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Botijão pode ficar até R$ 8 mais caro na Bahia após reajuste de 9% da Acelen, diz sindicato
Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges
Publicado em 05/10/2026 às 07:25
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O Sindrevgás diz que o botijão deve subir de R$ 7 a R$ 8 na Bahia após o reajuste de 9% da Acelen no gás de cozinha.
O botijão pode ficar de R$ 7 a R$ 8 mais caro na Bahia, estima o Sindicato dos Revendedores de Gás (Sindrevgás). O reajuste de 9% no preço do GLP vale desde a quinta-feira, 1º de outubro de 2026. Quem aplicou foi a Acelen, dona da Refinaria de Mataripe.
A informação do sindicato é do iBahia. A nota da Acelen, publicada na íntegra pelo Farol da Bahia, confirma o reajuste de 9% no preço do gás de cozinha.
O que a Acelen reajustou no gás de cozinha?
A Acelen atualizou o preço do GLP que vende às distribuidoras do mercado baiano. A tonelada passou de R$ 3.643,40 para R$ 3.971,60, um “aumento de 9%”, como diz a nota. Esse percentual vale para o preço do gás de cozinha na refinaria, e não para o botijão na revenda.
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A diferença é de R$ 328,20 por tonelada, conta do CPG. A refinaria vende às distribuidoras, e é depois delas que o gás de cozinha chega às revendas e ao consumidor.
Quanto o botijão pode subir para o consumidor?
O Sindrevgás afirma que o botijão deve ficar, em média, de R$ 7 a R$ 8 mais caro, informa o iBahia. A faixa é uma estimativa do sindicato, e o valor final varia de acordo com cada revendedora.
A apuração da TV Bahia, citada pelo iBahia, indica que o botijão pode chegar a R$ 170 em Salvador.
O reajuste da refinaria bate com os R$ 7 a R$ 8 do sindicato?
Não é o mesmo número, mostra a conta do CPG. Os R$ 328,20 por tonelada equivalem a R$ 4,27 por botijão de 13 kg (328,20 x 0,013). Esse é o aumento na saída da refinaria, antes das distribuidoras e das revendas.
A estimativa do Sindrevgás, de R$ 7 a R$ 8, é de 1,6 a 1,9 vez esse valor. A diferença, de R$ 2,73 a R$ 3,73 por botijão, também é conta do CPG, feita entre números de fontes diferentes.
Entre a refinaria e a casa do consumidor ficam as distribuidoras e as revendas. O CPG mostrou que a ANP apontou, na semana de 27 de setembro a 3 de outubro, uma margem estimada de distribuição e revenda de R$ 59,75 (52%). O preço médio do botijão no país era R$ 114,88, referência nacional que não é o preço da Bahia.
Para dar dimensão, R$ 7 a R$ 8 equivalem a 6,1% a 7,0% desses R$ 114,88, conta do CPG. É só uma régua de comparação, porque o consumidor baiano paga o preço da sua revenda.
O que a Acelen diz sobre o reajuste?
A Acelen diz que os preços da Refinaria de Mataripe para as distribuidoras seguem critérios de mercado. Entre as variáveis, cita o custo do petróleo, comprado a preços internacionais, o câmbio e o frete, “podendo variar para cima ou para baixo”.
A empresa afirma ter uma política de preços transparente, amparada por critérios técnicos e em consonância com as práticas internacionais de mercado.
O que muda para quem compra gás de cozinha na Bahia?
O reajuste chega ao consumidor pelo preço que cada revenda cobra. O iBahia diz que esse valor varia de uma revendedora para outra, conforme os custos de distribuição e de comercialização. Quem for comprar pode comparar o preço entre as revendas do bairro, já que o valor não é o mesmo em todas.
Não é a primeira alta de botijão citada por um sindicato de revendedores nas últimas semanas. O CPG mostrou em 21 de setembro que o Sinergás, sindicato do Centro-Oeste, apontava altas de R$ 4 a R$ 8 no botijão.
A conta fica assim: a refinaria subiu cerca de R$ 4,27 por botijão, conta do CPG, e o Sindrevgás estima de R$ 7 a R$ 8 para o consumidor baiano.
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Gás de cozinha
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Maria Heloisa Barbosa Borges.

