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Após 40 anos do desastre de Chernobyl, cientistas examinam 6 partículas radioativas e descobrem estabilidade inesperada no combustível nuclear
Escrito por Romário Pereira de Carvalho
Publicado em 12/10/2026 às 12:03
Atualizado em 12/10/2026 às 12:18
Ciência e Tecnologia
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Pesquisadores alemães analisaram seis partículas radioativas liberadas no desastre nuclear de Chernobyl, em 1986, e descobriram que o combustível mantém sua estrutura cristalina praticamente intacta, apesar de quatro décadas de exposição à radiação
Cientistas alemães descobriram que partículas radioativas de Chernobyl, liberadas durante o acidente nuclear de 1986, mantêm sua estrutura cristalina praticamente intacta quatro décadas depois. O resultado surpreendeu pesquisadores que investigam o comportamento desses materiais ao longo do tempo.
Cientistas analisaram seis partículas radioativas de Chernobyl
A pesquisa foi conduzida por especialistas da Universidade Leibniz de Hannover e do Centro Helmholtz de Dresden-Rossendorf, duas instituições alemãs.
Os pesquisadores examinaram seis partículas de combustível nuclear, com tamanhos entre 8 e 50 micrômetros, utilizando um feixe de raios X extremamente preciso.
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O procedimento ocorreu em um síncrotron localizado em Grenoble, na França. Cada fragmento passou por aproximadamente 2 mil medições de ângulo para revelar sua estrutura interna.
Combustível nuclear apresentou estabilidade inesperada
Os resultados mostraram que a estrutura cristalina do combustível permaneceu praticamente intacta, apesar das décadas transcorridas desde a explosão do reator.
A descoberta indica uma estabilidade química maior do que a esperada pelos pesquisadores.
Isso não significa que o material deixou de oferecer perigo. As partículas continuam radioativas, mesmo depois de aproximadamente 40 anos.
Estrutura pode dificultar a liberação de material radioativo
Uma das hipóteses levantadas pelos cientistas é que essa estabilidade funcione como uma espécie de proteção natural.
A estrutura poderia reter produtos de fissão e reduzir sua liberação no solo e na água da zona de exclusão de Chernobyl, na Ucrânia.
Entretanto, essa possibilidade ainda não foi comprovada por medições diretas da dispersão ambiental ao longo das décadas.
Pesquisa ajuda a compreender riscos nucleares
Publicado no Journal of Hazardous Materials, o estudo oferece informações sobre o comportamento de partículas de combustível nuclear após acidentes.
Os resultados podem contribuir para modelos de avaliação de riscos ambientais e para estudos sobre outros possíveis acidentes nucleares.
Uma questão permanece sem resposta: por quanto tempo essa estabilidade continuará? A pesquisa examinou as condições atuais das partículas, mas não determinou como elas se comportarão nas próximas décadas.
Essa matéria utilizou como fonte principal este artigo do Techetalk.
Fonte
https://techetalk.com.br/
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Romário Pereira de Carvalho.

