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China cria triciclo elétrico equivalente a R$ 22 mil com ar-condicionado, vidros elétricos, partida por botão, roda até 240 km por carga, leva duas pessoas em cabine fechada e chega a 70 km/h

China cria triciclo elétrico equivalente a R$ 22 mil com ar-condicionado, vidros elétricos, partida por botão, roda até 240 km por carga, leva duas pessoas em cabine fechada e chega a 70 km/h

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China cria triciclo elétrico equivalente a R$ 22 mil com ar-condicionado, vidros elétricos, partida por botão, roda até 240 km por carga, leva duas pessoas em cabine fechada e chega a 70 km/h

Escrito por Valdemar Medeiros

Publicado em 07/10/2026 às 08:45

Atualizado em 07/10/2026 às 09:20

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Telufu GT5/Divulgação

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Telufu GT5 custa o equivalente a R$ 22 mil na China, leva duas pessoas, tem cabine fechada, motor de até 7,5 kW e autonomia de até 240 km.

De frente, portas, para-brisa e carroceria fechada fazem o pequeno veículo parecer um automóvel esportivo em miniatura. Basta olhar para trás para descobrir a diferença: no lugar de quatro rodas, existe apenas uma grande roda traseira. Segundo o iG Carros, o modelo é o Telufu GT5, produzido pela chinesa Shandong Telufu New Energy Vehicle e oferecido no mercado chinês com motor elétrico de até 7.500 W, velocidade máxima de 70 km/h e autonomia que pode chegar a 240 km, dependendo da configuração.

O preço chama tanta atenção quanto a aparência. O GT5 aparece anunciado entre 28.800 e 33.900 yuans, faixa que corresponde a aproximadamente R$ 22,4 mil a R$ 26,4 mil nas conversões publicadas pela imprensa brasileira. A Telufu não anunciou importador oficial, lançamento brasileiro ou tabela para o país. O próprio site da fabricante confirma o GT5 dentro de sua linha de triciclos invertidos e mostra que o projeto continua sendo promovido pela empresa em 2026.

GT5 tem duas rodas na frente e apenas uma atrás

A arquitetura é conhecida como triciclo invertido. Em vez da configuração mais tradicional, com uma roda dianteira e duas traseiras, a Telufu colocou duas rodas no eixo frontal e uma única roda larga atrás.

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Essa distribuição ajuda a explicar o visual incomum. A dianteira pode ser larga, receber dois faróis e lembrar um pequeno automóvel, enquanto a carroceria se estreita progressivamente em direção à roda traseira.

Telufu GT5/Divulgação

A fabricante explora justamente essa aparência e apresenta o GT5 em sua comunicação chinesa como uma espécie de “supercarro de três rodas invertido”.

Apesar da comparação visual com esportivos, sua finalidade é muito diferente. O projeto foi feito para mobilidade urbana de curta e média distância, tentando ocupar o espaço entre uma motocicleta convencional e um automóvel compacto.

Motor elétrico chega a 7.500 W de potência

Nas configurações mais fortes divulgadas para o GT5, o motor elétrico entrega até 7.500 watts, ou 7,5 kW.

Convertendo o valor, são aproximadamente 10,2 cv. Parece pouco diante dos números de carros elétricos convencionais, mas a proposta do GT5 não envolve rodovias rápidas nem alto desempenho.

Há referências no mercado chinês também a configurações de 5.000 W, o que indica uma gama com diferentes níveis de potência e autonomia.

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O modelo mais forte é capaz de alcançar cerca de 70 km/h no modo esportivo, velocidade suficiente para deslocamentos urbanos e muito superior à de equipamentos de micromobilidade como bicicletas elétricas e patinetes.

Autonomia pode chegar a 240 km dependendo da versão

A característica que mais chama atenção na ficha divulgada é a autonomia. As diferentes configurações são anunciadas com alcances que partem de aproximadamente 120 km e podem chegar a 240 km por carga.

É um número elevado considerando o tamanho, a velocidade e a proposta do veículo. Isso acontece porque um triciclo pequeno exige muito menos energia para se deslocar que um automóvel elétrico com mais de uma tonelada.

Não existe homologação brasileira pelo Inmetro. Portanto, os 240 km representam a especificação divulgada para a versão chinesa, e não uma autonomia oficialmente certificada para eventual comercialização no Brasil.

Recarga pode ser feita em tomada residencial de 220 V

Outra diferença importante em relação aos carros elétricos convencionais é que o GT5 não depende de uma grande infraestrutura de carregamento rápido.

As informações divulgadas para o modelo indicam possibilidade de ligação em tomada residencial de 220 volts.

Uma carga completa levaria aproximadamente seis a oito horas, dependendo da configuração da bateria e do estado inicial de carga.

Isso muda a lógica de utilização. Em vez de procurar carregadores rápidos durante o dia, o proprietário poderia conectar o triciclo à rede elétrica durante a noite e utilizá-lo novamente pela manhã.

Cabine fechada leva duas pessoas

O GT5 tenta resolver justamente uma das maiores limitações de uma motocicleta: a exposição dos ocupantes ao ambiente.

Existe teto rígido, para-brisa, portas laterais e uma cabine totalmente fechada para duas pessoas.

Em dias de chuva, motorista e passageiro ficam protegidos diretamente da água. Em regiões muito quentes ou frias, existe ainda sistema de climatização.

Telufu GT5/Divulgação

A disposição dos ocupantes e os detalhes podem variar conforme configuração, mas a proposta central é proporcionar uma experiência muito mais próxima de um pequeno carro que de um triciclo tradicional.

Ar-condicionado é uma das grandes surpresas

Um triciclo elétrico de preço equivalente a cerca de R$ 22 mil poderia ser extremamente básico, mas a Telufu tentou seguir outro caminho.

Entre os equipamentos divulgados estão ar-condicionado com aquecimento e refrigeração, vidros elétricos e partida por botão.

Há ainda uma central multimídia de aproximadamente 7 polegadas e câmera traseira para auxiliar nas manobras.

O freio de estacionamento também pode ter acionamento eletrônico em determinadas configurações.

São equipamentos comuns em automóveis modernos, mas bastante incomuns dentro do universo de triciclos elétricos de baixa potência. Esse é justamente um dos argumentos centrais do GT5: entregar algumas comodidades de carro sem carregar tamanho, peso e custo de um carro convencional.

Fabricante chinesa é especializada em veículos elétricos de baixa velocidade

A Telufu não surgiu especificamente para produzir o GT5. A Shandong Telufu New Energy Vehicle informa ter sido fundada em 2016, na cidade de Linyi, província chinesa de Shandong.

A empresa concentra suas atividades em pequenos veículos elétricos e mantém linhas de modelos de três e quatro rodas.

Segundo informações institucionais da própria fabricante, sua unidade industrial ocupa mais de 200 mu de área e tem capacidade anual declarada para até 200 mil veículos elétricos de baixa velocidade.

A empresa também afirma possuir canais comerciais em mais de 20 províncias e regiões chinesas, além de iniciativas de exportação. Esses dados são corporativos e devem ser entendidos como informações divulgadas pela própria companhia.

GT5 virou uma das vitrines da marca em 2026

O triciclo passou a receber atenção especial dentro da estratégia comercial da Telufu. No site oficial, o GT5 ganhou uma seção própria dentro da categoria de triciclos invertidos, com diferentes opções de cores.

A fabricante também voltou a exibi-lo durante eventos chineses de veículos elétricos em 2026, usando o produto para atrair distribuidores e destacar seu trabalho em mobilidade urbana.

Entre as opções apresentadas aparecem tons como amarelo, azul, vermelho, branco, verde e roxo.

Isso ajuda a afastar o GT5 da imagem de um triciclo puramente utilitário. A marca tenta vender design e personalidade ao lado de baixo custo de utilização.

R$ 22 mil é conversão do preço chinês e não preço brasileiro

O GT5 é anunciado na China em uma faixa próxima de 28.800 a 33.900 yuans em referências comerciais recentes.

Telufu GT5/Divulgação

Os aproximadamente R$ 22 mil citados no Brasil surgem da conversão direta do valor chinês mais baixo.

Isso não significa que alguém poderia comprar uma unidade nova oficialmente no Brasil por esse preço.

Uma eventual importação envolveria transporte internacional, impostos, taxas, homologação, documentação, distribuição, margem comercial e adequações às normas brasileiras.

Não existe até agora anúncio oficial da Telufu confirmando operação brasileira, tampouco importador nomeado ou tabela nacional.

No Brasil, ele não seria simplesmente um ciclomotor

A potência e a velocidade também criariam uma questão regulatória interessante caso o GT5 desembarcasse oficialmente por aqui.

Pelas regras brasileiras, a categoria L2 abrange veículos de três rodas com motor elétrico de potência nominal máxima de até 4 kW e velocidade de projeto de até 50 km/h.

O GT5 divulgado com 7,5 kW e 70 km/h ultrapassa os dois limites.

Dentro da classificação técnica prevista pelo Contran, um veículo de três rodas com configuração simétrica e velocidade superior a 50 km/h enquadra-se na categoria L5, dependendo da homologação definitiva feita para o mercado nacional.

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O Código de Trânsito Brasileiro determina ainda que a categoria A da CNH abrange veículos motorizados de duas ou três rodas. Ou seja, sua aparência de pequeno carro não o transformaria automaticamente em um veículo conduzido pelas mesmas regras de um automóvel comum.

GT5 não tenta substituir um carro em todas as situações

Com velocidade máxima próxima de 70 km/h, o triciclo não foi projetado para desempenhar o mesmo papel de um hatch tradicional em viagens rodoviárias.

Também existe uma diferença estrutural importante entre um automóvel de quatro rodas submetido a normas automotivas completas e um triciclo fechado.

O ponto forte aparece em outro cenário: deslocamentos curtos dentro de cidades, principalmente quando estacionamento, consumo de energia e dimensões externas importam mais que velocidade ou capacidade de transportar uma família inteira.

Nessa utilização, uma cabine fechada com ar-condicionado pode representar uma vantagem considerável sobre uma motocicleta.

A autonomia de 240 km muda a percepção sobre veículos urbanos pequenos

Se a versão de maior alcance realmente entregar algo próximo dos 240 km divulgados em condições reais favoráveis, o motorista não precisaria carregar diariamente em muitos tipos de uso urbano.

Quem percorresse 30 km por dia, por exemplo, teria teoricamente vários dias de deslocamentos antes de esgotar completamente a autonomia anunciada.

O exemplo serve apenas para mostrar a diferença entre o GT5 e pequenos elétricos antigos que ofereciam autonomias extremamente limitadas e exigiam recarga frequente.

China aposta em uma categoria quase inexistente no Brasil

O GT5 chama atenção justamente porque não cabe facilmente nas categorias às quais o brasileiro está acostumado.

Não é motocicleta convencional. Não é carro. Também não é um simples triciclo aberto destinado ao transporte de mercadorias.

A Telufu colocou duas rodas na dianteira, uma atrás e envolveu tudo em uma carroceria que parece um pequeno cupê. Depois acrescentou duas vagas, ar-condicionado, vidros elétricos, multimídia, câmera de ré e um motor de até 7,5 kW.

Na versão de maior alcance, a autonomia divulgada chega a 240 km. A velocidade máxima fica em aproximadamente 70 km/h.

E o preço chinês parte de 28.800 yuans, valor que aparece nas conversões atuais perto dos R$ 22,4 mil.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Valdemar Medeiros.

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