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Comerciantes de Pindamonhangaba esperam R$ 6,6 milhões a mais no caixa nesta semana, com os cerca de mil metalúrgicos da GV do Brasil recebendo R$ 6.650 cada após a greve

Comerciantes de Pindamonhangaba esperam R$ 6,6 milhões a mais no caixa nesta semana, com os cerca de mil metalúrgicos da GV do Brasil recebendo R$ 6.650 cada após a greve

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Comerciantes de Pindamonhangaba esperam R$ 6,6 milhões a mais no caixa nesta semana, com os cerca de mil metalúrgicos da GV do Brasil recebendo R$ 6.650 cada após a greve

Escrito por Douglas Avila

Publicado em 23/10/2026 às 20:05

Atualizado em 23/10/2026 às 20:30

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Os cerca de mil metalúrgicos da GV do Brasil, em Pindamonhangaba, recebem R$ 6.650 cada nesta semana, entre PLR de R$ 5 mil, abono de R$ 1.000 e vale-alimentação antecipado, e o sindicato calcula R$ 6,6 milhões a mais circulando no comércio da cidade.

O dinheiro é resultado do acordo que encerrou uma greve de 24 horas na siderúrgica. A paralisação começou na terça-feira (20) e terminou com a proposta aprovada em assembleia na quarta (21).

Os números foram divulgados pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Pindamonhangaba e publicados pelo PortalR3 e pelo Diário Imparcial. A GV do Brasil pertence ao grupo mexicano Simec.

PLR de R$ 5 mil cai na quinta e abono de R$ 1.000 na sexta.

Pelo acordo, a Participação nos Lucros e Resultados de R$ 5 mil é paga nesta quinta-feira (22). Na sexta (23), entra um abono de R$ 1.000 para cada trabalhador.

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A empresa também antecipa os pagamentos de vale-alimentação até o fim do ano. Somando tudo, cada metalúrgico recebe R$ 6.650 só nesta semana, segundo o sindicato.

Com cerca de mil empregados na usina, a conta chega a aproximadamente R$ 6,6 milhões injetados na economia local em poucos dias. O valor é uma estimativa do próprio sindicato.

Metalúrgicos da GV do Brasil em assembleia com o sindicato em Pindamonhangaba (Foto: PortalR3)

Salário sobe 4,7%, com aumento real.

O reajuste salarial ficou em 4,7%, percentual que, de acordo com o sindicato, garante aumento real aos trabalhadores. Esse era o ponto que travava a negociação.

O vale-alimentação teve reajuste de 33% e subiu para R$ 200. Em janeiro, ainda entra um crédito extra de R$ 500 para cada empregado.

O pacote inclui a volta da cesta de Natal, que tinha sido retirada no ano passado. O dia parado durante a greve não será descontado do salário.

A primeira proposta não tinha aumento real nem PLR maior.

Segundo o presidente do sindicato, André Oliveira, os trabalhadores rejeitaram a primeira oferta da empresa. Ela vinha sem aumento real de salário e sem reajuste na PLR.

Uma assembleia no dia 8 de outubro já tinha aprovado o comunicado de greve. Na terça-feira, a paralisação foi votada por ampla maioria, e só as funções essenciais ficaram na usina.

“A empresa dobrou as produções com a expansão, mas continua intransigente em não dar o aumento”, disse Oliveira no primeiro dia da greve, segundo o PortalR3.

Sindicato diz que a usina produziu bem o ano todo.

O argumento dos trabalhadores era a produção. De acordo com o sindicato, a fábrica manteve um bom ritmo ao longo de 2026, inclusive no novo setor de Laminação.

A GV do Brasil é uma fábrica do ramo do aço instalada em Pindamonhangaba, no Vale do Paraíba, e emprega hoje cerca de mil pessoas, segundo as reportagens.

A empresa não se manifestou nas reportagens publicadas sobre a greve e o acordo. Os valores divulgados são os informados pelo sindicato da categoria.

Votação dos metalúrgicos na entrada da GV do Brasil, em Pindamonhangaba (Foto: Sampi)

Greve durou um dia e teve várias rodadas de negociação.

A paralisação durou 24 horas. Nesse intervalo, sindicato e empresa fizeram várias rodadas de conversa até chegar à proposta levada à assembleia de quarta-feira.

A aprovação veio na própria quarta (21), o que permitiu que a PLR fosse paga já no dia seguinte e o abono na sexta.

Para o sindicato, o comércio também ganha.

“Parabéns a cada um por essa grande conquista. Nós só conseguimos chegar nela graças ao respeito e à unidade dos trabalhadores junto ao seu sindicato”, disse André Oliveira.

Segundo ele, o resultado é importante para as famílias dos metalúrgicos e também para o comércio da região, que recebe o dinheiro de uma vez só, na reta final de outubro.

Olhando assim, R$ 6.650 de uma vez no bolso de mil pessoas faz diferença numa semana qualquer. A dúvida é quanto disso fica de fato nas lojas da própria cidade.

Valor fixo por trabalhador também apareceu no varejo.

Outro acordo recente também fechou com valor fixo por pessoa. Na Justiça do Trabalho do DF, demitidos das Casas Bahia vão receber R$ 7,5 mil cada.

No caso da GV, o valor não vem de demissão, e sim de uma campanha salarial com a usina funcionando. A diferença é que o dinheiro chega para quem segue empregado.

O próximo pagamento extra fica para janeiro.

Depois do pacote desta semana, o calendário do acordo ainda prevê a cesta de Natal no fim do ano e o crédito de R$ 500 no vale-alimentação em janeiro.

O reajuste de 4,7% passa a valer sobre os salários dos cerca de mil trabalhadores da GV do Brasil em Pindamonhangaba.

Se você recebesse R$ 6.650 de uma vez nesta semana, gastaria no comércio da cidade ou guardaria o dinheiro?

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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Douglas Avila.

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