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Copersucar abastece navio de 13 mil TEU com etanol em Santos, e a operação agora passa a ser regular para a CMA CGM
Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges
Publicado em 23/10/2026 às 11:33
Atualizado em 23/10/2026 às 11:34
Indústria Naval
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A operação de 19 de outubro vem depois do primeiro abastecimento de etanol de julho. Na conta da própria empresa, o mercado marítimo pode absorver dezenas de bilhões de litros por ano.
A Copersucar começou a fazer abastecimentos regulares de navios com etanol no Porto de Santos. Segundo o comunicado da Copersucar, a operação de 19 de outubro levou o combustível ao CMA CGM IRON, navio porta-contêineres de 13 mil TEU. TEU é a unidade que mede a capacidade de carga de um navio de contêineres. Um TEU equivale a um contêiner de 20 pés.
Segundo a empresa, o motor do navio é o primeiro tricombustível do mundo certificado para operar com etanol.
Como o etanol chega ao navio em Santos?
O etanol sai das usinas associadas à Copersucar e vai até o Porto de Santos pela Evolua Etanol, empresa do ecossistema da Copersucar. A AGEO Terminais guarda o produto. Segundo o comunicado, o terminal tem capacidade instalada de 585 mil metros cúbicos e é o maior de granéis líquidos do Porto de Santos.
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O abastecimento acontece no Tecon Santos, terminal da Santos Brasil no Porto de Santos. A Bunker One, que faz o abastecimento físico, criou um protocolo para o etanol. O combustível tem ponto de fulgor baixo: ele solta vapor em temperatura bem mais baixa que o diesel, por isso exige cuidado extra na hora de abastecer.
O que aconteceu em julho?
Em julho de 2026, a Copersucar já tinha feito o primeiro abastecimento de um navio porta-contêineres transoceânico com etanol no Porto de Santos. O registro está no relatório de sustentabilidade da companhia, da safra 25/26. A operação de julho reuniu CMA CGM, Copersucar, Bunker One, AGEO Terminais, Santos Brasil e a Autoridade Portuária de Santos.
A Copersucar publicou no seu canal oficial no YouTube um vídeo de cerca de cinco minutos com a operação de julho. Ele acompanha as etapas do abastecimento, do transporte do etanol à barcaça que leva o combustível até o navio, e traz depoimentos de quem participou.
Assista o vídeo
A diferença entre julho e outubro está no modelo. A primeira foi a estreia. A de outubro abre a fase regular, com novos abastecimentos de navios da CMA CGM previstos até o fim do ano.
Quanto etanol o mar pode consumir?
Segundo o comunicado, a demanda global por combustíveis marítimos supera 270 bilhões de litros por ano. Trocar 10% desse consumo por etanol, diz a empresa, criaria um mercado de cerca de 50 bilhões de litros por ano.
A conta pede uma explicação. Dez por cento de 270 bilhões dá 27 bilhões de litros, não 50. A diferença vem da equivalência energética: o etanol tem menos energia por litro que o combustível de navio, então é preciso mais volume para gerar a mesma força.
A empresa também cita a frota. Segundo a DNV, citada no comunicado, 159 navios já operam com motores preparados para metanol, que podem usar etanol. Mais de 450 novos navios com esse tipo de motor devem ser entregues até 2030.
O que vem depois para a CMA CGM?
A Copersucar prevê novos abastecimentos de navios da CMA CGM com etanol até o fim deste ano. Para a armadora, o combustível entra como alternativa de menor intensidade de carbono.
Giovani Grassi, CEO da CMA CGM do Brasil, afirma que a operação acelera a adoção de soluções de menor carbono no setor marítimo. Tomás Manzano, presidente da Copersucar, diz que a operação conecta a capacidade produtiva brasileira à demanda internacional por descarbonização.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Maria Heloisa Barbosa Borges.

