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Cetric investe R$ 30 milhões no Paraná em unidade que vai transformar resíduos industriais em energia e biocombustíveis
Escrito por Ana Alice
Publicado em 18/10/2026 às 20:06
Atualizado em 18/10/2026 às 20:20
Biocombustíveis Renováveis
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Complexo em Umuarama será instalado às margens da PR-323 e deverá produzir biogás, biometano e energia a partir de resíduos industriais, agroindustriais e comerciais, com possibilidade de expansão dos investimentos no longo prazo.
A Cetric iniciou em 27 de agosto de 2026 a implantação de uma nova unidade de processamento de resíduos em Umuarama, no noroeste do Paraná, com investimento inicial de R$ 30 milhões.
O complexo será construído às margens da PR-323, próximo ao distrito de Lovat, e deverá transformar diferentes tipos de resíduos em biogás, biometano, energia elétrica e outros produtos de origem renovável.
Segundo a Prefeitura de Umuarama, o empreendimento terá prazo estimado de 12 meses de construção a partir do início efetivo dos serviços no canteiro e deverá gerar 54 empregos diretos quando entrar em operação.
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A primeira etapa de R$ 30 milhões poderá ser ampliada conforme o desenvolvimento do complexo. As informações divulgadas durante o lançamento indicam que o investimento acumulado poderá chegar a R$ 120 milhões no longo prazo.
A planta receberá materiais provenientes de atividades industriais, agroindustriais e comerciais, além de resíduos orgânicos e de tratamento de esgoto. A proposta é utilizar parte desse material como insumo para geração de energia e combustíveis renováveis.
Investimento pode avançar de R$ 30 milhões para R$ 120 milhões
Os R$ 30 milhões anunciados correspondem à primeira fase do empreendimento, e não necessariamente ao valor final de todo o complexo.
A Cetric informou que o projeto foi concebido para permitir ampliações futuras, com possibilidade de elevar o investimento acumulado para até R$ 120 milhões conforme novas etapas sejam implantadas.
A unidade ficará no quilômetro 286,7 da PR-323, nas proximidades do acesso ao distrito de Lovat. A localização busca aproximar a estrutura das empresas que atualmente precisam transportar seus resíduos para centros de tratamento instalados em outras regiões.
Durante o lançamento do projeto, o prefeito de Umuarama, Fernando Scanavaca, afirmou que empresas da região chegam a gastar cerca de R$ 150 por tonelada apenas com o transporte dos resíduos para instalações localizadas fora do município.
A estimativa foi apresentada pela administração municipal para ilustrar o impacto logístico da ausência de uma estrutura semelhante mais próxima dos geradores.
Além da planta de processamento, o projeto prevê uma estrutura de apoio com posto de abastecimento de veículos, lanchonete, hotel e outros serviços.
A previsão de 54 empregos diretos se refere à fase de operação da unidade.
Resíduos serão convertidos em biogás, biometano e energia
O funcionamento do complexo estará baseado principalmente no aproveitamento da fração orgânica dos resíduos recebidos.
Materiais com carga orgânica podem passar por processos de biodigestão, nos quais microrganismos decompõem a matéria em ambiente controlado e produzem biogás, composto principalmente por metano e dióxido de carbono.
Depois de passar por processos de purificação, o biogás pode dar origem ao biometano, combustível renovável capaz de substituir o gás natural de origem fóssil em determinadas aplicações industriais e de transporte.
A Prefeitura de Umuarama informa que a unidade deverá processar resíduos industriais, comerciais e provenientes de tratamento de esgoto para gerar biogás, metano e energia elétrica.
Já a Cetric inclui entre os produtos previstos para o empreendimento energia elétrica e térmica, biogás, biometano e fertilizantes bioquímicos.
A empresa também pretende receber passivos de frigoríficos, agroindústrias e estabelecimentos comerciais, transformando parte desses materiais em produtos que possam retornar à cadeia econômica.
Com isso, a instalação terá uma proposta diferente de uma unidade dedicada apenas à destinação final.
O projeto combina tratamento de resíduos com aproveitamento energético, utilizando parte dos materiais recebidos como matéria-prima para geração de combustíveis e energia.
Biometano poderá abastecer caminhões no próprio complexo
Outro componente do empreendimento é o Projeto Rota Azul, iniciativa desenvolvida pela Cetric para ampliar o uso do biometano no transporte pesado.
Segundo a empresa, o complexo de Umuarama deverá contar com um posto de abastecimento integrado voltado ao fornecimento do combustível para veículos pesados.
A estrutura poderá permitir que caminhões e frotas compatíveis abasteçam com biometano próximo ao próprio local de produção.
A estratégia já vinha sendo estudada pela Cetric antes do anúncio da unidade paranaense. A companhia pretende utilizar parte do combustível em sua própria frota e, posteriormente, ampliar a oferta para terceiros.
Na apresentação do projeto de Umuarama, o CEO da Cetric, Gustavo Baldissera, indicou que a empresa pretende fortalecer a infraestrutura de distribuição de biometano no interior do Paraná.
O combustível pode substituir gás natural fóssil e determinados derivados de petróleo em aplicações compatíveis, desde que veículos, equipamentos e infraestrutura estejam preparados para operar com gás.
No transporte rodoviário pesado, a utilização depende de caminhões equipados com sistemas apropriados para esse tipo de combustível.
A unidade de Umuarama, portanto, foi concebida não apenas para produzir energia dentro do complexo, mas também para integrar produção, distribuição e consumo de biometano em operações de transporte.
Obras têm prazo estimado de 12 meses
O lançamento das obras ocorreu em agosto, mas o cronograma divulgado utiliza como referência 12 meses contados a partir do início efetivo dos serviços no canteiro.
A data exata para a entrada em operação comercial ainda não foi anunciada.
Também não foi divulgada publicamente a capacidade diária de produção de biogás e biometano que a nova unidade poderá alcançar.
Esse dado será importante para dimensionar quanto combustível poderá ser disponibilizado para caminhões, indústrias e outros consumidores quando a operação estiver concluída.
A Cetric atua há cerca de 25 anos no setor de gestão de resíduos e mantém operações em diferentes municípios do Paraná, incluindo Pato Branco, Cascavel, Cianorte, Londrina, Ponta Grossa, Guarapuava e Araucária.
A empresa trabalha com coleta, transporte, tratamento e destinação de resíduos, além de soluções relacionadas à economia circular e aproveitamento energético.
Em Umuarama, essa estratégia será ampliada com a integração entre processamento de resíduos, geração de energia renovável e produção de biocombustíveis.
A primeira fase terá investimento de R$ 30 milhões e previsão de 54 empregos diretos. As próximas etapas poderão elevar o aporte total para até R$ 120 milhões, enquanto a capacidade final de produção de biogás e biometano deverá ser detalhada pela empresa conforme o avanço da implantação.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Ana Alice.

