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Casa isolada em ilha vulcânica recebe energia solar após décadas dependendo de combustível levado por barco

Casa isolada em ilha vulcânica recebe energia solar após décadas dependendo de combustível levado por barco

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Casa isolada em ilha vulcânica recebe energia solar após décadas dependendo de combustível levado por barco

Escrito por Ruth Rodrigues

Publicado em 14/10/2026 às 18:21

Atualizado em 14/10/2026 às 18:22

Energia Renovável

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Energia solar passou a abastecer um abrigo remoto na ilha de Elliðaey, na Islândia, com bateria de 5 kWh e dois painéis fotovoltaicos. (imagem ilustrativa gerada com IA)

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Energia solar passou a abastecer um abrigo remoto na ilha de Elliðaey, na Islândia, com bateria de 5 kWh e dois painéis fotovoltaicos.

A associação responsável pela ilha de Elliðaey, na costa sul da Islândia, viabilizou a instalação de um sistema de energia solar com bateria de 5 kWh e dois painéis fotovoltaicos no único chalé existente no local. A mudança busca diminuir a dependência de gasolina e propano utilizados há décadas para manter o abrigo em funcionamento, além de simplificar uma operação logística que exigia transportar combustível de barco e içá-lo até o alto das falésias.

O imóvel, construído em 1953 como abrigo de caça, ganhou nas redes sociais o apelido de “casa mais solitária do mundo”. Sua localização ajuda a explicar a dificuldade para manter energia e suprimentos disponíveis.

Combustível precisava subir das embarcações por um guincho

Elliðaey integra o arquipélago das Ilhas Westman e possui aproximadamente 45 hectares, uma área comparada ao tamanho da Cidade do Vaticano.

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Chegar até a ilha depende de condições favoráveis no mar. O acesso ocorre por barco e é mais comum durante o verão, quando as condições permitem a aproximação.

Essa limitação tornava o abastecimento do chalé especialmente trabalhoso.

Gasolina e botijões de propano utilizados no local precisavam ser transportados pelo mar e depois elevados por um sistema de guincho até a parte superior da formação rochosa.

Ragnar Thor Johannsson, presidente da associação proprietária do imóvel e ex-pescador de arrastão, afirmou que combustíveis desse tipo sustentaram o funcionamento da casa durante seis ou sete décadas. Segundo ele, além da dificuldade logística, havia preocupação com o impacto ambiental dessa dependência.

Energia solar passou a alimentar itens essenciais do abrigo

O novo sistema combina uma bateria doméstica EcoFlow TITAN, com capacidade de 5 kWh, e dois módulos solares.

A chegada do equipamento também exigiu uma operação incomum.

Johannsson coordenou o transporte do conjunto desde uma embarcação em movimento, utilizando o próprio guincho da ilha para levar os componentes pelas encostas até o chalé.

Depois da instalação, a eletricidade armazenada passou a atender diferentes necessidades no interior da casa, entre elas:

Os dispositivos de comunicação possuem importância adicional devido ao isolamento, pois podem ser utilizados para solicitar ajuda em situações de emergência.

Refrigerador deve diminuir necessidade de viagens com alimentos

A chegada de um refrigerador com freezer também está prevista. Segundo os responsáveis pelo local, o equipamento permitirá armazenar alimentos por mais tempo.

Com isso, poderá ser reduzida a frequência das viagens necessárias para transportar suprimentos até Elliðaey, diminuindo também o custo associado a esses deslocamentos.

A utilização da energia solar, portanto, altera não apenas a forma de abastecer equipamentos elétricos, mas parte da logística exigida para manter o chalé utilizável durante a temporada.

Sistema foi instalado sem fonte de reserva

Simon Smith, especialista britânico da SA Energy em sistemas autônomos, viajou até Elliðaey para realizar a instalação.

Ele classificou a ilha como um dos ambientes mais extremos em que já trabalhou.

Segundo Smith, o equipamento enfrenta uma condição particularmente exigente porque não existe uma fonte de reserva instalada no local. O sistema precisa, portanto, funcionar de maneira independente para fornecer eletricidade quando o abrigo está em uso.

Para o especialista, a combinação entre bateria e geração solar se adapta justamente às dificuldades de manter energia disponível em uma área tão isolada.

Ilha também abriga milhares de papagaios-do-mar

O isolamento de Elliðaey não se resume ao chalé.

As Ilhas Westman constituem uma importante área de reprodução de papagaios-do-mar-do-atlântico. Somente Elliðaey abriga, segundo as estimativas apresentadas, dezenas de milhares de casais reprodutores.

Nesse ambiente marcado pelo isolamento e pela presença de uma única construção, a instalação fotovoltaica acrescenta uma nova alternativa de abastecimento energético.

Fonte

CNN Brasil


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Ruth Rodrigues.

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