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China manda 337,1 mil carros elétricos e híbridos ao Brasil em oito meses, alta de 159,4%, mas os embarques caem para 6,7 mil em julho, quando a tarifa de 35% entrou em vigor
Escrito por Bruno Teles
Publicado em 23/10/2026 às 10:58
Atualizado em 23/10/2026 às 10:59
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Média de 42 mil carros elétricos e híbridos por mês entre janeiro e agosto. Segundo a CPCA, a tarifa de 35% levou as montadoras chinesas a mexer no ritmo de embarque.
A China embarcou 337,1 mil carros elétricos e híbridos para o Brasil entre janeiro e agosto de 2026. O volume é 159,4% maior que o do mesmo período de 2025.
O Brasil virou o maior destino desses veículos exportados pela China no período. O dado é da Associação de Carros de Passageiros da China (CPCA), divulgado pela agência Xinhua. A China2Brazil publicou a informação em 22 de outubro.
Quanto o Brasil comprou por mês?
A média fica em cerca de 42 mil unidades por mês. A conta é nossa: 337,1 mil divididos por oito meses. O ritmo, porém, não foi constante.
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Os embarques de carros elétricos e híbridos chegaram a cerca de 92 mil unidades em abril, segundo a CPCA (China2Brazil). Em julho, quando a tarifa entrou em vigor, caíram para 6,7 mil. Em agosto, subiram para quase 31 mil, alta de 354% sobre julho.
Por que as remessas caíram em julho?
Segundo a CPCA, a mudança nas tarifas levou as montadoras a ajustar seus embarques. Desde julho, o Brasil cobra 35% sobre carros elétricos e híbridos importados prontos ou semidesmontados. Para os totalmente desmontados, a alíquota fica em 14% até o fim de 2026.
Segundo Cui Dongshu, secretário-geral da CPCA, a mudança fez as montadoras chinesas ajustarem cronogramas de embarque e estoques (China2Brazil).
Produção local ganha peso
Com a tarifa maior sobre o carro pronto, a fabricação de carros elétricos dentro do país ganha importância, segundo a CPCA. A BYD chegou a 100 mil veículos montados em Camaçari, na Bahia, em julho. Em setembro, a BYD dizia empregar mais de 8 mil pessoas diretamente na fábrica.
A GWM também cresce em Iracemápolis, no interior de São Paulo, enquanto a BYD avança em Camaçari. A fábrica produziu mais de 15 mil veículos até agosto, e o quadro subiu de cerca de 600 para mais de 1.800 funcionários.
E as vendas no varejo?
No varejo, dados da Fenabrave mostram oito das dez marcas de carros elétricos mais emplacadas em setembro como chinesas. Juntas, as marcas chinesas responderam por mais de 90% das vendas do segmento. A BYD, a Geely e a GAC ocupam as três primeiras posições (China2Brazil).
O que muda para as peças?
Para Cui Dongshu, a produção brasileira deve passar a abastecer uma parcela maior do mercado local. As exportações de carros completos da China podem perder espaço para componentes, kits de montagem e equipamentos industriais.
A BYD já seleciona empresas brasileiras para fornecer peças (China2Brazil).
Pela leitura de Cui Dongshu, com a tarifa de 35%, o carro pronto tende a perder espaço para a peça e a montagem feitas no país.
Tags
carros elétricos, BYD, GWM, China, importação
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Bruno Teles.

