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CNOOC põe em operação plataforma eólica de 7.800 toneladas a 136 km da costa para abastecer campo de petróleo

CNOOC põe em operação plataforma eólica de 7.800 toneladas a 136 km da costa para abastecer campo de petróleo

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CNOOC põe em operação plataforma eólica de 7.800 toneladas a 136 km da costa para abastecer campo de petróleo

Escrito por Ana Alice

Publicado em 12/10/2026 às 22:00

Setor Offshore

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Plataforma eólica flutuante Haiyou Anlan é rebocada durante preparação para instalação no campo offshore de Lufeng, no Mar do Sul da China. Crédito: Reprodução/Xin Kuai Bao.

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Plataforma Haiyou Anlan começa a fornecer energia ao campo de Lufeng, no Mar do Sul da China, combinando geração eólica flutuante, operação petrolífera e tecnologia projetada para enfrentar condições severas de tufões.

A China National Offshore Oil Corporation (CNOOC) colocou em operação, em 6 de agosto de 2026, a plataforma eólica flutuante Haiyou Anlan, instalada no norte do Mar do Sul da China.

A estrutura de 7.800 toneladas foi conectada à rede elétrica do campo petrolífero de Lufeng e passou a fornecer energia diretamente às instalações de produção de petróleo em alto-mar.

A unidade está posicionada a cerca de 136 quilômetros da costa, na Bacia da Foz do Rio das Pérolas, em uma área onde a profundidade da água também chega a aproximadamente 136 metros. Com capacidade instalada de 16 MW, o projeto combina geração eólica flutuante com uma operação offshore que até então dependia de outras fontes para produzir a eletricidade necessária às atividades do campo.

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Segundo a CNOOC, a Haiyou Anlan é a primeira plataforma eólica flutuante de 16 MW baseada no sistema de pernas tensionadas, conhecido pela sigla TLP, a entrar em operação.

A estrutura foi desenvolvida para trabalhar em águas profundas, onde a instalação de turbinas fixadas diretamente ao fundo do mar se torna mais complexa à medida que a profundidade aumenta.

Plataforma eólica flutuante Haiyou Anlan, de 16 MW, opera no Mar do Sul da China e fornece eletricidade ao campo offshore de Lufeng. Crédito: CNOOC Engineering/Divulgação.

Plataforma de 7.800 toneladas usa sistema de pernas tensionadas

O porte da instalação ajuda a dimensionar o projeto. Além das 7.800 toneladas, a Haiyou Anlan alcança uma altura próxima à de um edifício de 110 andares. Suas três pás têm cerca de 126 metros de comprimento, enquanto a área varrida pelo rotor equivale, segundo dados divulgados pela empresa, a aproximadamente 7,5 campos de futebol convencionais.

A diferença mais importante em relação a outros projetos flutuantes está abaixo da superfície. Em vez de permanecer sustentada apenas por um sistema convencional de ancoragem, a plataforma utiliza nove cabos de aço tensionados com mais de 100 metros de comprimento, ligados ao fundo do mar.

A tensão entre a estrutura flutuante e os pontos de ancoragem limita os movimentos provocados pelas ondas e pelo vento.

De acordo com uma publicação técnica da própria CNOOC sobre a entrada em operação, esse sistema mantém a plataforma sob forte tensão vertical. A empresa afirma que, mesmo diante das condições previstas para um tufão de categoria 17 na classificação utilizada na China, a inclinação da estrutura foi projetada para permanecer abaixo de um grau.

A resistência a tempestades é um dos pontos centrais do projeto porque o equipamento opera em uma região sujeita à passagem de tufões. A Haiyou Anlan foi projetada para suportar condições associadas a supertufões com ventos sustentados de aproximadamente 220 km/h, segundo informações divulgadas pela Xinhua com base em dados da CNOOC.

A empresa também compara a solução TLP às plataformas eólicas flutuantes semissubmersíveis. Segundo a CNOOC, as pernas tensionadas permitem reduzir o consumo de aço e a área marítima ocupada sem comprometer a resistência estrutural.

A companhia aponta ainda que a menor movimentação da plataforma cria condições mais próximas das encontradas em turbinas offshore fixas, embora o desempenho efetivo dependa das condições de operação ao longo da vida útil do projeto.

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Energia eólica abastece diretamente o campo petrolífero de Lufeng

No campo de Lufeng, a eletricidade produzida pela turbina não precisa ser transportada até a rede elétrica em terra. Cabos submarinos levam a energia até as instalações petrolíferas, localizadas a cerca de 3,8 quilômetros da plataforma eólica, segundo a descrição mais detalhada publicada pela CNOOC. Dessa forma, parte da geração usada na produção de petróleo passa a vir diretamente do vento disponível na região offshore.

A Haiyou Anlan integra um sistema que reúne energia eólica offshore, geração convencional a combustível e armazenamento de energia.

A configuração permite que a produção renovável seja incorporada à rede interna do campo sem eliminar imediatamente as demais fontes responsáveis pela estabilidade do abastecimento.

Para um campo de petróleo em alto-mar, a disponibilidade de eletricidade é necessária para sistemas de processamento, bombeamento, controle e outras operações.

A proposta da CNOOC é substituir parte da geração própria baseada em óleo combustível pela eletricidade produzida pela turbina, reduzindo o consumo de combustível necessário para manter essas instalações funcionando.

A estimativa divulgada pela companhia é de uma produção de aproximadamente 54 milhões de kWh por ano. Caso o volume previsto seja alcançado, a CNOOC calcula economia anual de cerca de 15 mil metros cúbicos de óleo combustível e redução de aproximadamente 35 mil toneladas de dióxido de carbono. Os números são projeções da empresa para a operação anual da unidade.

Projeto amplia uso de energia eólica nas operações offshore da CNOOC

O projeto vinha sendo desenvolvido desde antes da entrada em operação. Em fevereiro de 2025, a construção da parte flutuante havia começado nas instalações da CNOOC Engineering em Qingdao. Na ocasião, a empresa já previa instalar o equipamento próximo à plataforma Lufeng 14-4DPP e conectá-lo ao conjunto de campos de Lufeng.

A Haiyou Anlan também dá continuidade a uma experiência anterior da CNOOC com geração eólica integrada à produção offshore. Em maio de 2023, a companhia conectou a Haiyou Guanlan, uma unidade flutuante de 7,25 MW, à rede dos campos de Wenchang.

Até o fim de 2024, esse primeiro projeto havia acumulado mais de 36,6 milhões de kWh de geração, segundo relatório ambiental da empresa.

No balanço do primeiro semestre de 2026, divulgado em 26 de agosto, a CNOOC voltou a citar a Haiyou Anlan entre os projetos ligados à integração entre produção de petróleo e gás e novas fontes de energia. A companhia manteve naquele documento a previsão de fornecimento anual de 54 milhões de kWh ao campo de Lufeng.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Ana Alice.

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