocia participação de 50%. Foto: PPSA.

O escopo autorizado contempla três possibilidades operacionais:

Portanto, a licença estabelece o limite das atividades permitidas, mas não confirma que a bp executará obrigatoriamente os três poços. Os próximos trabalhos dependerão do desenvolvimento da campanha e das avaliações realizadas.

Deepwater Mykonos participa da exploração em águas profundas

A estrutura utilizada pela bp nessa operação é a Deepwater Mykonos, unidade de perfuração offshore operada pela Transocean. A sonda foi afretada para um período que vai de setembro de 2026 até junho de 2027, contemplando as atividades previstas para a campanha exploratória.

Além de atuar na perfuração, o equipamento deverá ser utilizado no teste de formação autorizado pelo Ibama. A operação permitirá reunir informações adicionais sobre as condições do intervalo investigado, sem que isso represente, antecipadamente, uma confirmação de viabilidade econômica.

O trabalho realizado pela unidade integra a etapa de exploração do bloco, período em que são investigadas as características geológicas e o potencial petrolífero da área antes de uma eventual decisão sobre seu desenvolvimento.

Bloco Tupinambá foi adquirido em 2023 e tem fase exploratória prevista até 2031

A presença da bp em Tupinambá começou com a aquisição integral do bloco durante o segundo ciclo da Oferta Permanente de Partilha de Produção, realizado em dezembro de 2023. Na ocasião, a empresa assumiu 100% de participação no ativo.

Por estar submetido ao regime de partilha de produção, o contrato é administrado pela Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA), que atua em nome do governo federal. A previsão atual é de que a fase exploratória tenha vencimento em 27 de maio de 2031.

Fonte

Agência iNFRA


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Ruth Rodrigues.

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