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Brasil tem o menor desmatamento em unidades federais da Amazônia desde 2008: 111 km² em 2026, área de 15 mil campos de futebol e 17% a menos que em 2025

Brasil tem o menor desmatamento em unidades federais da Amazônia desde 2008: 111 km² em 2026, área de 15 mil campos de futebol e 17% a menos que em 2025

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Brasil tem o menor desmatamento em unidades federais da Amazônia desde 2008: 111 km² em 2026, área de 15 mil campos de futebol e 17% a menos que em 2025

Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges

Publicado em 25/10/2026 às 20:37

Meio Ambiente

Grupo

Imagem do satélite CBERS-4, de 2018, com desmatamento detectado dentro da Reserva Biológica Nascentes da Serra do Cachimbo, em Altamira (PA). Foto: Oton Barros/INPE

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O desmatamento nas unidades de conservação federais caiu 17% em um ano e 82% desde o pico de 2021, mas cinco áreas, quase todas no Pará, ainda somam 69% da perda

O desmatamento dentro das unidades de conservação federais da Amazônia Legal caiu para 111 km² em 2026. É a menor área desde o início da série histórica, em 2008, segundo a nota do ICMBio. Em 2025, tinham sido 134 km², ou seja, a queda foi de 17%.

Para ter uma ideia do tamanho: 111 km² equivalem a cerca de 15,5 mil campos oficiais de futebol, de 105 por 68 metros. A conta é nossa.

De onde vem esse número?

O ICMBio usa os dados do PRODES, o sistema do Inpe que mede o desmatamento por satélite. Pelo PRODES, o pior ano da série dentro das unidades federais da Amazônia foi 2021, com 618 km².

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Entre 2019 e 2022, o desmatamento nessas áreas cresceu muito. A partir de 2023, veio o que um coordenador do instituto chamou de “redução gigantesca”.

AnoDesmatamento nas unidades federais da Amazônia2021618 km² (pico da série)2025134 km²2026111 km²

De 2021 a 2026, a queda chega a 82%, de acordo com o ICMBio.

Quais unidades concentram o desmatamento?

Cinco unidades respondem por 69% do desmatamento nas áreas federais da Amazônia em 2026. Juntas, somam 76 km²:

Só a Flona de Altamira responde por um quarto de todo o desmatamento nas unidades de conservação federais do bioma: 27,8 de 111 km².

O ICMBio cuida de cerca de 150 unidades de conservação federais na Amazônia, que protegem mais de 64 milhões de hectares. Segundo o instituto, os dados do PRODES mostram onde a pressão é maior e ajudam a mandar a fiscalização para esses lugares.

E na Amazônia inteira, quanto caiu?

Na Amazônia Legal como um todo, a queda foi ainda maior. O PRODES mediu 3.335 km² de desmatamento entre agosto de 2025 e julho de 2026, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

É uma queda de 41,8% sobre o período anterior, a maior da série.

Do desmatamento total da Amazônia Legal, só 3,3% ocorreu dentro das unidades de conservação federais, segundo o ICMBio.

E o Cerrado, como ficou?

No Cerrado, as unidades de conservação federais tiveram 47 km² desmatados em 2026, espalhados por 29 unidades. São 8% a menos que os 51 km² de 2025.

No bioma inteiro, o Cerrado perdeu 5.517 km² em 2026, uma queda de 23,75% em relação ao ano anterior, de acordo com a mesma nota do ICMBio.

O que explica a queda, segundo o ICMBio?

Para o instituto, o resultado vem de um esforço acumulado ao longo dos anos. A nota cita o conhecimento técnico, a identificação das áreas mais pressionadas e a fiscalização, feita de forma remota e em campo.

O próximo retrato sai com o PRODES de 2027. Até lá, as cinco áreas do topo da lista continuam sendo o principal alvo do monitoramento.

Tags

desmatamento, Amazônia, unidades de conservação, ICMBio, PRODES, Inpe, Flona de Altamira


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Maria Heloisa Barbosa Borges.

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