Ícone do site Portal Estado do Acre Notícias

Audi testa robôs humanoides com inteligência artificial e dois braços mecânicos em fábrica na Alemanha para automatizar a seleção de peças e transformar a logística de produção de veículos

Audi testa robôs humanoides com inteligência artificial e dois braços mecânicos em fábrica na Alemanha para automatizar a seleção de peças e transformar a logística de produção de veículos

Faça um comentário

5 min de leitura

Audi testa robôs humanoides com inteligência artificial e dois braços mecânicos em fábrica na Alemanha para automatizar a seleção de peças e transformar a logística de produção de veículos

Escrito por Viviane Alves

Publicado em 24/10/2026 às 00:29

Equipamentos com braços articulados e base móvel representam a tecnologia avaliada pela Audi para organizar peças e reduzir tarefas repetitivas na produção de veículos.

Seja o primeiro a reagir!

Prefira o CPG no Google

Parceria com Agile Robots, Nvidia e Dassault Systèmes aposta em fábricas virtuais para acelerar testes e permitir que trabalhadores se concentrem em atividades mais complexas.

A Audi iniciou, em outubro de 2026, um projeto para testar robôs humanoides equipados com inteligência artificial na fábrica de Ingolstadt, na Alemanha. A iniciativa reúne a montadora alemã e as empresas Agile Robots, Nvidia e Dassault Systèmes para desenvolver uma solução capaz de automatizar a seleção e a organização de componentes utilizados na produção de veículos premium.

O projeto busca enfrentar um desafio da logística automotiva: a necessidade de realizar aproximadamente 1 milhão de seleções diárias de peças para abastecer as linhas de montagem. Para isso, a Audi avalia equipamentos móveis com dois braços mecânicos, capazes de reconhecer e movimentar diferentes materiais sem exigir mudanças na infraestrutura industrial existente.

Robôs humanoides da Audi utilizam dois braços mecânicos para identificar e movimentar componentes

A tecnologia desenvolvida para a fábrica de Ingolstadt combina uma base móvel, dois braços mecânicos e sistemas de percepção orientados por inteligência artificial. Essa estrutura permite que os equipamentos identifiquem diferentes componentes, reconheçam suas posições e realizem movimentos necessários para organizar os materiais destinados à produção.

ARTIGO CONTINUA ABAIXO

Veja também

Um dos aspectos do projeto é a capacidade de trabalhar na mesma altura dos operadores humanos. Com essa característica, os robôs podem circular e executar tarefas em espaços industriais existentes, sem a necessidade de grandes adaptações nas instalações.

A Audi conduz os testes como uma prova de conceito, etapa destinada a verificar a viabilidade técnica dos equipamentos. O objetivo é compreender como a robótica móvel pode assumir atividades repetitivas e contribuir para o funcionamento das operações logísticas.

Robô humanoide com braços mecânicos realiza a separação de componentes em ambiente industrial, ilustrando a tecnologia de inteligência artificial testada pela Audi para automatizar a logística de peças na Alemanha.

Gêmeo digital da fábrica permite simular movimentos e reduzir o tempo de avaliação dos equipamentos

Antes de realizar os testes físicos, os engenheiros da Audi utilizam um ambiente virtual para analisar o comportamento dos robôs. O sistema foi desenvolvido com plataformas digitais da Dassault Systèmes e bibliotecas tecnológicas da Nvidia, formando uma representação digital das instalações industriais.

Conhecida como gêmeo digital, essa tecnologia permite reproduzir condições de trabalho e verificar aspectos como ergonomia, tempo de execução, viabilidade operacional e segurança. Dessa maneira, a equipe consegue identificar dificuldades antes de colocar os equipamentos em funcionamento no Production Lab, laboratório de produção da montadora.

O uso de inteligência artificial nas simulações também busca acelerar o desenvolvimento. Segundo as informações do projeto, a tecnologia pode reduzir de semanas para poucos dias o tempo necessário para determinadas validações, tornando o processo de avaliação mais rápido.

Peças flexíveis e caixas com componentes misturados dificultam a automação da logística automotiva

A seleção de peças representa uma das atividades mais complexas da logística industrial porque envolve materiais com formatos e características diferentes. Alguns componentes são semirrígidos, enquanto outros apresentam estruturas flexíveis que dificultam a movimentação automatizada.

O desafio aumenta quando os materiais chegam organizados de maneira irregular em caixas mistas. Nessas situações, os equipamentos precisam identificar cada objeto, reconhecer sua posição e determinar como movimentá-lo sem comprometer a operação.

Para enfrentar essas condições, os robôs humanoides utilizam sistemas de percepção por inteligência artificial. A tecnologia permite reconhecer, alinhar e manipular peças variadas, uma capacidade importante para automatizar o sequenciamento de componentes que abastecem as linhas de montagem.

Robô humanoide com braços articulados manipula componentes automotivos em uma caixa de peças, ilustrando os testes da Audi com inteligência artificial para automatizar tarefas logísticas na Alemanha.

Automação de tarefas repetitivas pode permitir que funcionários assumam atividades mais complexas

A proposta da Audi não se limita à movimentação de peças dentro da fábrica. O projeto também pretende reorganizar a distribuição das atividades entre trabalhadores e sistemas automatizados, especialmente nas etapas que exigem grande quantidade de movimentos repetitivos.

Com a utilização dos robôs, a montadora busca transferir parte das tarefas de triagem e organização de componentes para os equipamentos. Isso permitiria que os operadores humanos concentrassem seus esforços em atividades de maior complexidade dentro do processo produtivo.

A integração com a infraestrutura existente também faz parte dessa estratégia. Como os equipamentos foram projetados para atuar nos espaços utilizados pelos trabalhadores, a empresa pretende avaliar sua aplicação sem modificar a estrutura da unidade industrial.

Recomendado para você

Indústria

Primeiro leilão de gás natural da União vende 100% dos 110 lotes para 23 empresas, negocia 1,1 milhão de m³ por dia e registra ágio médio de 35% para fornecimento em 2027

Braskem, Vale, Gerdau, CSN e Yara Brasil estão entre as compradoras do combustível, que terá preço vinculado ao mercado internacional e entrega a partir de Itaboraí, no Rio de Janeiro

O…

Viviane Alves

0

Testes na Alemanha avaliam como inteligência artificial e robótica móvel podem melhorar a produção de veículos

A iniciativa conduzida em Ingolstadt reúne tecnologias de diferentes empresas para verificar a viabilidade da automação de atividades logísticas. A Agile Robots participa do desenvolvimento dos equipamentos, enquanto Nvidia e Dassault Systèmes fornecem recursos tecnológicos utilizados nas simulações digitais.

O projeto combina a movimentação física realizada pelos robôs com sistemas capazes de interpretar objetos e ambientes. Ao mesmo tempo, o gêmeo digital permite avaliar previamente o funcionamento dos equipamentos e os requisitos de segurança.

Embora a tecnologia apresente possibilidades para a logística automotiva, a Audi ainda conduz o programa como uma prova de conceito. Os testes buscam verificar o desempenho dos robôs antes de qualquer aplicação mais ampla nas instalações industriais.

A experiência na fábrica alemã poderá ajudar a montadora a compreender como integrar inteligência artificial, robótica móvel e simulações digitais às operações de produção, mantendo o foco na eficiência logística e na execução de tarefas repetitivas.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Viviane Alves.

Sair da versão mobile