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Depois de viver sob lona e enfrentar infiltrações, trabalhador recebe casa com impressão 3D em São Paulo, com dois quartos e estrutura produzida fora do terreno
Escrito por Bruno Teles
Publicado em 15/10/2026 às 15:49
Ciência e Tecnologia
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Maurílio Rodrigues de Souza recebeu uma casa com impressão 3D em São Paulo após viver em moradias com infiltrações. A unidade tem dois quartos e cerca de 58 m². Produzida fora do terreno, sua estrutura foi transportada e montada em assentamento rural, dentro de um projeto com oito tecnologias construtivas.
Maurílio Rodrigues de Souza, então com 58 anos, recebeu uma casa com impressão 3D depois de passar por uma moradia de lona preta e construções que deixavam a chuva entrar. A residência com dois quartos fica no assentamento Mário Covas, em São Simão, no interior de São Paulo.
Segundo o canal Brasil 2050, em vídeo publicado em 14 de outubro de 2026, a entrega ocorreu em 26 de março de 2025. O relato reúne informações atribuídas à CDHU e à fabricante Cosmos 3D e explica que a estrutura foi produzida fora do terreno, antes do transporte e da montagem.
Moradia anterior deixava a enxurrada entrar e ameaçava os móveis
Maurílio vivia de trabalhos esporádicos na agricultura e complementava a renda com a criação de alguns animais. Sua trajetória de moradia passou por uma construção de lona, um barraco erguido aos poucos e uma residência de blocos.
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A última construção apresentava problemas de nível e entrada de enxurrada, conforme seu relato reproduzido pela fonte. Comprar uma cama melhor ou uma estante significava correr o risco de perder os móveis para a umidade.
Unidade de aproximadamente 58 m² integra experiência com oito famílias
A casa destinada a Maurílio tem aproximadamente 58 m², dois quartos e um banheiro, segundo os dados da Cosmos 3D citados na apresentação. A entrega fez parte de um conjunto de oito moradias para oito famílias.
O projeto em São Paulo colocou diferentes sistemas construtivos lado a lado. Apenas uma unidade utilizou impressão 3D; as demais empregaram outras soluções industrializadas, como estruturas leves de madeira ou aço e diferentes tipos de painéis.
CDHU buscava avaliar conforto, custo e possibilidade de repetição
A iniciativa surgiu de um chamamento da CDHU para conhecer, testar e eventualmente homologar métodos industrializados. A avaliação proposta incluía qualidade, conforto, custo e capacidade de produzir novas unidades em escala.
A experiência foi apresentada como uma prova de conceito em condições reais de moradia. A participação dos moradores permitia ir além da demonstração da máquina e observar o funcionamento das construções no cotidiano.
Projeto digital define o caminho percorrido pelo bico da impressora
O processo começa com um modelo digital que reúne medidas, posição das paredes e aberturas. Um programa divide esse desenho em camadas horizontais, que orientam o trajeto do equipamento.
A impressora deposita material cimentício por um bico, formando cordões sucessivos. A cada passagem, o cabeçote sobe para criar a próxima camada, seguindo as coordenadas programadas.
Mistura precisa passar pela mangueira e manter a forma depois
O material deve ter consistência suficiente para circular pelo sistema de bombeamento sem endurecer antes da hora. Ao sair do bico, precisa sustentar o próprio formato e receber o peso das camadas seguintes.
A velocidade de aplicação, a vazão e o intervalo entre passagens interferem no resultado. A aderência entre as faixas também exige controle, pois uma ligação inadequada pode comprometer o desempenho da parede.
Estrutura foi fabricada longe do lote e transportada ao assentamento
A produção ocorreu pelo modelo offsite, isto é, fora do local definitivo da obra. Em vez de levar a impressora até o lote de Maurílio, a empresa fabricou a estrutura em ambiente industrial.
Os componentes seguiram depois para o assentamento, onde foram montados. Esse formato permite organizar a fabricação em um ambiente protegido, mas exige transporte, movimentação das peças e planejamento do acesso ao terreno.
Quatro dias de impressão não significam residência pronta nesse prazo
A Cosmos 3D afirma que a estrutura foi impressa em quatro dias e montada em dois. A finalização da casa levou 20 dias, conforme os números da fabricante reproduzidos pela fonte.
A CDHU informou um prazo de 90 dias para o conjunto das oito moradias do projeto em São Paulo. Os períodos se referem a etapas e recortes diferentes: impressão, montagem, conclusão de uma unidade e execução do piloto completo.
Paredes e telhado foram impressos, mas outras etapas exigiram equipes
A informação atribuída à CDHU é que a máquina produziu as paredes e também o telhado. Fundação, esquadrias, instalações, ligações e acabamentos continuaram dependendo de outros serviços.
A casa precisava receber portas, janelas, redes elétricas e hidráulicas, além dos demais componentes previstos. A impressão 3D assumiu uma parte da construção, sem substituir todo o trabalho necessário para entregar uma moradia utilizável.
Dois quartos, lavanderia e geração solar faziam parte das residências
O programa entregou unidades com dois quartos, sala, cozinha, banheiro, lavanderia e geração fotovoltaica. A proposta era oferecer ambientes para as necessidades diárias das famílias atendidas.
Outra beneficiada foi Zilda Clara dos Santos, trabalhadora rural e mãe de quatro filhos. Sua residência anterior tinha calor excessivo, pouca ventilação e goteiras, mas a fonte não identifica a unidade recebida por ela como a que utilizou impressão 3D.
Transporte e volume de produção influenciam a possibilidade de economia
A repetição de um projeto pode facilitar a fabricação, enquanto o controle do material pode reduzir parte do desperdício. Esses benefícios, porém, dependem das condições de produção e da organização da obra.
A distância entre a fábrica e o destino acrescenta despesas e exigências logísticas. A apresentação não informa o custo total da unidade de Maurílio nem comprova uma economia específica em relação a uma construção convencional.
Desempenho e manutenção precisam acompanhar a rapidez de execução
A segurança da estrutura, a proteção contra chuva, o conforto e a durabilidade fazem parte dos pontos destacados para avaliar o sistema. A rapidez de fabricação, sozinha, não demonstra como a moradia vai se comportar ao longo dos anos.
O projeto digital também pode ajudar a localizar instalações e orientar intervenções futuras. Na residência com dois quartos, assim como em outras construções, reparos precisam considerar a posição dos componentes e as características das paredes.
Assista o vídeo
A parceria entre a CDHU e o Instituto de Terras de São Paulo tinha como objetivo mais amplo atender famílias de assentamentos rurais e comunidades quilombolas. A unidade entregue a Maurílio integrou essa experiência com diferentes formas de construir.
Segundo a fonte, em 2026 a CDHU anunciou um pacote de infraestrutura ligado a 540 moradias offsite em nove municípios. O anúncio envolve diferentes sistemas construtivos e não significa que todas essas residências seriam produzidas por impressão 3D.
Você moraria em uma residência produzida por esse método ou preferiria acompanhar por mais tempo seu desempenho? Deixe sua opinião nos comentários.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Bruno Teles.

