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China coloca em operação nova unidade de 660 MW em Zhongwei para dar estabilidade a base de 13 GW de energia renovável no deserto de Tengger e levar eletricidade até Hunan

China coloca em operação nova unidade de 660 MW em Zhongwei para dar estabilidade a base de 13 GW de energia renovável no deserto de Tengger e levar eletricidade até Hunan

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China coloca em operação nova unidade de 660 MW em Zhongwei para dar estabilidade a base de 13 GW de energia renovável no deserto de Tengger e levar eletricidade até Hunan

Escrito por Felipe Alves da Silva

Publicado em 05/10/2026 às 21:57

Atualizado em 05/10/2026 às 22:10

Energia Renovável

Canal

Complexo inspirado na base energética do deserto de Tengger, na China, onde geração solar e eólica é apoiada por unidades termelétricas e transmissão em ultra-alta tensão. Imagem ilustrativa criada por IA.

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Sexta unidade da usina termelétrica passa a apoiar o maior conjunto de geração solar e eólica em área desértica do país, com 9 GW fotovoltaicos, 4 GW eólicos e transmissão em ultra-alta tensão de ±800 kV

A China colocou em operação a sexta unidade da usina termelétrica de Zhongwei, na Região Autônoma de Ningxia Hui, concluindo uma etapa importante da infraestrutura que dá suporte à primeira grande base nacional de energia renovável construída em áreas desérticas do país.

A nova unidade entrou em funcionamento depois de concluir um teste operacional de 168 horas e passa a atuar como fonte de apoio para o complexo instalado na região do deserto de Tengger.

Segundo o Science and Technology Daily, parceiro da TV BRICS, a estrutura foi concebida para dar maior estabilidade ao sistema elétrico formado por enormes volumes de geração solar e eólica.

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Cada unidade da usina de Zhongwei possui 660 MW de capacidade instalada.

Com a entrada da sexta unidade, o projeto alcança a configuração prevista e amplia a capacidade de compensar variações naturais na produção de energia renovável.

Base no deserto de Tengger reúne 13 GW de solar e eólica

O complexo de Tengger foi planejado em uma escala pouco comum.

A base possui 13 milhões de kW de capacidade instalada em energia renovável, equivalentes a 13 GW.

Desse total:

O projeto também incorpora 4,64 GW de geração termelétrica a carvão, utilizada como fonte de equilíbrio para o sistema elétrico.

Essa configuração mostra que o empreendimento não funciona apenas como um grande conjunto de parques solares e eólicos.

A estratégia chinesa consiste em combinar fontes renováveis variáveis com unidades capazes de fornecer geração mais estável quando a produção solar ou eólica diminui.

Termelétrica entra justamente quando sol e vento oscilam

A função da usina de Zhongwei dentro do sistema é atuar como fonte de energia de reserva.

A geração solar depende diretamente da incidência de luz ao longo do dia, enquanto a energia eólica varia conforme as condições do vento.

Quando essas fontes reduzem sua produção, as unidades termelétricas podem ajustar sua geração para ajudar a manter o fornecimento estável.

É esse mecanismo de compensação que permite integrar grandes quantidades de energia renovável sem depender exclusivamente das condições climáticas.

A nova unidade de Zhongwei, portanto, não representa apenas um aumento de capacidade termelétrica.

Ela faz parte da infraestrutura necessária para permitir que uma base renovável de 13 GW opere de forma mais previsível.

Sistema foi projetado para gerar 11,8 bilhões de kWh por ano

As unidades de Zhongwei foram projetadas para produzir 11,8 bilhões de kWh de eletricidade por ano.

Ao mesmo tempo, toda a infraestrutura deverá viabilizar a transmissão de 22 bilhões de kWh de energia limpa.

A diferença entre esses números ajuda a mostrar o papel do complexo.

A geração termelétrica não é o centro da base, mas um elemento de suporte dentro de uma estrutura cuja maior capacidade instalada está concentrada em fontes renováveis.

O objetivo é utilizar a geração convencional de maneira flexível para sustentar o escoamento de grandes volumes de energia solar e eólica.

Linha de ±800 kV leva energia do deserto até Hunan

A eletricidade produzida no complexo está ligada a uma linha de transmissão em corrente contínua de ultra-alta tensão de ±800 kV.

Essa infraestrutura conecta Ningxia à província de Hunan.

A presença dessa linha é fundamental para o projeto porque as grandes bases renováveis ficam em áreas desérticas, distantes dos principais centros consumidores.

Gerar grandes volumes de eletricidade em regiões remotas só se torna viável quando existe capacidade suficiente para transportar essa produção por longas distâncias.

Por isso, a transmissão de ultra-alta tensão faz parte da própria lógica do complexo.

Projeto promete reduzir consumo de combustível e emissões de CO₂

De acordo com as estimativas apresentadas no projeto, a instalação deverá substituir aproximadamente 7,1 milhões de toneladas de combustível.

A redução projetada das emissões de dióxido de carbono chega a 18,46 milhões de toneladas.

Esses números mostram o contraste central do empreendimento.

Embora a estrutura mantenha geração a carvão para apoiar o equilíbrio da rede, a maior parte da nova capacidade instalada está associada à energia solar e eólica.

O carvão permanece como instrumento de estabilização em um sistema que busca ampliar a participação das fontes renováveis.

Usina utiliza água municipal reciclada e evita captação no Rio Amarelo

Outro ponto destacado no projeto é o consumo de água.

A instalação utiliza 100% de água municipal reciclada.

Com isso, a operação não precisa captar água do Rio Amarelo, recurso especialmente relevante em uma região marcada por condições áridas.

O projeto também informa que as emissões de poluentes permanecem em níveis inferiores aos padrões nacionais chineses.

Esse aspecto é importante porque grandes usinas térmicas costumam exigir volumes significativos de água para processos industriais e resfriamento.

Em uma região desértica, reduzir essa demanda se torna parte central da viabilidade da instalação.

China combina renováveis, carvão e transmissão para sustentar geração em escala gigantesca

A base do deserto de Tengger mostra uma característica importante da expansão renovável chinesa.

O país não está apenas instalando painéis solares e turbinas eólicas.

Também está construindo geração de apoio e infraestrutura de transmissão para permitir que esses recursos operem em grande escala.

O sistema reúne 13 GW de energia renovável, 4,64 GW de capacidade termelétrica, transmissão em ±800 kV e uma estrutura criada para levar dezenas de bilhões de kWh por ano para outras regiões.

Com a entrada da sexta unidade de Zhongwei, essa arquitetura passa a operar com a configuração prevista.

A próxima etapa será demonstrar, na prática, até que ponto a combinação de energia solar, eólica, geração térmica flexível e transmissão de longa distância conseguirá manter o enorme complexo funcionando de forma estável.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Felipe Alves da Silva.

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