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Cientistas identificam fóssil de Homo erectus de 2 milhões de anos na África do Sul, 200 mil anos mais antigo que exemplares adultos conhecidos da espécie

Cientistas identificam fóssil de Homo erectus de 2 milhões de anos na África do Sul, 200 mil anos mais antigo que exemplares adultos conhecidos da espécie

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Cientistas identificam fóssil de Homo erectus de 2 milhões de anos na África do Sul, 200 mil anos mais antigo que exemplares adultos conhecidos da espécie

Escrito por Romário Pereira de Carvalho

Publicado em 12/10/2026 às 09:06

Atualizado em 12/10/2026 às 09:20

Ciência e Tecnologia

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Imagem: Ilustração artística

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Estudo publicado em setembro de 2026 analisa 18 fósseis encontrados na África do Sul, incluindo um crânio de Homo erectus adulto, e revela como duas espécies humanas conviveram e seguiram caminhos evolutivos diferentes

Uma pesquisa publicada em 25 de setembro de 2026, na revista científica Annals of Human Biology, revelou novos detalhes sobre a evolução humana. Divulgado pela Universidade La Trobe, na Austrália, em 30 de setembro, o estudo analisou 18 fósseis encontrados na África do Sul, pertencentes a duas espécies de hominídeos que viveram há aproximadamente 2 milhões de anos.

Fósseis humanos de 2 milhões de anos incluem fragmento de crânio de Homo erectus

Os fósseis foram recuperados na Pedreira Principal de Drimolen, localizada na região conhecida como Berço da Humanidade, na África do Sul. O local reúne importantes vestígios de espécies antigas relacionadas à evolução humana.

A pedreira foi descoberta em 1992 e passou por escavações até 2019. Apesar das décadas de trabalho, parte dos materiais encontrados ainda não havia recebido uma descrição científica formal.

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Agora, pesquisadores da Universidade La Trobe, em parceria com instituições sul-africanas e norte-americanas, descreveram 18 fósseis atribuídos às espécies Homo erectus e Paranthropus robustus.

Entre os achados está o DNH 127, um fragmento de crânio identificado como pertencente a um Homo erectus adulto.

Com aproximadamente 2 milhões de anos, o fóssil é cerca de 200 mil anos mais antigo que exemplares adultos encontrados em outros locais, incluindo Dmanisi, na Geórgia.

Cinco vistas do DNH 127, o fragmento de crânio de aproximadamente 2 milhões de anos de Drimolen que os pesquisadores atribuem provisoriamente ao Homo erectus . Crédito: Martin et al., Annals of Human Biology (CC BY 4.0)

Descoberta ajuda a entender como eram os primeiros Homo erectus

Antes dessa análise, Drimolen já havia fornecido evidências antigas da presença do Homo erectus.

O fóssil DNH 134, encontrado anteriormente, pertencia a uma criança com idade estimada entre dois e quatro anos.

Isso deixava dúvidas sobre as características dos adultos que viveram naquela região.

Segundo Jesse Martin, pesquisador responsável pelo estudo, o novo fragmento fornece evidências adicionais da presença dessa espécie no sul da África há aproximadamente 2 milhões de anos.

O Homo erectus é considerado um dos primeiros representantes amplamente reconhecidos do gênero Homo e um provável ancestral direto dos humanos modernos.

Duas espécies viveram juntas, mas evoluíram de maneiras diferentes

Os pesquisadores também identificaram diferenças importantes entre o Homo erectus e o Paranthropus robustus, espécies que compartilharam a mesma paisagem africana.

Enquanto o Homo erectus desenvolvia um cérebro maior e dentes molares menores, o P. robustus seguia outro caminho evolutivo.

Essa segunda espécie apresentava um cérebro apenas um pouco maior que o dos chimpanzés, mas possuía dentes grandes e músculos poderosos para mastigar alimentos resistentes.

Os cientistas consideram possível que a redução dos molares do Homo erectus estivesse relacionada a um maior consumo de carne.

Outro detalhe chama atenção: segundo Martin, há 2 milhões de anos, os indivíduos de P. robustus superavam os de Homo erectus em Drimolen numa proporção superior a dez para um.

A pedreira principal de Drimolen, na África do Sul, é a antiga caverna onde foram encontrados os novos fósseis de Homo erectus e Paranthropus robustus. Crédito: Andy Herries / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Dentes maiores mostram mudanças ao longo de 200 mil anos

Os novos fósseis também permitiram comparar populações de P. robustus que viveram em períodos diferentes.

Os exemplares de Drimolen, com cerca de 2 milhões de anos, apresentam diferenças em relação aos encontrados em Swartkrans, datados de aproximadamente 1,8 milhão de anos.

Nesse intervalo de 200 mil anos, os dentes e as estruturas associadas à mastigação tornaram-se maiores.

Essas diferenças reforçam a proposta de classificação da população mais antiga como uma subespécie distinta, denominada P. robustus ukusa.

O estudo, publicado na revista científica Annals of Human Biology, reúne pesquisadores de instituições da Austrália, África do Sul e Estados Unidos.

A quantidade de fósseis preservados em Drimolen permite acompanhar mudanças evolutivas relativamente pequenas ao longo do tempo, algo difícil de observar em um registro fóssil normalmente fragmentado.

Fonte principal analisada: Sciencedaily.

Fonte

https://www.sciencedaily.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Romário Pereira de Carvalho.

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