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Aneel prepara mudanças na rede elétrica para integrar energia solar, baterias e carros elétricos; consulta pública segue aberta até 9 de novembro

Aneel prepara mudanças na rede elétrica para integrar energia solar, baterias e carros elétricos; consulta pública segue aberta até 9 de novembro

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Aneel prepara mudanças na rede elétrica para integrar energia solar, baterias e carros elétricos; consulta pública segue aberta até 9 de novembro

Escrito por Roberta Souza

Publicado em 16/10/2026 às 22:15

Atualizado em 16/10/2026 às 22:20

Energia Renovável

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Proposta prevê novas exigências de monitoramento e controle da energia, enquanto o crescimento da geração solar e dos veículos elétricos transforma o funcionamento da rede brasileira.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) estuda mudanças nas regras de conexão de painéis solares, baterias e carros elétricos à rede de distribuição brasileira. Segundo reportagem da Revista Fotovolt, atualizada em 11 de setembro de 2026, a proposta busca preparar o sistema elétrico para consumidores que também produzem e armazenam eletricidade. A discussão ocorre por meio da Consulta Pública 033/2026, que permanece aberta até 9 de novembro de 2026.

Novas regras buscam preparar a rede elétrica para energia solar e veículos elétricos

O avanço da energia solar e da mobilidade elétrica está transformando o funcionamento das redes de distribuição.

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Antes, a eletricidade circulava principalmente das distribuidoras para os consumidores. Agora, residências e empresas também podem produzir energia, armazená-la e enviar excedentes à rede.

Além disso, o crescimento dos carros elétricos aumenta a necessidade de planejamento para atender aos novos pontos de recarga.

Por isso, a Aneel propõe atualizar o Módulo 3 dos Procedimentos de Distribuição de Energia Elétrica (Prodist), responsável pelas regras técnicas de conexão.

A proposta considera os chamados Recursos Energéticos Distribuídos (REDs), categoria que inclui geração solar, baterias e equipamentos capazes de ajustar o consumo de eletricidade.

Em vez de estabelecer exigências apenas pelo tipo de tecnologia, a agência pretende considerar como cada equipamento interage com a rede.

O avanço da mobilidade elétrica ajuda a explicar essa necessidade. Em reportagem do CPG, Roberta Souza mostrou que o Brasil se aproximou de 30 mil pontos públicos e semipúblicos de recarga para veículos eletrificados, com crescimento de 77% em um ano.

Distribuidoras poderão monitorar melhor a geração e o consumo de energia

Entre as mudanças propostas estão requisitos de monitoramento, comunicação, proteção elétrica e controle da potência injetada na rede.

Na prática, a Aneel pretende ampliar a capacidade das distribuidoras de acompanhar o funcionamento dos equipamentos conectados.

Além disso, as novas exigências poderão permitir respostas coordenadas quando determinadas condições ameaçarem a estabilidade do fornecimento.

Por exemplo, uma residência com painéis solares pode consumir energia em alguns momentos e enviar o excedente à rede em outros.

Enquanto isso, uma bateria pode armazenar eletricidade durante o dia e utilizá-la posteriormente.

Essas operações exigem maior capacidade de monitoramento, especialmente em regiões com muitos sistemas de geração distribuída.

Entretanto, a proposta não estabelece um bloqueio geral à energia solar nem determina que todos os consumidores instalem baterias.

A agência também pretende diferenciar as exigências conforme o porte e o impacto de cada instalação.

O armazenamento já ganha importância em outros mercados. Em reportagem do CPG, foi apresentado uma bateria de 1,6 GWh em construção na Alemanha, destinada a apoiar a integração de fontes renováveis.

Consulta pública recebe contribuições até 9 de novembro de 2026

A proposta surgiu de estudos desenvolvidos pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), em articulação com a Aneel e pesquisadores de universidades brasileiras.

Entre as instituições participantes estão a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), a Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e a Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste).

Agora, consumidores, distribuidoras, fabricantes, universidades e especialistas podem apresentar sugestões para aprimorar o texto.

A Consulta Pública 033/2026 começou em 10 de setembro e receberá contribuições até 9 de novembro de 2026.

Os interessados podem encaminhar manifestações ao endereço cp033_2026@aneel.gov.br, conforme as orientações da agência.

Além disso, a discussão ocorre em um momento de expansão das instalações de recarga em edifícios residenciais.

Em outra matéria do CPG, foi mostrado que a procura por carregadores de carros elétricos em condomínios cresceu 80%, aumentando a atenção sobre a capacidade e a segurança das instalações.

Entretanto, as mudanças discutidas pela Aneel ainda não representam regras definitivas. A agência deverá analisar as contribuições antes de decidir sobre a atualização do Prodist.

Assim, a consulta representa uma etapa importante para adaptar a rede brasileira a um cenário em que energia solar, baterias e veículos elétricos passam a compartilhar a mesma infraestrutura de distribuição.

Fonte

Arandanet Fotovolt


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Roberta Souza.

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