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AMAGGI amplia uso de biodiesel e abastece 47 máquinas com B100 em fazendas no Mato Grosso
Escrito por Andriely Medeiros de Araújo
Publicado em 06/10/2026 às 10:13
Atualizado em 06/10/2026 às 10:15
Biocombustíveis Renováveis
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AMAGGI ampliou o uso de biodiesel B100 em Mato Grosso, abastecendo 47 máquinas de três fazendas durante operações agrícolas da safra 2025/26.
A AMAGGI colocou 47 máquinas agrícolas para operar com biodiesel puro em três propriedades de Mato Grosso e consumiu aproximadamente 360 mil litros de B100 durante atividades da safra 2025/26. A experiência ocorreu sem perda perceptível de potência, troca de componentes ou necessidade de modificar os equipamentos, resultado que levou a companhia a ampliar uma estratégia iniciada anteriormente em outras partes de sua operação.
O combustível produzido pela própria empresa foi utilizado durante etapas de colheita e também no preparo do solo. As atividades ocorreram entre julho e agosto, envolvendo lavouras de milho e algodão em diferentes regiões do estado.
Máquinas trabalharam sem adaptações para receber o B100
Um dos pontos observados pela AMAGGI foi o comportamento dos equipamentos em condições normais de trabalho no campo.
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Mesmo abastecidas exclusivamente com biodiesel puro, as máquinas mantiveram o desempenho esperado durante as operações realizadas nas propriedades. Segundo a companhia, não houve necessidade de substituir peças para viabilizar o uso do combustível nem de promover alterações mecânicas antes da utilização.
José Eduardo Tomaz, diretor Agro da empresa, afirmou que o desempenho verificado durante a safra reforçou a confiança da companhia no B100. De acordo com o executivo, o volume de cerca de 360 mil litros foi consumido sem redução perceptível de potência, acrescentando mais uma experiência prática à estratégia de sustentabilidade adotada pela empresa.
A operação envolveu equipamentos instalados em três unidades:
- Fazenda Nova, em Primavera do Leste;
- Fazenda Itamarati, localizada em Campo Novo do Parecis;
- Fazenda Água Quente, no município de Sapezal.
Expansão começou depois de experiências anteriores da AMAGGI
O uso de biodiesel puro não começou nesta safra.
Desde 2023, parte dos caminhões empregados no transporte de grãos da companhia já utiliza B100. A Fazenda Sete Lagoas, situada em Diamantino, avançou ainda mais e passou a abastecer todo o maquinário agrícola com esse combustível.
No primeiro semestre de 2026, essa propriedade também registrou outro marco interno: a primeira colheita de soja da AMAGGI realizada exclusivamente com máquinas movidas a biodiesel puro.
A companhia levou o combustível ainda para outra modalidade de transporte. O B100 já passou por avaliações em embarcações de sua frota fluvial, ampliando o número de operações nas quais a empresa procura verificar a viabilidade do produto.
Biodiesel entra na estratégia de redução de emissões
A ampliação do B100 faz parte das medidas adotadas pela companhia para diminuir as emissões associadas às suas atividades.
Outra frente citada pela empresa é a agricultura regenerativa e de baixo carbono, aplicada dentro de sua estratégia ambiental.
Segundo parâmetros do GHG Protocol mencionados pela companhia, a substituição de combustíveis fósseis pelo biocombustível pode proporcionar uma redução de até 99% nas emissões de gases de efeito estufa.
Nesse cenário, ampliar o uso do biodiesel em máquinas que participam diretamente das operações de campo permite testar o combustível justamente em atividades de elevada demanda operacional, como colheita e preparação de áreas agrícolas.
Mudança da ANP facilitou a utilização do biodiesel puro
A ampliação realizada em Mato Grosso também ocorreu depois de uma alteração regulatória.
Em julho, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis atualizou as normas relacionadas ao emprego voluntário de biodiesel.
Com a nova resolução, empresas deixaram de precisar de autorização prévia da agência federal para realizar experiências utilizando B100.
A retirada dessa exigência reduziu uma etapa administrativa que anteriormente antecedia esse tipo de operação. Para a AMAGGI, a mudança permitiu colocar mais rapidamente as máquinas das três propriedades para trabalhar utilizando apenas o biocombustível.
Resultado abre espaço para ampliar presença do B100 nas operações
A experiência da safra 2025/26 acrescentou três propriedades ao histórico de utilização do biodiesel puro pela companhia.
Diferentemente de uma avaliação restrita a poucas máquinas ou a uma única atividade, a operação envolveu dezenas de equipamentos e ocorreu durante etapas importantes do calendário agrícola.
O resultado observado pela AMAGGI — com funcionamento regular e ausência de modificações nos maquinários — reforça a possibilidade de incorporar o B100 a um número maior de atividades.
Fonte
AMAGGI
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Andriely Medeiros de Araújo.

