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Brasil encontra novos indícios de cobre, zinco, ouro e prata no fundo do Atlântico durante expedição de 29 dias e investiga possíveis depósitos minerais

Brasil encontra novos indícios de cobre, zinco, ouro e prata no fundo do Atlântico durante expedição de 29 dias e investiga possíveis depósitos minerais

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Brasil encontra novos indícios de cobre, zinco, ouro e prata no fundo do Atlântico durante expedição de 29 dias e investiga possíveis depósitos minerais

Escrito por Romário Pereira de Carvalho

Publicado em 23/10/2026 às 17:15

Atualizado em 23/10/2026 às 17:20

Mineração

Grupo

Imagem: Ilustração

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Expedição do Serviço Geológico do Brasil encontra sinais de atividade hidrotermal no fundo do Oceano Atlântico, indicando possível presença de depósitos minerais valiosos. Novas análises vão determinar o potencial da região investigada pelos cientistas

O Brasil identificou novos indícios de minerais no Atlântico durante uma expedição científica que investigou três áreas do fundo do oceano. Os pesquisadores encontraram sinais de possível atividade hidrotermal, fenômeno que pode estar ligado à formação de depósitos de metais valiosos.

Imagem: SGB

Expedição brasileira encontra sinais de minerais no Atlântico

A descoberta foi divulgada pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB) na quinta-feira, 22 de outubro. A missão ocorreu na Cordilheira Mesoatlântica, no Atlântico Equatorial, ao norte do arquipélago de São Pedro e São Paulo.

Segundo informações publicadas pela CNN Brasil, os pesquisadores identificaram alterações na concentração de partículas suspensas na água. Esses sinais podem indicar fontes hidrotermais associadas à formação de depósitos minerais.

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A região investigada fica em águas internacionais, nas proximidades dos limites marítimos brasileiros. O trabalho envolveu levantamentos geofísicos, análises oceanográficas e coleta de materiais encontrados no fundo do mar.

A expedição aconteceu entre 9 de setembro e 8 de outubro, a bordo do navio de pesquisa hidroceanográfico Vital de Oliveira.

Durante os 29 dias de investigação, os cientistas analisaram três áreas consideradas promissoras para estudos de atividade hidrotermal.

Apesar dos resultados, ainda não existe confirmação de jazidas economicamente aproveitáveis. O material recolhido precisa passar por novas análises.

Como cobre, zinco, ouro e prata podem aparecer no fundo do oceano

Os pesquisadores procuram principalmente os chamados sulfetos polimetálicos maciços. São depósitos formados por processos geológicos que acontecem abaixo da superfície oceânica.

O fenômeno começa quando a água do mar entra em rachaduras das rochas e encontra regiões aquecidas pelo calor interno da Terra.

Essa água quente pode carregar metais dissolvidos. Quando retorna ao fundo oceânico e encontra a água fria, parte dos minerais se concentra e forma depósitos.

Com o passar do tempo, essas estruturas podem acumular cobre, zinco e, em determinadas condições, ouro e prata.

Esses metais têm diferentes aplicações industriais. O cobre é utilizado em redes elétricas e equipamentos eletrônicos. O zinco serve principalmente para proteger o aço contra corrosão.

Já o ouro e a prata também são empregados na fabricação de componentes tecnológicos.

Entretanto, encontrar sinais hidrotermais não significa descobrir uma mina. Ainda é necessário verificar quanto metal existe, sua concentração e a possibilidade de aproveitamento econômico.

Navio brasileiro coletou sedimentos para investigar milhões de anos de história

Um dos resultados da missão foi a recuperação de amostras de sedimentos com até três metros de comprimento.

Conforme o comunicado oficial do SGB, esse material poderá ajudar os pesquisadores a compreender milhões de anos da história geológica da região.

As amostras também serão examinadas em busca de minerais associados à atividade hidrotermal.

Além disso, os cientistas coletaram água para estudos de DNA ambiental, técnica utilizada para identificar vestígios deixados por organismos marinhos.

O método permite investigar a biodiversidade sem precisar capturar os animais.

A operação contou com a cooperação da Marinha do Brasil, do SGB, da Petrobras e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

Exploração de minerais em águas profundas ainda enfrenta obstáculos

Mesmo que depósitos minerais sejam confirmados, a retirada comercial desses materiais não será imediata.

A mineração submarina exige equipamentos capazes de funcionar sob pressões extremas. Também são necessários sistemas para transportar o minério até a superfície.

Outro problema envolve os possíveis impactos sobre ecossistemas marinhos ainda pouco conhecidos.

Nas áreas internacionais, a Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos (ISA) continua discutindo regras para a mineração comercial em grandes profundidades.

A instituição ainda não concedeu autorizações para extração comercial nessas regiões, embora existam contratos voltados à pesquisa mineral.

Novas análises vão determinar o potencial da região

A expedição faz parte do projeto Procordilheira, ligado ao programa brasileiro PROAREA, que investiga recursos minerais em áreas internacionais do Atlântico.

Os dados coletados poderão orientar novas campanhas científicas e estudos mais detalhados.

Também poderão subsidiar futuras decisões sobre pedidos de direitos de exploração mineral.

Por enquanto, o trabalho permanece na fase de investigação. A prioridade é confirmar a existência de atividade hidrotermal e compreender as características geológicas e biológicas das áreas pesquisadas.

Dados e informações: CNN.

Fonte

https://www.cnnbrasil.com


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Romário Pereira de Carvalho.

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