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Coors cavou carvão numa mina do Colorado nos anos 80 e agora cobre o mesmo terreno com 16 mil painéis solares para bancar 7% da energia da cervejaria

Coors cavou carvão numa mina do Colorado nos anos 80 e agora cobre o mesmo terreno com 16 mil painéis solares para bancar 7% da energia da cervejaria

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Coors cavou carvão numa mina do Colorado nos anos 80 e agora cobre o mesmo terreno com 16 mil painéis solares para bancar 7% da energia da cervejaria

Escrito por Bruno Teles

Publicado em 30/10/2026 às 21:30

Atualizado em 30/10/2026 às 21:31

Energia Renovável

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Usina solar da Molson Coors em Keenesburg, no Colorado, em montagem sobre a antiga mina de carvão da Coors; à esquerda, o terreno remexido. Foto: Divulgação/Molson Coors e ENGIE (via The Colorado Sun)

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Os painéis solares da Molson Coors e da ENGIE North America ocupam a antiga mina de carvão da empresa em Keenesburg, a 64 km de Denver; a previsão é ligar a usina solar até o fim de 2026

Por anos, a Coors tirou carvão do chão perto de Keenesburg, no Colorado, para mover a sua cervejaria de Golden. Agora, o mesmo terreno recebe 16 mil painéis solares. Segundo a reportagem da Denver7 de 12 de agosto de 2026, a usina deve gerar cerca de 7,2 megawatts (MW). Isso cobre perto de 7% da eletricidade que as operações da Molson Coors em Golden consomem por ano.

Quem desenvolve a obra é a ENGIE North America. O The Colorado Sun relatou em 20 de agosto de 2026 que a instalação dos painéis solares estava praticamente concluída. A ligação está prevista para o fim de 2026.

Por que a Coors tinha uma mina de carvão no Colorado?

Tudo começa na crise do petróleo dos anos 1970. Foi ela que levou a Coors a minerar o próprio carvão em Keenesburg, conta a CPR News, a rádio pública do Colorado. Com combustível próprio, a empresa deixava de depender do preço de fora para manter a fábrica de Golden ligada.

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A Coors Energy, então braço da Coors Brewing Company, cavou carvão a céu aberto na região de 1979 a 1987. A CBS Colorado e o Colorado Sun dão as mesmas datas para a mina de carvão.

Quando a escavação parou, os buracos viraram depósito de cinzas de carvão, o pó que sobra quando o carvão é queimado. Esse uso durou até 2016, quando começou a recuperação da área. Depois disso, o terreno ficou parado.

Somando tudo, são quase 50 anos de energia no mesmo pedaço de chão: primeiro o carvão, depois a cinza, agora o sol.

Como 16 mil painéis solares em Keenesburg chegam à cervejaria de Golden?

Não existe um fio ligando a usina solar de Keenesburg à fábrica. Keenesburg fica a cerca de 64 km a nordeste do centro de Denver, e Golden fica a oeste da capital. A energia dos painéis solares entra na rede da Xcel Energy, a mesma rede de onde o complexo de Golden puxa eletricidade.

Rachel Schneider, vice-presidente de sustentabilidade da Molson Coors, na usina de Keenesburg em 12 de agosto de 2026. Foto: Ryan Warner/CPR News

“Isso vai entrar direto na rede da Xcel, de onde as nossas operações de Golden Valley puxam energia”, disse Rachel Schneider, vice-presidente de sustentabilidade da Molson Coors, à Denver7. “Vamos conseguir cerca de 7% da demanda elétrica total das operações de Golden Valley, na base anual.”

Funciona como uma compensação: a usina solar põe energia limpa na rede, e esse volume compensa parte do consumo do complexo. E o complexo não é só a cervejaria. Ali funcionam também uma fábrica de latas, uma fábrica de garrafas, uma planta de secagem de levedura e um centro de distribuição.

Quanto espaço ocupam os 16 mil painéis solares da Coors?

A usina solar ocupa 47 acres, segundo o Colorado Sun. Convertido, dá perto de 19 hectares.

Na prática, é a área de uns 26 campos de futebol de tamanho oficial, um do lado do outro.

Dividindo os 7,2 MW pelos 16 mil painéis solares, cada placa responde por cerca de 450 watts de potência. Nas fotos da CPR News feitas no local, as fileiras aparecem em estruturas que giram para seguir o sol.

O número de 7% parece pequeno, e é. Mas ele entra num plano maior. Jim Crawford, vice-presidente das operações de Golden Valley da Molson Coors, disse à CBS Colorado que a empresa moderniza a cervejaria para reduzir em 25% a carga de energia.

“Nos mais de 150 anos da história de Golden Valley, nós sempre buscamos eficiência, oportunidades de melhoria e sustentabilidade”, afirmou Crawford na entrevista à CBS Colorado.

A empresa ainda fala em ampliar. “Temos bastante terra para fazer mais energia solar aqui, sim, com certeza”, disse Schneider à Denver7.

Quando a usina solar de Keenesburg começa a funcionar?

A previsão é ligar a usina até o fim de 2026, segundo o Colorado Sun e a CBS Colorado. Em agosto, a Molson Coors anunciou em comunicado que a montagem dos painéis solares estava praticamente pronta. Disse também que o projeto “completa um ciclo inteiro de desenvolvimento de energia na propriedade”, frase reproduzida pelo The Colorado Sun.

Painéis montados em eixos que acompanham o sol na antiga área de mineração da Coors. Foto: Ryan Warner/CPR News

A vizinhança explica a frase. A usina solar e a antiga mina de carvão ficam na Bacia Denver-Julesburg. Em volta, há poços de petróleo e gás em produção, centrais de coleta de gás e poços antigos já tampados.

O Colorado inteiro também virou a chave. Em 2025, fontes renováveis, puxadas pela solar e pela eólica, geraram 43% da eletricidade do estado, de acordo com dados federais citados pelo Colorado Sun.

Já o carvão, que em 2001 passava de 75% da geração do Colorado, caiu para menos de 25% em 2025. A mina de carvão da Coors fechou bem antes dessa virada; os painéis solares chegam ao terreno dela quando o estado já mudou de lado.

Tags

Coors, Molson Coors, painéis solares, usina solar, mina de carvão, Keenesburg, Colorado, ENGIE North America, Xcel Energy


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Bruno Teles.

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