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Acordo Mercosul-União Europeia impulsiona exportações brasileiras em 30,7%, enquanto Brasil alcança 700 novos mercados internacionais

Acordo Mercosul-União Europeia impulsiona exportações brasileiras em 30,7%, enquanto Brasil alcança 700 novos mercados internacionais

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Acordo Mercosul-União Europeia impulsiona exportações brasileiras em 30,7%, enquanto Brasil alcança 700 novos mercados internacionais

Escrito por Romário Pereira de Carvalho

Publicado em 13/10/2026 às 21:24

Atualizado em 13/10/2026 às 21:25

Economia

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Imagem: Tânia Rêgo/Agência Brasil

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Exportações brasileiras para a União Europeia cresceram 30,7% entre maio e setembro de 2026, enquanto o país alcançou 700 aberturas de mercados internacionais e movimentou bilhões de dólares com vendas de produtos agropecuários

O acordo Mercosul-União Europeia foi apontado pelo governo brasileiro como um dos responsáveis pelo crescimento de 30,7% nas exportações para o bloco europeu entre maio e setembro de 2026. Os resultados foram apresentados nesta terça-feira (13), em Brasília.

Exportações brasileiras para a União Europeia crescem 30,7%

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, apresentou os números durante um evento no Ministério da Agricultura e Pecuária.

Segundo os dados divulgados, as exportações brasileiras para a União Europeia cresceram 30,7% entre maio e setembro, na comparação com o mesmo período de 2025.

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No acumulado dos nove primeiros meses de 2026, as vendas brasileiras ao bloco europeu chegaram a US$ 44,17 bilhões, uma alta de 20% em relação ao mesmo intervalo do ano passado.

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, também destacou os resultados. Segundo ele, o comércio bilateral entre Mercosul e União Europeia aumentou mais de US$ 6 bilhões desde a aprovação e entrada em vigor do tratado.

O acordo começou a vigorar provisoriamente em 1º de maio de 2026, depois de quase 27 anos de negociações entre os dois blocos econômicos.

Comércio exterior brasileiro avança mesmo com tensões internacionais

Durante a cerimônia, Márcio Elias Rosa afirmou que o crescimento das exportações brasileiras não ficou restrito ao agronegócio.

Segundo o ministro, o comércio exterior do Brasil avançou, em média, 10,5%, mesmo diante das tensões geopolíticas e do aumento das barreiras comerciais internacionais.

Elias Rosa atribuiu parte desse desempenho à expansão das empresas brasileiras e às iniciativas governamentais voltadas à abertura de novos mercados.

Ao comentar as relações comerciais com os Estados Unidos, classificou o momento como delicado, mas afirmou que o governo pretende manter as negociações diplomáticas.

Brasil alcança 700 novos mercados para produtos agropecuários

Outro destaque da cerimônia foi o anúncio de 700 aberturas de mercados internacionais para produtos agropecuários brasileiros desde janeiro de 2023.

As autorizações comerciais e sanitárias envolveram 99 destinos, considerando países e blocos econômicos.

O ministro da Agricultura, André de Paula, comparou o resultado com as 241 aberturas registradas durante o governo anterior.

Segundo estimativa da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), as exportações brasileiras destinadas aos mercados abertos desde 2023 já somaram US$ 5,8 bilhões.

A agência projeta que as vendas para esses destinos possam alcançar US$ 80 bilhões nos próximos quatro anos. O valor representa uma estimativa, não uma receita garantida.

Governo projeta safra de 366 milhões de toneladas e amplia financiamento rural

Durante o evento, André de Paula também apresentou projeções para o agronegócio brasileiro.

Segundo o ministro, a safra 2026/2027 deverá alcançar 366 milhões de toneladas. Ele também citou a meta de chegar a 29% do PIB agropecuário neste ano.

De Paula afirmou que as exportações brasileiras de alimentos acumulavam US$ 169 bilhões, cerca de US$ 2 bilhões abaixo dos Estados Unidos, e manifestou expectativa de liderança mundial até dezembro.

No financiamento rural, destacou mais de R$ 610 bilhões destinados ao Plano Safra atual, considerando agricultura empresarial e familiar.

O ministro também citou a autorização chinesa para importação de miúdos suínos brasileiros e afirmou esperar novas aberturas comerciais para os produtos agropecuários nacionais.

Com informações de Agência Brasil.

Fonte

https://agenciabrasil.ebc


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Romário Pereira de Carvalho.

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