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Após atuar em mais de 20 países, americana Zupt fecha acordo com empresa do Rio para manter no Brasil equipamentos que medem tubulações no fundo do mar e criam modelos 3D de estruturas de petróleo
Escrito por Flavia Marinho
Publicado em 15/10/2026 às 06:51
Atualizado em 15/10/2026 às 06:55
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A parceria entre a Mitang Brasil, do Rio de Janeiro, e a americana Zupt mantém no país os sistemas C-PINS e 3D Recon para medir conexões submarinas e criar modelos 3D. O acordo vale desde 30 de setembro.
Uma empresa do Rio de Janeiro fechou acordo com a americana Zupt para manter no Brasil sistemas capazes de medir conexões entre tubulações e transformar estruturas de petróleo no fundo do mar em modelos tridimensionais. A parceria com a Mitang Brasil entrou em vigor em 30 de setembro e foi divulgada internacionalmente em 14 de outubro de 2026.
O acordo envolve dois equipamentos diferentes: o C-PINS, usado para medir a posição de estruturas que precisam ser conectadas no leito marinho, e o 3D Recon, que cria registros digitais para inspeções e análises de engenharia. As companhias pretendem atender operadoras e prestadoras de serviços em projetos offshore brasileiros.
Tubulações submarinas precisam de medidas exatas antes de receber peças de conexão
Poços e equipamentos instalados a grandes profundidades são conectados por trechos de tubulação conhecidos como jumpers e spools. Essas peças são fabricadas a partir das distâncias e dos ângulos entre os pontos de instalação. Uma diferença na geometria pode obrigar a refazer parte da fabricação antes de concluir a montagem no mar.
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O C-PINS usa sensores de navegação inercial para obter as medidas exigidas pela fabricação. A coleta pode ser acompanhada por profissionais embarcados ou por especialistas em terra, que recebem as informações enquanto uma equipe no navio opera o veículo submarino controlado remotamente, conhecido como ROV.
A Zupt testa o modelo de metrologia remota desde 2017. Em setembro de 2026, informou que acompanhava uma operação no Golfo do México com equipamento offshore e equipe técnica em Houston. Naquela campanha, a previsão contratual era entregar o primeiro conjunto de resultados em até 24 horas após o fim da coleta de dados.
Duas câmeras e sensores de movimento criam uma cópia 3D de equipamentos no fundo do mar
O 3D Recon registra imagens das estruturas submersas e as transforma em modelos tridimensionais. Engenheiros podem usar esses arquivos para conferir dimensões, localizar alterações em superfícies e comparar a condição de tubulações e equipamentos ao longo do tempo, sem precisar encostar um instrumento de medição em cada área examinada.
Um exemplo da tecnologia é o 3D Recon V2, descrito pela fabricante como um sistema com duas câmeras de alta resolução e sensores de movimento reunidos em uma carcaça preparada para operar a até 4.000 metros de profundidade. O equipamento pode ser acoplado a um ROV, que percorre as estruturas enquanto a equipe acompanha a qualidade do registro.
Em documentação de seu serviço de modelagem, a Zupt cita precisão de até 30 milímetros em uma distância de 30 metros. A empresa apresenta essa capacidade para aplicações de controle dimensional e reconstrução do ambiente submerso. A inspeção tridimensional também permite acompanhar corrosão, consumo de ânodos que protegem o metal e anomalias em equipamentos submarinos.
Em setembro, a fabricante informou ter mobilizado o 3D Recon V2 para uma campanha de inspeção no Golfo do México. Antes do trabalho no mar, a equipe havia concluído testes de integração e planejado as trajetórias necessárias para captar imagens das estruturas. A operação serviu como demonstração recente do uso do sistema em uma atividade de campo, separada da nova parceria brasileira.
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Parceira do Rio assume a logística e mantém tecnologia submarina disponível no Brasil
A Mitang Brasil, que mantém sede na Barra da Tijuca, ficará responsável pela coordenação comercial e pelo apoio operacional local. A atuação inclui fornecedores de logística e procedimentos alfandegários. A Zupt conservará a supervisão técnica dos procedimentos de levantamento, dos relatórios e dos resultados fornecidos aos contratantes.
O arranjo prevê que o C-PINS e o 3D Recon estejam disponíveis no país para futuros serviços. A intenção anunciada pelas empresas é reduzir o transporte repetido de equipamentos entre países e facilitar ajustes quando clientes precisarem alterar datas de mobilização, escopos de inspeção ou atividades embarcadas.
A Mitang já atua em posicionamento de estruturas submarinas, levantamentos hidrográficos, calibração de sistemas acústicos e controle dimensional. Seu portfólio inclui o mapeamento do leito oceânico para instalação de cabos e dutos, além da verificação de alinhamento e de condições de equipamentos submersos.
Depois de atuar em mais de 20 países, Zupt busca novos serviços no offshore brasileiro
Com sede em Houston e operações iniciadas em 2005, a Zupt informa ter executado projetos em mais de 20 países. Em julho de 2026, passou a integrar o grupo de tecnologia Rosenxt, que reúne negócios ligados à inspeção e à engenharia de infraestrutura crítica.
As empresas vão buscar contratos de levantamento, medição e inspeção no mercado offshore nacional. O acordo divulgado define a cooperação e a disponibilidade de tecnologia no Brasil; ainda não foram apresentados valores financeiros, volumes contratados ou um campo de petróleo específico para a primeira mobilização.
A instalação de equipamentos e a oferta de apoio local abrem caminho para que futuras campanhas de montagem e inspeção utilizem os sistemas sem novas remessas internacionais a cada serviço. Você considera que ter essa tecnologia disponível no Brasil pode facilitar operações no fundo do mar? Compartilhe sua opinião nos comentários.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Flavia Marinho.

