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Citi rebaixa ações do Banco do Brasil para venda após eleição brasileira, recomenda compra de Caixa Seguridade e Porto Seguro e alerta para juros elevados

Citi rebaixa ações do Banco do Brasil para venda após eleição brasileira, recomenda compra de Caixa Seguridade e Porto Seguro e alerta para juros elevados

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Citi rebaixa ações do Banco do Brasil para venda após eleição brasileira, recomenda compra de Caixa Seguridade e Porto Seguro e alerta para juros elevados

Escrito por Romário Pereira de Carvalho

Publicado em 28/10/2026 às 15:41

Atualizado em 28/10/2026 às 15:45

Economia

Grupo

Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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O Citi mudou suas recomendações para empresas do setor financeiro brasileiro após o resultado da eleição brasileira no último domingo (25). As ações do Banco do Brasil perderam espaço, enquanto seguradoras ganharam preferência diante das preocupações com juros, crédito e economia. As informações do UOL.

Citi vê mais riscos para as ações do Banco do Brasil

O relatório divulgado na terça-feira (27) trouxe mudanças importantes para quem acompanha a Bolsa brasileira.

O Citi passou a recomendar a venda das ações do Banco do Brasil, apontando riscos relacionados aos empréstimos e ao cenário político.

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A principal preocupação está na qualidade da carteira de crédito, especialmente nos financiamentos ao agronegócio. Segundo os analistas Gustavo Schroden e Arnon Shirazi, existe o risco de aumento da inadimplência.

Na prática, isso significa que mais clientes podem atrasar ou deixar de pagar suas dívidas. Nesse caso, o banco precisa reservar mais dinheiro para cobrir possíveis prejuízos, reduzindo o lucro disponível.

Outro ponto destacado pelo Citi é a exposição do Banco do Brasil às decisões do governo federal. Para os analistas, mudanças na condução da política econômica representam um risco adicional para a instituição.

Enquanto o Banco do Brasil perdeu espaço, duas empresas ganharam destaque: Caixa Seguridade e Porto Seguro.

O Citi elevou ambas para recomendação de compra por considerar que seus negócios apresentam maior previsibilidade de resultados e capacidade de geração de caixa.

No caso da Caixa Seguridade, os analistas destacaram um modelo de negócios que exige menos capital para crescer. Essa característica é considerada favorável em períodos de juros elevados.

Já a Porto Seguro reúne operações diversificadas e pode aproveitar os juros altos para aumentar as receitas obtidas com aplicações financeiras.

A avaliação é que essas características tornam as duas companhias relativamente mais resistentes às dificuldades previstas para a economia brasileira.

As mudanças não ficaram restritas ao Banco do Brasil e às seguradoras.

O Citi também passou a recomendar posição neutra para Bradesco, XP, B3, BR Partners e PagSeguro.

Para XP e B3, uma das preocupações envolve os efeitos dos juros elevados sobre o mercado de capitais.

Com a renda fixa oferecendo retornos mais atraentes, investidores podem reduzir a exposição a aplicações consideradas arriscadas, como ações.

Isso pode afetar o volume de negociações na Bolsa e as operações de captação de recursos realizadas pelas empresas.

BR Partners e PagSeguro também entraram na lista de recomendações neutras, em meio às preocupações com os custos de financiamento e as condições para expansão do crédito.

Itaú permanece como principal escolha do Citi entre os bancos

Apesar das mudanças, o Itaú continuou como a principal escolha do Citi entre os bancos brasileiros.

A instituição destacou a qualidade dos resultados, a disciplina na concessão de empréstimos e a solidez de capital do banco.

O cenário econômico, entretanto, continua exigindo cautela, segundo os analistas.

Mesmo após a queda expressiva das ações, o Citi considera que as incertezas fiscais e a perspectiva de juros elevados por mais tempo justificam exigir retornos maiores para compensar os riscos.

O relatório também reforça a preferência por empresas com lucros previsíveis, geração de caixa e capacidade de distribuir dividendos aos acionistas.

O material divulgado não apresentou novos preços-alvo para as ações analisadas.

Matéria elaborada com base neste artigo do UOL.

Fonte

https://economia.uol.com.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Romário Pereira de Carvalho.

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