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De onde vem o gás natural? Entenda como ele é formado há milhões de anos e por que quase 90% da produção brasileira está ligada ao petróleo
Escrito por Romário Pereira de Carvalho
Publicado em 26/10/2026 às 19:51
Atualizado em 26/10/2026 às 19:55
Petróleo e Gás
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Formado ao longo de milhões de anos, o gás natural é encontrado em reservatórios subterrâneos. No Brasil, 89,7% da produção está associada ao petróleo, enquanto outros reservatórios permitem uma extração mais independente e flexível
O gás natural é uma fonte de energia que levou milhões de anos para se formar no subsolo. No Brasil, quase 90% da produção vem de reservatórios de petróleo, mas existem diferentes tipos de gás, com características e formas de extração próprias.
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Como o gás natural é formado debaixo da terra?
O gás natural tem origem, principalmente, na decomposição de matéria orgânica de animais e vegetais que ficou acumulada no subsolo durante milhões de anos.
Nesse período, a ação de bactérias anaeróbicas, que vivem em ambientes sem oxigênio, junto com o calor e a pressão, transformou parte desse material em hidrocarbonetos gasosos.
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O resultado é uma mistura de substâncias que permanece no estado gasoso em condições normais de temperatura e pressão. Seu principal componente é o metano, embora também possa conter outros hidrocarbonetos.
Depois de formado, esse gás pode ficar armazenado em reservatórios subterrâneos, tanto em áreas terrestres quanto no fundo do mar.
É justamente o tipo de reservatório que determina uma das principais classificações do produto: gás associado e gás não associado.
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Quase 90% do gás natural produzido no Brasil vem junto com petróleo
No Brasil, a produção de gás natural está fortemente ligada à extração de petróleo. Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), 89,7% do gás produzido no país em 2025 era associado.
Isso significa que a maior parte do gás nacional saiu de reservatórios que também contêm petróleo.
O gás associado pode estar dissolvido no óleo ou acumulado acima dele, em uma região conhecida como capa de gás.
Quando o petróleo é extraído, esse gás também chega à superfície. Depois, precisa ser separado do óleo e passar por etapas de limpeza e processamento.
Há uma particularidade importante: a quantidade disponível depende do ritmo de produção de petróleo, e não apenas do consumo de gás.
Além disso, nem tudo chega ao mercado. Parte é utilizada nas próprias plataformas, inclusive para gerar energia, enquanto outra parcela é reinjetada nos reservatórios.
Essa reinjeção ajuda a manter a pressão subterrânea e favorece a continuidade da produção de petróleo.
Gás não associado pode ser produzido sem petróleo no mesmo reservatório
O gás não associado é encontrado em reservatórios que não dependem da presença de petróleo no mesmo local.
Nessas jazidas, a extração é voltada basicamente à produção de gás natural, que pode ser encontrado tanto em terra quanto no mar.
Uma diferença importante está na flexibilidade operacional. Como a produção não está diretamente vinculada à extração de petróleo, ela pode ser ajustada à demanda com maior facilidade.
Qual a diferença entre gás seco, gás úmido e gás de cozinha?
A composição também muda conforme o tipo de gás extraído. O não associado costuma apresentar maior concentração de metano e menor quantidade de hidrocarbonetos pesados.
Já o associado geralmente contém mais etano, propano e butano, componentes que podem ser recuperados durante o processamento.
É daí que também surgem produtos como o Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), conhecido popularmente como gás de cozinha.
Outra classificação utilizada pela indústria é a divisão entre gás seco e gás úmido.
O gás seco apresenta principalmente metano, com poucos componentes capazes de gerar líquidos. O gás úmido contém mais hidrocarbonetos pesados, que podem ser separados e aproveitados.
Essas diferenças de composição e origem influenciam o processamento do gás natural e a maneira como sua produção é organizada antes da distribuição e do consumo.
Fonte
https://scgas.com.br/scga
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Romário Pereira de Carvalho.

