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Cidade mineira prepara obra de R$ 58 milhões para elevar ferrovia por 1 quilômetro sobre avenidas e acabar com cruzamentos perigosos entre trens e veículos

Cidade mineira prepara obra de R$ 58 milhões para elevar ferrovia por 1 quilômetro sobre avenidas e acabar com cruzamentos perigosos entre trens e veículos

MG

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Cidade mineira prepara obra de R$ 58 milhões para elevar ferrovia por 1 quilômetro sobre avenidas e acabar com cruzamentos perigosos entre trens e veículos

Escrito por Valdemar Medeiros

Publicado em 28/10/2026 às 08:15

Atualizado em 28/10/2026 às 08:40

Construção

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Foto: PMB / Divulgação

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Betim prepara viaduto ferroviário de R$ 58 milhões para elevar trilhos por cerca de 1 km e eliminar cruzamentos perigosos no Centro da cidade.

Os trens que hoje atravessam ruas movimentadas no Centro de Betim, em Minas Gerais, poderão passar sobre um viaduto de concreto com aproximadamente 1 quilômetro de extensão. A construção pretende eliminar cruzamentos entre locomotivas, carros e pedestres, além de abrir espaço para novas áreas de circulação abaixo dos trilhos. Segundo o jornal O Tempo Betim, em reportagem publicada em 27 de outubro de 2026, a prefeitura prepara o cronograma da intervenção e espera concluir a contratação da empresa responsável ainda neste ano.

O projeto conta com R$ 58 milhões destinados à obra, provenientes de recursos de um acordo firmado entre o Estado de Minas Gerais e a Vale. A construção ainda não começou, pois os projetos dependem de aprovação.

Prefeitura pretende elevar os trilhos sobre avenidas movimentadas de Betim

A ferrovia corta a região central de Betim e cruza ruas utilizadas diariamente por motoristas, pedestres e veículos de transporte coletivo.

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O novo projeto pretende retirar esses cruzamentos do mesmo nível da pista. Para isso, os trens passarão por uma estrutura elevada, enquanto os veículos continuarão circulando pelas ruas abaixo.

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A intervenção começará nas proximidades do pontilhão localizado perto da prefeitura. O traçado seguirá pela região central até as proximidades do Superluna.

O percurso inclui cruzamentos importantes, como o encontro das ruas Amin Fares Debian e Santa Cruz, além da avenida Governador Valadares com a rua Doutor Gravatá.

Estrutura de concreto terá aproximadamente 1 quilômetro de extensão

O projeto apresentado anteriormente pela administração municipal prevê elevar aproximadamente 1 quilômetro da ferrovia.

O sistema será construído com estruturas de concreto armado, material formado pela combinação de concreto com barras de aço.

Esses elementos deverão sustentar a passagem dos trens e permitir que as ruas permaneçam livres no nível inferior.

A altura exata do viaduto, a quantidade de pilares e o peso previsto para a estrutura não foram detalhados nas informações públicas consultadas.

O traçado também precisará respeitar as condições técnicas de circulação ferroviária, incluindo as exigências de segurança e operação da linha.

Investimento de R$ 58 milhões será financiado com recursos de acordo com a Vale

A Prefeitura de Betim informou que o empreendimento dispõe de R$ 58 milhões provenientes de um acordo entre o Estado de Minas Gerais e a mineradora Vale.

Os recursos fazem parte das medidas relacionadas à reparação dos danos provocados pelo rompimento da barragem de Brumadinho, ocorrido em janeiro de 2019.

Foto: Foto: Divulgação do projeto/Reprodução – O tempo Betim

O planejamento municipal também contempla outras intervenções ferroviárias, além da elevação da linha no Centro.

Em junho de 2026, a administração havia apresentado uma previsão de aproximadamente R$ 80 milhões para as intervenções centrais, dentro de um conjunto superior a R$ 300 milhões destinado a três projetos.

Na atualização de outubro, o valor informado para a obra central foi de R$ 58 milhões. Ainda não foi esclarecida publicamente a composição da diferença entre os valores divulgados.

Quatro imóveis serão desapropriados para permitir a construção

Antes da instalação dos pilares, a prefeitura precisará liberar os terrenos necessários ao novo traçado. Em maio de 2026, o Decreto Municipal nº 53.205 declarou de utilidade pública quatro imóveis particulares na região central.

Juntos, os terrenos ocupam uma área de 1.419,94 metros quadrados. Eles ficam nas proximidades das ruas Pará de Minas, Amin Fares Debian e Doutor Gravatá.

A desapropriação foi prevista porque a ferrovia precisará sofrer pequenos ajustes de posicionamento para atender às exigências de segurança.

A área do Camelódromo, segundo informações divulgadas em junho, não deverá ser atingida pela intervenção.

Nova passagem elevada pretende acabar com cruzamentos entre trens e carros

Atualmente, os motoristas precisam respeitar os sinais e aguardar a passagem dos trens nos cruzamentos ferroviários.

Esses pontos são chamados de passagens em nível, porque os trilhos e a rua ocupam a mesma altura. Quando uma composição ferroviária se aproxima, a circulação precisa ser interrompida para garantir a segurança.

Com a nova estrutura, os trens passarão por cima das avenidas e das ruas. Os veículos poderão circular pela parte inferior sem precisar atravessar os trilhos.

A mudança também pretende reduzir os riscos para pedestres, ciclistas e motociclistas que utilizam a região central.

Betim registrou mais de 36 mil imprudências em cruzamentos ferroviários

O risco nos cruzamentos foi destacado durante uma atividade de segurança realizada em setembro de 2026. Na ocasião, a VLI Logística promoveu uma simulação de acidente ferroviário na passagem em nível da avenida Governador Valadares com a rua Doutor Gravatá.

O treinamento contou com equipes de emergência, policiais e bombeiros, reproduzindo as condições de atendimento após uma ocorrência.

Dados divulgados pela VLI apontaram 36.441 registros de imprudência em cruzamentos ferroviários de Betim entre janeiro e agosto de 2026.

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O número representa aproximadamente 83% dos 43.687 registros contabilizados no levantamento regional da Grande Belo Horizonte.

Os registros não equivalem a acidentes efetivamente ocorridos. Eles abrangem comportamentos perigosos observados nas travessias. O Tempo Betim

Espaço abaixo dos trilhos poderá receber parque linear e ciclofaixa

A construção não prevê apenas elevar a ferrovia. A prefeitura também pretende transformar os espaços que ficarão abaixo da estrutura. O projeto inclui um parque linear, área pública organizada ao longo de um corredor urbano.

Também estão previstas uma ciclofaixa, melhorias na iluminação, jardins e instalação de mobiliário urbano.

Esses equipamentos podem incluir bancos e outros elementos destinados ao uso dos espaços públicos.

As intervenções deverão ocorrer nas áreas disponíveis ao longo da ferrovia elevada, respeitando as condições de segurança e circulação.

Ruas próximas receberão drenagem, calçadas acessíveis e sinalização

O planejamento apresentado pelo município também inclui serviços nas vias próximas ao futuro viaduto. Entre as intervenções estão melhorias de drenagem, implantação de sinalização e adequações nas calçadas. A drenagem é necessária para conduzir a água da chuva e evitar seu acúmulo nas pistas.

As calçadas acessíveis deverão oferecer melhores condições de circulação para pessoas com mobilidade reduzida.

Também estão previstas adequações em ruas próximas, que precisarão funcionar de maneira integrada à estrutura ferroviária. A configuração definitiva dessas intervenções dependerá dos projetos aprovados.

Construção precisará ocorrer em uma ferrovia que continua em operação

A empresa VLI é responsável pela operação ferroviária na região e participa das tratativas com a Prefeitura de Betim.

O prefeito Heron Guimarães informou que já realizou conversas com a direção da companhia para avançar com o empreendimento.

Foto: PMB / Divulgação

Como a linha ferroviária está em funcionamento, a construção exigirá planejamento conjunto para garantir a segurança das equipes e das operações. A forma de execução ainda não foi detalhada publicamente.

O projeto precisará considerar as áreas de trabalho, os acessos aos equipamentos e a movimentação dos trens durante as diferentes etapas.

Prefeitura espera contratar empresa responsável ainda em 2026

Em 27 de outubro, Heron Guimarães anunciou que pretende divulgar em breve o cronograma das obras. A expectativa da administração é conseguir concluir a contratação da empresa responsável antes do encerramento de 2026.

A secretária municipal de Desenvolvimento Urbano, Bárbara Janine Ribeiro, explicou que os projetos ainda estão em fase de aprovação.

Somente depois dessa etapa será possível avançar com os procedimentos de mobilização e preparação da obra.

Em junho, a prefeitura trabalhava com a possibilidade de iniciar a construção em 2027 e concluir os serviços em aproximadamente dois anos.

A atualização de outubro indica a intenção de antecipar o início dos trabalhos, mas ainda não estabelece uma data definitiva.

Obra ainda depende de aprovação antes de transformar o Centro

A nova ferrovia elevada ainda não possui uma data oficial de início de construção. A prefeitura precisa concluir as aprovações, organizar a contratação e preparar os terrenos necessários à implantação.

O projeto prevê eliminar as passagens em nível no trecho central contemplado, mas não significa que todos os cruzamentos ferroviários de Betim desaparecerão.

Enquanto a obra não começar, motoristas e pedestres continuarão utilizando as travessias existentes. O cronograma esperado para os próximos dias deverá esclarecer quando os primeiros serviços poderão ser executados e quais ruas serão afetadas durante a construção.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Valdemar Medeiros.

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