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Carro elétrico atrai 87% dos brasileiros com a alta da gasolina, mas preço elevado ainda dificulta a compra; pesquisa revela economia de combustível como principal atrativo
Escrito por Viviane Alves
Publicado em 10/10/2026 às 00:53
Atualizado em 10/10/2026 às 00:55
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Levantamento realizado em julho mostra que motoristas brasileiros enxergam vantagens financeiras na eletrificação, mas o custo de aquisição ainda impede que parte desse interesse se transforme em compra.
O interesse por carros elétricos está crescendo entre os motoristas brasileiros, principalmente diante das preocupações com os gastos de abastecimento. Uma pesquisa realizada pelo Instituto Locomotiva, em julho de 2026, revelou que 87% dos entrevistados considerariam comprar um veículo elétrico. Entre eles, 50% afirmaram que certamente fariam a aquisição, enquanto 37% provavelmente escolheriam essa alternativa.
A possibilidade de economizar combustível aparece como uma das principais razões para essa mudança de comportamento. Segundo o levantamento, 78% dos interessados consideram a redução dos gastos por quilômetro rodado ou no longo prazo uma vantagem importante. O resultado mostra como os custos de utilização passaram a influenciar a percepção dos consumidores sobre a eletrificação.
O cenário ganhou relevância em 9 de outubro de 2026, quando o governo Lula anunciou medidas para conter a alta dos combustíveis. O pacote, estimado em R$ 5,2 bilhões mensais, inclui a redução temporária a zero dos tributos federais sobre a gasolina, inicialmente por 30 dias, com possibilidade de prorrogação.
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Economia com combustível faz motoristas reconsiderarem os gastos de manter um veículo a combustão
A preocupação com os custos de abastecimento aparece diretamente nas respostas dos entrevistados. Para 78% dos motoristas interessados em carros elétricos, gastar menos combustível ao longo do tempo representa um dos principais atrativos dessa tecnologia. A percepção ganha força em um cenário de oscilações nos preços da gasolina.
O levantamento também identificou que 76% dos participantes acreditam que a economia durante a utilização pode compensar um preço de compra mais elevado. Outros 24%, entretanto, consideram que a redução dos gastos com combustível não justificaria o investimento inicial.
Essa diferença revela que os consumidores avaliam a eletrificação de maneiras distintas. Enquanto alguns priorizam a economia futura, outros continuam dando maior importância ao dinheiro necessário para adquirir o veículo.
Sustentabilidade e recursos tecnológicos também influenciam o interesse pelos carros elétricos
A redução dos gastos com abastecimento não é o único fator considerado pelos brasileiros. Segundo o Instituto Locomotiva, 61% dos interessados mencionam a sustentabilidade como uma das vantagens dos veículos elétricos, indicando que as questões ambientais também participam da decisão.
Os recursos tecnológicos aparecem logo depois, citados por 56% dos entrevistados. O conforto oferecido pelos veículos também desperta interesse, sendo mencionado por 51% dos participantes que consideram adquirir um modelo elétrico.
Os resultados mostram que a escolha envolve diferentes expectativas. O consumidor observa os possíveis benefícios financeiros, mas também considera características relacionadas à experiência de utilização e à tecnologia disponível.
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Viviane Alves
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Alta do petróleo no mercado internacional aumenta a preocupação com os preços dos combustíveis
A valorização do petróleo representa outro elemento importante para compreender o interesse pela eletrificação. Em julho de 2026, 84% dos motoristas entrevistados afirmaram que a alta da matéria-prima tornava os carros elétricos mais atraentes.
Essa percepção ganhou destaque diante dos conflitos no Oriente Médio, que pressionam as cotações internacionais. Em 8 de outubro de 2026, o barril Brent encerrou as negociações a US$ 104,13, enquanto o WTI terminou cotado a US$ 91,35.
A pressão sobre os combustíveis também levou o governo federal a anunciar medidas para reduzir os efeitos da alta dos preços. Entre elas está a desoneração temporária da gasolina, anunciada em 9 de outubro, com duração inicial de 30 dias.
Opinião de proprietários de veículos elétricos ajuda a aumentar a confiança dos consumidores
A experiência de pessoas que já possuem carros elétricos também aparece como um fator relevante na pesquisa. Segundo o Instituto Locomotiva, 69% dos motoristas conhecem alguém que possui um veículo elétrico. Entre esses entrevistados, 92% afirmam que os proprietários conhecidos fazem avaliações positivas dos automóveis.
O levantamento identificou uma disposição ainda maior entre consumidores que já utilizam veículos eletrificados. Entre proprietários de carros elétricos ou híbridos, 98% considerariam adquirir outro veículo elétrico, indicando uma intenção de recompra elevada.
Desse grupo, 85% afirmaram que certamente comprariam novamente, enquanto 13% provavelmente fariam essa escolha. Os números mostram que a experiência com essas tecnologias está associada a uma percepção favorável entre os proprietários entrevistados.
Preço de aquisição continua afastando brasileiros interessados em trocar de carro
O principal obstáculo identificado pela pesquisa está no valor necessário para adquirir um veículo elétrico. Embora o interesse seja elevado, 84% dos entrevistados afirmam que preços menores aumentariam suas chances de compra.
Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva, avalia que a dificuldade está em transformar essa disposição em acesso efetivo. Segundo ele, o mercado precisa aproximar o custo inicial da economia que os consumidores já reconhecem durante a utilização, além de facilitar as opções de recarga.
A pesquisa evidencia uma diferença importante entre considerar a compra e realmente adquirir um automóvel. Os brasileiros demonstram interesse pela economia com combustível, pela tecnologia e pelos benefícios ambientais, mas continuam atentos ao investimento necessário.
O resultado revela que a eletrificação já desperta interesse entre grande parte dos motoristas brasileiros, embora o preço de aquisição ainda limite essa possibilidade. Para muitos consumidores, a decisão depende de conseguir equilibrar o gasto inicial com a economia esperada ao longo dos anos.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Viviane Alves.

