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Alemanha aprova compra de mais 4 fragatas por cerca de € 5,6 bilhões e amplia frota para 8 navios de guerra antissubmarino

Alemanha aprova compra de mais 4 fragatas por cerca de € 5,6 bilhões e amplia frota para 8 navios de guerra antissubmarino

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Alemanha aprova compra de mais 4 fragatas por cerca de € 5,6 bilhões e amplia frota para 8 navios de guerra antissubmarino

Escrito por Andriely Medeiros de Araújo

Publicado em 10/10/2026 às 15:12

Atualizado em 10/10/2026 às 17:40

Indústria Naval

Canal

Alemanha aprova mais quatro fragatas MEKO A-200 DEU, amplia encomenda para oito navios antissubmarino e prevê a primeira entrega no fim de 2029. (Imagem ilustrativa)

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Alemanha aprova mais quatro fragatas MEKO A-200 DEU, amplia encomenda para oito navios antissubmarino e prevê a primeira entrega no fim de 2029.

O encerramento do programa F126, em junho de 2026, alterou os planos da Alemanha para reforçar sua frota militar. Na quinta-feira (8 de outubro), a Comissão de Orçamento do Parlamento alemão aprovou a aquisição de mais quatro fragatas MEKO A-200 DEU, fabricadas pela TKMS. Com a decisão, o programa passa a contemplar oito embarcações destinadas a ampliar a capacidade de guerra antissubmarino da Marinha alemã.

A nova autorização permite exercer uma opção prevista na contratação inicial, que já havia recebido aval parlamentar para quatro navios em 8 de julho. A ampliação ocorre após a mudança de rumo provocada pelo fim do F126, projeto cujos atrasos haviam motivado a busca por uma solução capaz de atender às necessidades da força naval em prazo mais curto.

Cancelamento do F126 ampliou a importância das fragatas MEKO

Antes de ganhar a dimensão atual, a encomenda das MEKO A-200 DEU era considerada uma alternativa intermediária para compensar os atrasos enfrentados pelo programa F126. A situação mudou quando o desenvolvimento daquela classe foi encerrado, levando a Alemanha a ampliar sua aposta em um modelo já existente e adaptado às exigências de sua Marinha.

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A previsão de adquirir oito fragatas coloca a nova encomenda em uma posição mais relevante no planejamento naval alemão. Além de buscar uma resposta mais rápida às necessidades operacionais, a decisão cria a possibilidade de utilizar recursos industriais que deixaram de estar comprometidos com o programa anterior.

Nesse cenário, a TKMS estuda incluir empresas e estaleiros que participaram do F126 na construção das novas embarcações. A eventual entrada desses parceiros dependerá da compatibilidade com as condições contratuais estabelecidas pelo cliente, sem prejudicar os compromissos de entrega assumidos pela fabricante.

TKMS poderá aproveitar fornecedores e estruturas já preparados para a construção

A ampliação da encomenda também tem consequências para a organização da produção. Como as primeiras quatro fragatas já haviam sido autorizadas, a fabricante poderá utilizar no lote adicional parte dos processos, instalações e fornecedores mobilizados para atender à contratação inicial.

Essa continuidade deverá favorecer a fabricação em série das embarcações, aproveitando os preparativos industriais realizados antes da nova decisão parlamentar. A expectativa divulgada pela TKMS é entregar a primeira fragata no fim de 2029, enquanto a empresa organiza a execução de um programa que considera o maior contrato de navios de superfície de sua história.

Oliver Burkhard, diretor-executivo da TKMS, atribuiu importância aos investimentos antecipados feitos pela companhia e por seus parceiros. Segundo o executivo, essas iniciativas permitirão acelerar a construção e contribuir para reduzir a deficiência de capacidade enfrentada pela Marinha alemã. Burkhard também interpretou a aprovação parlamentar como um reconhecimento dos preparativos realizados pela indústria.

Novo lote de fragatas envolve aproximadamente € 5,6 bilhões

A dimensão financeira da encomenda varia conforme os custos considerados em cada etapa. De acordo com informações da Reuters citadas pelo Defense News, o segundo lote envolve aproximadamente € 5,6 bilhões, montante que inclui despesas de acompanhamento do projeto e reservas previstas para a contratação.

A opção correspondente especificamente às quatro fragatas adicionais foi avaliada em cerca de € 5,3 bilhões. Já o primeiro conjunto de quatro embarcações teve valor divulgado de aproximadamente € 6,3 bilhões, referente à etapa que recebeu autorização parlamentar em julho.

Com a decisão de outubro, a Alemanha amplia uma encomenda naval de grande porte, acrescentando quatro unidades ao planejamento anterior. Os valores divulgados diferenciam os custos da opção contratual e os montantes mais amplos associados à execução do programa, sem representar necessariamente desembolsos já realizados.

Fragatas terão sonar rebocado, torpedos MU90 e helicóptero Sea Tiger

A capacidade de localizar e enfrentar submarinos será um dos principais elementos da configuração alemã. Cada MEKO A-200 DEU terá aproximadamente 121 metros de comprimento, deslocamento de 4.000 toneladas e tripulação básica composta por 121 militares.

Para cumprir as missões antissubmarino, o projeto prevê a combinação de diferentes equipamentos de detecção e armamentos. Entre os recursos anunciados estão:

A capacidade de combate não ficará limitada às operações contra submarinos. As fragatas também deverão receber um sistema de lançamento vertical para mísseis antiaéreos, lançadores de mísseis destinados a alvos navais e terrestres, além de diferentes peças de artilharia.

Embora a base da MEKO A-200 já seja utilizada por outros países, os equipamentos e sistemas de combate da versão DEU serão adaptados às necessidades específicas da Marinha alemã.

Padronização dos oito navios deverá facilitar operações da Marinha alemã

A escolha de uma mesma classe para as oito embarcações poderá trazer vantagens que ultrapassam suas capacidades de combate. Segundo o Ministério da Defesa alemão, a padronização deverá simplificar atividades como manutenção, preparação das tripulações e organização do suporte logístico necessário ao funcionamento da frota.

Os navios também deverão contribuir para os compromissos militares assumidos pela Alemanha com a OTAN. Entre as regiões mencionadas pelo ministério estão o Atlântico, os mares Báltico e do Norte e o extremo norte europeu, áreas contempladas no planejamento de atuação das novas fragatas.

A autorização parlamentar de outubro estabelece, assim, um novo alcance para uma aquisição que havia surgido como resposta aos atrasos do F126. Com oito unidades previstas, a Alemanha pretende ampliar sua capacidade antissubmarino, enquanto a TKMS poderá dar continuidade à produção em série e aproveitar parte da estrutura industrial disponível após o encerramento do programa anterior.

Fonte

Poder Naval


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Andriely Medeiros de Araújo.

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