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DeepSeek aceita liderar a primeira rodada da Winverse, avaliada em US$ 400 milhões, startup de inteligência artificial para robôs fundada por ex-cientista da Tencent, mas o negócio ainda não foi fechado

DeepSeek aceita liderar a primeira rodada da Winverse, avaliada em US$ 400 milhões, startup de inteligência artificial para robôs fundada por ex-cientista da Tencent, mas o negócio ainda não foi fechado

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DeepSeek aceita liderar a primeira rodada da Winverse, avaliada em US$ 400 milhões, startup de inteligência artificial para robôs fundada por ex-cientista da Tencent, mas o negócio ainda não foi fechado

Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges

Publicado em 12/10/2026 às 12:36

Atualizado em 12/10/2026 às 12:37

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Imagem de divulgação da Unitree mostra robôs de quatro patas numa planta industrial. A DeepSeek tem fatia na empresa. Foto: Divulgação/Unitree

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A DeepSeek pode liderar uma captação de dezenas de milhões de dólares. A Meituan também se comprometeu a entrar. Os dados vêm de fontes anônimas ouvidas pela Bloomberg e ainda podem mudar.

A DeepSeek, laboratório chinês de inteligência artificial, pretende liderar a primeira rodada de investimentos da Winverse. A startup foi criada em 2026 para desenvolver a inteligência artificial de robôs, segundo reportagem da Bloomberg publicada nesta segunda-feira (12), na versão em português do InvestNews.

O aporte avaliaria a empresa em cerca de US$ 400 milhões, disseram as fontes da agência. O negócio ainda não foi finalizado. Valor e participação de cada investidor podem mudar, afirmaram as pessoas, que pediram anonimato.

Dezenas de milhões de dólares numa rodada de semente

A The Next Web resumiu o texto da Bloomberg. Ela descreve uma rodada semente, a primeira captação de uma startup, de dezenas de milhões de dólares. Os US$ 400 milhões de avaliação valeriam depois do aporte.

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A Long-Z Investments, braço de investimentos da Meituan, também se comprometeu a participar. Para a Bloomberg, seria uma das maiores apostas da DeepSeek em startups desde que o gestor de fundos Liang Wenfeng criou a empresa, em 2023.

Na reportagem, nem a DeepSeek, nem a Long-Z, nem o fundador da Winverse comentaram. Tudo o que se sabe do negócio até aqui vem de fontes anônimas.

O cientista que deixou a Tencent para abrir a própria empresa

Hu Han criou a Winverse neste ano. Na Tencent, ele era cientista-chefe e liderava as equipes de modelos de visão e linguagem e de inteligência incorporada, a inteligência artificial que controla um corpo físico, como o de um robô.

Hu é doutor pela Universidade Tsinghua. Passou pela Microsoft Research Asia e pela Baidu, segundo a Bloomberg.

A saída dele coincidiu com uma reestruturação da equipe de pesquisa da Tencent. A dona do WeChat tenta reduzir a vantagem de rivais como a própria DeepSeek e a Moonshot. Até agora, a startup operava em modo confidencial.

A segunda aposta da DeepSeek no setor de robôs

Antes da Winverse, a DeepSeek já tinha entrado nessa área. Comprou uma fatia de 2% na abertura de capital da Unitree Robotics, em Xangai, de olho em modelos de inteligência incorporada, de acordo com a Bloomberg. A estreia da Unitree em bolsa, em agosto, levantou US$ 900 milhões.

Em outra imagem do site da Unitree, robôs de quatro patas acompanham uma equipe de bombeiros. Foto: Divulgação/Unitree

O portal chinês Phoenix Tech dá mais detalhes em texto republicado pelo Sohu: 140,8 milhões de yuans por 2,31% da Unitree. Esse dado vem só desse veículo chinês e não aparece na versão da Bloomberg consultada. O texto afirma ainda que Liang Wenfeng avalia montar uma equipe própria de pesquisa em robôs. Nenhuma das empresas confirmou isso.

Segundo o Phoenix, gente do setor vê a Winverse mais como empresa de infraestrutura, que acelera modelos, do que como fabricante de robôs. Pela leitura do portal, a Unitree faz o corpo, a Winverse acelera os modelos e a DeepSeek entra com o cérebro.

A DeepSeek também está perto de captar pelo menos 80 bilhões de yuans, cerca de US$ 12 bilhões. A estreia na bolsa está prevista para o início de 2027, segundo a Bloomberg. O dinheiro foi pensado para treinar modelos e abastecer centros de dados. Deve servir também para apoiar uma nova geração de startups.

Quanto US$ 400 milhões pesam perto das americanas

A Bloomberg compara a Winverse com duas startups americanas que desenvolvem cérebros de uso geral para robôs. A Skild AI está avaliada em US$ 14 bilhões e a Physical Intelligence, em US$ 5,6 bilhões. Ambas têm o apoio de gigantes de tecnologia, da Nvidia à Alphabet.

StartupPaísAvaliação (US$)Winverse equivale aSkild AIEUA14 bilhões2,9%Physical IntelligenceEUA5,6 bilhões7,1%Winverse (se o aporte sair)China400 milhões100%

Valores citados pela Bloomberg em 12 de outubro de 2026. O percentual de equivalência é cálculo do CPG.

A conta é simples: 400 dividido por 14.000 dá 2,9%, e 400 dividido por 5.600 dá 7,1%. Ela compara só valores de mercado. Não mede qual das empresas tem o robô mais capaz.

A Bloomberg observa que há menos dinheiro para esse tipo de aposta na China. A Unitree e seu entorno buscam capital o tempo todo.

O que a Bloomberg diz sobre as fábricas

Para a Bloomberg, o negócio ajuda a DeepSeek a levar sua presença para o mundo real, com robôs humanoides em linhas de produção. A China lidera a fabricação de braços e pernas desses robôs. Fazê-los entender a fala e resolver problemas fora do laboratório exige modelos de inteligência artificial diferentes dos que deram fama ao ChatGPT e à própria DeepSeek.

Os modelos da imagem são de robôs de quatro patas, não os humanoides de linha de produção citados pela Bloomberg. Foto: Divulgação/Unitree

Nos textos consultados pelo CPG não aparece número de vagas que esses robôs poderiam ocupar. Também não aparecem prazo para chegarem às fábricas, produto da Winverse ou cliente industrial. O investimento indica a direção da disputa, mas ninguém fez ainda a conta de empregos.

O que ainda pode mudar

Valor de US$ 400 milhões, lista de investidores e até a própria rodada podem mudar, segundo as fontes da Bloomberg. DeepSeek, Long-Z e Hu Han não responderam. O que existe até agora é informação de bastidor publicada em 12 de outubro de 2026, e não um comunicado das empresas.

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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Maria Heloisa Barbosa Borges.

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