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Canola para biodiesel avança no Rio Grande do Sul com expansão de 102,64% na área plantada

Canola para biodiesel avança no Rio Grande do Sul com expansão de 102,64% na área plantada

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Canola para biodiesel avança no Rio Grande do Sul com expansão de 102,64% na área plantada

Escrito por Fabio Lucas Carvalho

Publicado em 28/10/2026 às 19:11

Biocombustíveis Renováveis

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A área plantada de canola no Rio Grande do Sul cresceu 102,64% em 2026, alcançando 353 mil hectares. A expansão fortalece o potencial da oleaginosa como matéria-prima para biodiesel e alimentação animal no estado.

A canola para biodiesel ganha espaço no Rio Grande do Sul. A área cultivada com a oleaginosa mais que dobrou em 2026, enquanto produtores discutem como transformar a expansão das lavouras em mercado e renda.

Área cultivada ultrapassa 353 mil hectares

O cultivo chegou a uma estimativa de 353.397 hectares neste ano, contra 174.394 hectares em 2025. A diferença representa 179.003 hectares adicionais, conforme dados da Emater/RS-Ascar divulgados pela Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (Aprobio).

Segundo reportagem publicada pela BiodieselBR em 15 de outubro, o crescimento foi de 102,64%. Isso significa que a área estimada para 2026 corresponde a pouco mais do dobro da registrada no ano anterior.

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Os números medem a área cultivada, não o volume colhido. A expansão também coloca a oleaginosa entre as alternativas consideradas pelos agricultores para ocupar as lavouras durante a safra de inverno.

Óleo pode abastecer produção de combustível

A canola oferece duas possibilidades de aproveitamento após o processamento dos grãos. O óleo extraído pode ser direcionado à fabricação de biodiesel, enquanto o farelo restante tem aplicação na alimentação animal.

Essa combinação foi destacada pela Aprobio durante a abertura da colheita, realizada em 13 de outubro, em Ijuí.

Para a associação, a cultura pode complementar atividades agrícolas tradicionais de inverno, como o plantio de trigo. A proposta é ampliar as opções de matéria-prima sem limitar o aproveitamento dos grãos apenas à produção de combustível.

Entidade vê oportunidade de renda no campo

Jerônimo Goergen, presidente da Aprobio e da Associação das Empresas Cerealistas do Brasil (Acebra), relacionou o aumento da área cultivada à possibilidade de fortalecer a oferta nacional de combustíveis renováveis.

Ele apontou o potencial de geração de renda para os agricultores. A avaliação, porém, depende da existência de compradores para absorver a matéria-prima produzida nas propriedades.

Expansão depende de mercado consumidor

A Aprobio defende que agricultores, empresas cerealistas e fabricantes de biocombustíveis ampliem sua integração. Para a entidade, plantar mais não basta: é necessário desenvolver o mercado que receberá a produção.

Goergen destacou a importância do planejamento e da previsibilidade comercial. O objetivo apontado pelo dirigente é conectar a produção agrícola às empresas responsáveis pela compra e pelo processamento.

O comunicado não apresenta volume final de colheita nem quantidade de biodiesel que poderá ser produzida com a expansão no estado.

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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Fabio Lucas Carvalho.

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