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Brasil constrói seu primeiro submarino de propulsão nuclear e prepara instalação capaz de trocar combustível de reator debaixo d’água

Brasil constrói seu primeiro submarino de propulsão nuclear e prepara instalação capaz de trocar combustível de reator debaixo d’água

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Brasil constrói seu primeiro submarino de propulsão nuclear e prepara instalação capaz de trocar combustível de reator debaixo d’água

Escrito por Bruno Teles

Publicado em 28/10/2026 às 15:45

Atualizado em 28/10/2026 às 15:50

Indústria Naval

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Marinha do Brasil mostra à ANSN estudos para proteger de encostas a base em Itaguaí que fará a troca de combustível nuclear do submarino de propulsão nuclear.

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O Álvaro Alberto, primeiro submarino de propulsão nuclear da América Latina, está em construção em Itaguaí, com lançamento estimado para 2037. Em 30 de junho de 2026, a Marinha do Brasil apresentou à ANSN estudos de contenção de encostas da base que fará a troca de combustível nuclear do submarino.

A Marinha do Brasil está construindo no Complexo Naval de Itaguaí, no Rio de Janeiro, o SN-BR Álvaro Alberto (SN-10), primeiro submarino de propulsão nuclear da América Latina. No mesmo complexo, a Força prepara o Complexo de Manutenção Especializada (CME), instalação que fará, em sua rotina, a troca do combustível nuclear do submarino.

Os dados sobre o cronograma e o orçamento do Álvaro Alberto foram publicados pelo site argentino redcastrense.com.ar. As informações sobre o CME foram divulgadas pela Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN) em 1º de julho de 2026, depois de uma reunião técnica com a Marinha realizada no dia 30 de junho.

Álvaro Alberto faz parte do Programa de Desenvolvimento de Submarinos

Álvaro Alberto, submarino de propulsão nuclear da Marinha do Brasil, tem lançamento estimado para 2037; base em Itaguaí fará a troca de combustível nuclear.

O Álvaro Alberto integra o Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB), da Marinha do Brasil. Segundo o redcastrense.com.ar, o projeto tornaria a Força uma marinha superior no Atlântico Sul, caso seja concluído com sucesso.

O submarino é identificado pelas siglas SN-BR e SN-10.

Primeiro corte do casco foi feito em junho de 2024

A construção do submarino de propulsão nuclear começou com o primeiro corte da chapa do casco, em junho de 2024, de acordo com o site argentino.

A próxima etapa é a quilha, prevista para 2027.

Lançamento do submarino está estimado para 2037

O lançamento do Álvaro Alberto está estimado para 2037. A entrada em serviço deve ocorrer por volta dessa data ou logo depois, segundo a publicação.

O cronograma depende do orçamento, que o site aponta como um desafio para o programa.

Marinha pediu R$ 1 bilhão a mais em 2026 para evitar atrasos

A Marinha do Brasil solicitou um adicional de R$ 1 bilhão em 2026 para evitar atrasos no projeto, de acordo com o redcastrense.com.ar.

O texto argentino conclui que o desafio agora é superar os obstáculos orçamentários e técnicos para que o submarino deixe o papel.

Submarino nuclear se diferencia da classe Riachuelo

Os submarinos da classe Riachuelo, já em serviço ou em fase de testes, são convencionais, com propulsão diesel-elétrica. Um submarino de propulsão nuclear, segundo a publicação, oferece alcance praticamente ilimitado e maior velocidade submersa.

O site cita ainda furtividade aprimorada e mais capacidade de patrulha em águas profundas.

Amazônia Azul, rotas e petróleo e gás entram na conta

Segundo o redcastrense.com.ar, o submarino permitiria ao Brasil controlar com mais eficiência sua Zona Econômica Exclusiva, a chamada Amazônia Azul. Também ajudaria a proteger rotas de navegação e recursos offshore, como petróleo e gás.

Outro ganho apontado é a redução dos tempos de resposta no Atlântico Sul.

Três submarinos nucleares reduziriam deslocamento de 15 para 4 dias

Autoridades da Marinha brasileira propuseram a construção de três submarinos nucleares no futuro, para manter presença contínua no mar, segundo o site.

Com essa frota, o tempo de deslocamento até áreas críticas cairia de 15 dias para 4 dias.

Brasil entraria no grupo de seis países com submarino nuclear de ataque

Se o projeto for bem-sucedido, o Brasil vai se juntar ao grupo de países capazes de operar submarinos de ataque movidos a energia nuclear. Hoje fazem parte dele Estados Unidos, Rússia, China, França, Reino Unido e Índia, conforme a publicação.

O site ressalta que o país não busca armas atômicas, mas propulsão nuclear sob supervisão internacional.

Base de Itaguaí fará a troca de combustível nuclear

O Complexo de Manutenção Especializada fica no Complexo Naval de Itaguaí (CNI), na Ilha da Madeira. Segundo a ANSN, a instalação conta com um forte esquema de segurança e vai servir de base ao futuro submarino de propulsão nuclear convencionalmente armado.

A troca de combustível nuclear do submarino fará parte da rotina do CME, de acordo com a Autoridade.

Reunião técnica com a ANSN foi realizada em Botafogo

O encontro entre a ANSN, a Marinha do Brasil e empresas contratadas pela Força aconteceu no auditório Carneiro Felippe, no bairro de Botafogo.

A reunião foi promovida pela Coordenação-Geral de Reatores (CGRE) da ANSN, conduzida pelo coordenador-geral do setor, Daniel Palma.

Três frentes técnicas da Autoridade acompanharam a apresentação

Ciro Maestre y Dutra, coordenador da Divisão de Ensaios e Materiais (DIEMA), e Lays Dhyppolito, coordenadora da Divisão de Indústria do Ciclo do Combustível (DICIC), participaram do encontro.

Servidores que integram o GT-CIVIL da Autoridade completaram a equipe.

Estudos preveem cortes e contenções nas encostas de Itaguaí

Durante a reunião, foram apresentados estudos feitos recentemente no local para projetar cortes e contenções nas encostas próximas ao complexo em Itaguaí.

Segundo a ANSN, o objetivo é garantir que um eventual colapso de encosta não atinja as instalações nucleares, onde será feita a troca de combustível nuclear.

Daniel Palma diz que conversas economizam meses de documentação

Ao fim do evento, o coordenador-geral de Reatores da ANSN, Daniel Palma, destacou que encontros como esse aceleram os assuntos em análise.

“A cada conversa dessa, nós sanamos dúvidas e economizamos meses de discussão em idas e vindas de documentação técnica, então, é de fato uma boa prática, pois muitas vezes, quando chega um relatório, nós sentamos para analisar e levamos um tempo que poderia ser resolvido com uma conversa. Hoje foi um dia importante também por isso, para que essa prática interinstitucional permaneça”, afirmou.

Nova reunião sobre a base deve ser marcada em até 30 dias

A ANSN e a Marinha do Brasil combinaram um novo encontro sobre as encostas do CME, que será marcado em até 30 dias, segundo a Autoridade.

Enquanto isso, o Álvaro Alberto segue com a quilha prevista para 2027 e o lançamento estimado para 2037.

Para você, o Brasil deve manter o investimento no Álvaro Alberto mesmo com o desafio do orçamento, ou o programa deveria ser revisto? Deixe sua opinião nos comentários.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Bruno Teles.

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