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Arqueólogos descobrem na China edifício de 5.000 anos, com 25 metros de comprimento e possível altura de 15 metros, ao lado de túmulos de antigos governantes
Escrito por Romário Pereira de Carvalho
Publicado em 22/10/2026 às 15:54
Atualizado em 22/10/2026 às 15:55
Ciência e Tecnologia
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Escavações na China revelaram vestígios de três construções antigas, incluindo um edifício de 25 metros de comprimento e possível altura de 15 metros, que pode ter servido para homenagear governantes mortos há milênios
Arqueólogos identificaram vestígios de três construções da civilização Liangzhu, na China, com aproximadamente 5 mil anos de história. As estruturas ficavam próximas a um antigo cemitério de elite e podem ter servido para cerimônias dedicadas a governantes falecidos.
Arqueólogos encontram 120 buracos no solo e reconstroem três edifícios antigos
A descoberta aconteceu em Fanshan, um importante sítio arqueológico localizado na província de Zhejiang, no leste da China. O local é conhecido por abrigar túmulos de membros da elite da civilização Liangzhu.
Durante as escavações em uma área a leste do cemitério, os pesquisadores encontraram 120 buracos de postes, que indicam onde antigas estruturas de madeira estavam apoiadas.
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Embora a madeira tenha desaparecido com o passar dos milênios, as marcas preservadas no terreno permitiram identificar o formato e a distribuição das construções.
Especialistas do Instituto Provincial de Relíquias Culturais e Arqueologia de Zhejiang dividiram os vestígios em três grupos, chamados F1, F2 e F3.
Para reconstruir os edifícios, a equipe analisou as medidas dos buracos e comparou os resultados com representações arquitetônicas preservadas em objetos de cerâmica da cultura Liangzhu.
O trabalho revelou três construções de tamanhos bastante diferentes, que podem ter desempenhado funções específicas dentro do complexo.
Maior construção tinha 25 metros de comprimento e poderia alcançar 15 metros de altura
Entre os edifícios reconstruídos, o maior chamou atenção pelas dimensões e pelo formato oval, considerado incomum pelos pesquisadores.
A estrutura F1 media aproximadamente 25,2 metros de comprimento por 16 metros de largura, ocupando uma área estimada de 316 metros quadrados.
A reconstrução sugere que o edifício possuía piso elevado de madeira, uma passagem ao redor da construção e um telhado de grandes proporções.
Segundo a análise arquitetônica, sua altura total poderia chegar a aproximadamente 15 metros. Esse número, porém, representa uma estimativa baseada na reconstrução, e não uma medida diretamente comprovada.
Perto dele, os arqueólogos identificaram um segundo edifício, de formato circular, com aproximadamente 105 metros quadrados.
A terceira construção era bem menor. Tinha formato aproximadamente quadrado e ocupava apenas 23 metros quadrados.
Os vestígios também sugerem a existência de uma passagem que conectava o edifício principal à estrutura circular.
Civilização Liangzhu pode ter realizado cerimônias em homenagem aos mortos
A localização das construções levantou uma hipótese importante sobre os costumes funerários da antiga sociedade chinesa.
Os três edifícios estavam próximos de sepultamentos de grande prestígio, incluindo o Túmulo M12, conhecido pela presença de valiosos objetos de jade.
Wang Ningyuan, pesquisador sênior responsável pelas investigações arqueológicas de Liangzhu, sugeriu que a maior construção poderia ter funcionado como um xiangdian.
Esse tipo de espaço estaria associado a cerimônias realizadas em memória de governantes falecidos ou ancestrais de posição elevada.
A hipótese considera o tamanho do edifício, sua arquitetura diferenciada e a localização próxima dos túmulos.
Entretanto, a função cerimonial ainda não foi comprovada. Os pesquisadores pretendem buscar novas evidências para determinar como esses espaços eram utilizados.
Vestígios de lareiras e resíduos de atividades cotidianas, por exemplo, poderiam ajudar a diferenciar um salão ritual de uma residência da elite.
Cemitério de 5 mil anos também era cercado por grandes muralhas
As construções fazem parte de um complexo arqueológico ainda maior.
Escavações anteriores identificaram um recinto retangular ao redor da área funerária, com aproximadamente 180 metros de comprimento por 140 metros de largura.
A datação por radiocarbono de trechos das muralhas leste e sul indica que o recinto foi construído há cerca de 5 mil anos.
Esse período coincide aproximadamente com os sepultamentos mais importantes encontrados no cemitério.
A proximidade cronológica reforça a hipótese de que os túmulos, as muralhas e os edifícios integravam um mesmo conjunto planejado.
Caso essa interpretação seja confirmada, Fanshan poderá representar um exemplo antigo de organização arquitetônica voltada ao sepultamento e à homenagem de integrantes da elite.
Túmulos descobertos em 1986 guardavam objetos valiosos de jade
Fanshan ganhou destaque nas pesquisas arqueológicas em 1986, quando escavações revelaram sepultamentos acompanhados por objetos elaborados de jade.
Entre os materiais encontrados estavam um grande cong, objeto ritual com formato externo quadrado e abertura circular, e um machado cerimonial produzido com a mesma pedra.
A presença desses artefatos nos túmulos fornece evidências sobre a importância social e cerimonial atribuída a determinados indivíduos da civilização Liangzhu.
Agora, os vestígios arquitetônicos ampliam as possibilidades de investigação sobre o uso desse espaço funerário.
As próximas escavações deverão examinar indícios das atividades realizadas nas construções, especialmente aqueles capazes de esclarecer se eram utilizadas em cerimônias, como residências ou para outras finalidades.
Dados e informações: Arkeonews.
Fonte
https://arkeonews.net/pos
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Romário Pereira de Carvalho.

